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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

18
Set11

Fanfic - Capitulo 20 - 1ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

 

Riscos

 

 

Chegámos a casa em pouco tempo, ao som de música do século passado, música clássica. Na realidade, era Debussy, um dos compositores de que Bella mais gostava. Sempre adorara aquelas notas que pareciam cair no espaço infinito, flutuando e morrendo por fim numa melodia esplêndida, genial.

Renesmee tamborilava com os dedos das mãos no tablier, como se estivesse a tocar a melodia no teclado, e trauteando a mesma, pois já a sabia de cor, e eu sabia que também a ela lhe lembrava a mãe.

Desliguei, por fim, o motor do carro e, de repente, todo o ruído cessou. Apenas se ouvia a respiração acelerada da minha filha, e o seu coração apressado, que bombeava o sangue a todo o gás.

 - Sei que pensas que estou aborrecida contigo. – disse Nessie, num sussurro quase que asfixiado.

 - Não estás? – perguntei, subitamente nervoso.

 - Porque haveria de estar? – também ela parecia nervosa, mas de uma maneira mais inquieta, ansiosa.

 - Por todas as razões e mais algumas. A tua mãe foi raptada, e está desaparecida; o Jacob fugiu para ir procurar a tua mãe, e poderá não voltar tão depressa, se não o encontrarmos a tempo, pois os Volturi poderão fazê-lo também a ele prisioneiro; na escola és olhada de lado por todos pela tua aparência diferente. São inúmeros problemas, e nenhum de fácil resolução. Posso não estar directamente relacionado com eles, mas sou o teu pai, sou responsável por ti, e devia proteger-te de todo o mal. – eu começava a desesperar, sabia que tudo aquilo que dissera era verdade, que era eu o responsável pelo sofrimento da maior parte das pessoas da família. Recostei-me no lugar do condutor, e sustive a respiração, à espera. Não fazia a menor ideia de como a minha filha reagiria ao meu pequeno desabafo.

Passados quase dois minutos de silêncio absoluto, Renesmee inspirou pesadamente uma única vez, e depois começou a falar:

 - Eu não entendo como podes pensar isso. Sim, és o meu pai, tens responsabilidade na minha segurança e deves cuidar de mim, mas tens de perceber que eu cresci. Não sou mais a menina pequenina que todos protegiam, como uma rosa numa campânula de cristal, mas sim uma rapariga que cresceu. Sofro como todos vocês, mas já sei lidar com isso. Por isso, não te sintas culpado. Até porque apesar de teres sido tu a dar-me esta aparência invulgar – fez aspas com os dedos, sorrindo – é por tua causa que estou aqui, que respiro e vivo. E, para mim, isso é muito.

Ela sorria, optimista. Era pequena, inocente e despreocupada e, apesar de duas pessoas muito importantes estarem desaparecidas, tinha a certeza de que tudo se iria resolver e, por um lado, essa sua certeza aliviava-me, pois sabia que não se iria preocupar demais. Não como eu, não como todos os outros. Sorri-lhe, destrancando as portas.

 - Vamos, pequena. – saí do meu assento e, num segundo, estava à sua porta, e estendia-lhe a mão. – Vamos encontrar a tua mãe.

Depois daquela pequena conversa, sentia mais coragem e optimismo do que nos últimos dias. Esperava que isso fosse um ponto a meu favor.

 

Jacob

Todos os meus instintos estavam ao máximo. Corria a grande velocidade, fincando as garras imundas no chão húmido, com a língua de fora, sinal de cansaço. Já avançava há algumas horas. Por um lado, tinha medo de parar, pois não queria que o meu coração me obrigasse a voltar para trás, por causa de Renesmee. Oh, minha Renesmee…

Travei bruscamente, com um impulso de dar meia-volta e voltar atrás, para a minha casa, a minha família, os meus amigos. Mas não podia, pois a minha vida em Pleasant Harbor nunca estaria completa sem Bella. Por isso percorria aquele caminho. Porque os planos de Edward eram demasiado pensados, demasiado cuidados e, por isso, demasiado demorados. E o tempo não era, propriamente, um bem muito abundante naquele momento. Por isso decidira procurar por mim próprio, e iria trazê-la de volta