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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

16
Set11

Fanfic - Capitulo 19 - 3ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

Segredos e Intrigas

 

 

- Já acabaste o pequeno-almoço, filha? – perguntei com um sorriso, aparecendo de repente na sala.

 - Sim, já, pai. Eu lavo estes pratos, não te preocupes. Hoje quero dar um salto a casa do avô, quero acalmá-lo. Parece que o Seth contou à mãe o que se passou, e a notícia já chegou aos ouvidos do Charlie. É claro que ele não sabe toda a verdade, apenas que a mãe desapareceu misteriosamente. – disse Renesmee, com um sorriso corajoso, mas preocupado.

Lembrei-me que ainda tinha mais esse problema, encarar Charlie e Renée, que decerto ficariam furiosos e em pânico quando soubessem do sucedido. Suspirei, resignado.

 - Queres que vá contigo? – perguntei.

Ela olhou-me com aquele seu olhar típico, de quem diz “Pai, já sou crescida!”, e abanou a cabeça:

 - Não, não precisas de o fazer. Sei que é difícil para ti.

Encarei-a com uma tez dura:

 - Vem ter comigo ao carro. Vamos os dois.

 - Vou já, primeiro tenho um pequeno problema a resolver. – rematou, retirando-se para o jardim, onde se encontrava Jacob, deitado na relva, a fitar o céu com olhar pensativo.

Se fosse essa a minha vontade, poderia ter ouvido toda a conversa, mas não queria intrometer-me. Não queria estragar mais nada. Desloquei-me pelas traseiras da casa, contornando o jardim, para não ter de passar por eles. Introduzi a chave no Ferrari, que pertencia a Bella, só para sentir o seu cheiro forte e embriagante.

Passados alguns minutos, Nessie sentou-se ao meu lado no carro, fechando a porta com força. Parecia ter os olhos brilhantes, com certeza tinha estado a chorar.

 - Querida, o que se passa? – perguntei, sentindo um ódio a Jacob, só por ter feito a minha filha chorar.

 - Não é nada, vamos. – disse ela, com uma voz insegura. Após alguns segundos em silêncio, ela suspirou e começou a falar. – O Jake está tão destroçado como nós, pai. Fui falar com ele, queria saber porque se tinha mostrado tão duro para comigo, queria resolver as coisas. E ele disse-me que não conseguia olhar para mim, que só via a minha mãe, que queria ir ter com ela, e trazê-la para mim, nem que, para isso, tivesse de morrer. E depois desapareceu, e mais nada.

Desatou a chorar ruidosamente, encostando a cabeça ao meu ombro. Eu sentia-me um pouco desconfortável, não estava habituado a ouvir as confissões de uma adolescente meia-vampira apaixonada por um lobisomem. Acariciei o seu cabelo com os meios dedos finos e enregelados, fascinado pelo brilho dos seus caracóis, que parecia adquirir um tom melancólico e triste.

 - Ele vai voltar, Ness. – murmurei, tentando acalmá-la. Ela calou-se de repente, e pensei no que teria feito de errado daquela vez.

 - Não percebes? – fitou-me como se estivesse a olhar uma criança pequena e inocente. – Tenho medo que ele tenha ido mesmo ter com a mãe, que tenha ido para Volterra.

No segundo seguinte, sustive a respiração, como se tivesse acabado de ouvir a maior barbaridade de sempre. Não podia ser, o Jacob não conhecia os perigos daquilo que poderia estar prestes a fazer. Não tinha a mínima hipótese de conseguir alcançar o seu objectivo.

Peguei no telemóvel e premi a tecla de marcação rápida:

 - Carlisle. Manda o Emmett, o Jasper e a Rose à procura do Jacob. Eles que procurem pelas redondezas, é urgentíssimo. Depois explico, ou melhor, ele explicará. Sim, vamos ver o Charlie. Até logo, obrigado.

Carreguei no acelerador com toda a força, e retrocedi, para introduzir o veículo no caminho de terra que ligava a nossa casa à estrada nacional. Virei na cortada para Forks, e o Ferrari, na sua tranquila e graciosa marcha, atingiu os duzentos e cinquenta quilómetros por hora.

Ao avistar a casa de Charlie, uma dor profunda e excruciante atingiu o meu abdómen com a força de um soco. Pensei no sofrimento que já tinha causado àquela família, e um soluço teimoso sobrevoou a minha garganta seca e sedenta.

Renesmee correu para a porta, batendo ao de leve. Avistei Sue na janela, a espreitar, abrindo muito os olhos ao reparar no ofuscante vermelho vivo que cobria o carro de Bella.

 - Charlie, é para ti. – disse ela, dirigindo a pequena cabeça para o sofá na sala, onde um grande vulto se estendia. Levantou-se e caminhou pesadamente até à porta, que abriu com um grunhido, que logo foi substituído por um sorriso magoado.

 - Nessie! – exclamou, com duas lágrimas nos olhos. – Entra, querida!

A minha filha pulou para dentro de casa, beijando Sue, e sentando-se numa cadeira na cozinha.

 - Bom dia, Charlie. Espero não ter vindo incomodar… - disse eu, elevando a voz perante o burburinho da televisão e da conversa de Ness com a sua “avó”.

 - Sê bem-vindo, Edward. Temos de conversar. – respondeu-me ele, com uma voz surpreendentemente sossegada e pacífica. Parecia até compreender bem a situação, bem demais. Fitei Sue, com um olhar ameaçador, ao que ela respondeu encolhendo os ombros.

Sentámo-nos os quatro no sofá da sala-de-estar, e Charlie apagou a televisão, fitando a mulher com um sorriso carinhoso.

 - Sue, se não te importas… Gostaria de falar com eles a sós.

 - Sim, claro. Eu vou para o quarto, tenho de passar umas roupas a ferro. – disse ela, levantando-se e exibindo o típico sorriso rancoroso ao olhar para mim.

Arrastou-se até à primeira divisão ao cimo das escadas, e fechou a porta com um estrondo revoltado.

 - Charlie, estamos aqui para lhe falar de algo que, por certo, já saberá. – iniciei, cautelosamente. A Bella foi raptada, aliás, desapareceu assim sem mais nem menos. Estamos a fazer tudo o que podemos para a encontrar, iremos até à Europa se for preciso. – ele não fazia ideia de como as minhas palavras eram verdadeiras.

 - Pensei em alertar as autoridades nacionais a partir da esquadra, mas acabei por chegar à conclusão de que… não deve valer a pena. Estou certo? – interrompeu Charlie, visivelmente incomodado.

 - Sim, é verdade. As autoridades nada poderiam fazer se fossem contactadas. Fico satisfeito por ter percebido que há coisas na nossa família que são, digamos, fora do normal. – respondi eu, com um sorriso.

 - Sim, eu percebo. Quero dizer, não percebo bem, mas compreendo que será mais fácil se não fizer perguntas. Apenas vos peço que encontrem a minha filha.

Tanta formalidade estava a deixar-me confuso, e Nessie parecia também um pouco irritada devido a esse facto, eu conseguia ler-lhe alguma impaciência na mente.

 - Avô, nós vamos encontrar a mãe. O tio Emmett, o Jasper e a Alice estão a tratar disso, quero dizer, estavam, porque agora que o Jake também desapareceu… - disse ela, calando-se de repente, como se tivesse cometido um erro.

 - O Jake? O Jacob Black também desapareceu? – Charlie parecia estar quase a sufocar, na sua infeliz ignorância.

 - Avô, tem calma, ele desapareceu por minha causa. Ele disse-me que ia… procurar a mãe sozinho, que só queria ajudar-me. – tentou a minha filha acalmá-lo, quase saltando para o seu lado, e afagando a sua cabeça, que tremia ligeiramente.

 - O Billy sabe disto? – perguntou Charlie Swan, de repente muito sério.

Acenei negativamente com a cabeça. As minhas cordas vocais pareciam não conseguir produzir sons. E a tremenda sede que sentia também não ajudava.

 - Tenho de pensar. Eu acompanho-vos à porta. – disse ele, levantando-se.

Renesmee pareceu surpreendida, até um pouco indignada, mas eu percebi o meu sogro na perfeição. Com uma mão no ombro da minha filha, conduzi-a para o hall de entrada.

 - Vamos, querida. – murmurei, desentorpecendo a garganta seca. Ela deslocou-se até ao carro, depois de se despedir do seu avô.

 - Adeus, Charlie. E as minhas mais sinceras desculpas por, mais uma vez, ter posto Bella em perigo desta maneira. – disse eu, sincero.

 - Só peço que me tragam a minha filha de volta. Nada mais.

A porta branca fechou-se na minha cara.

 

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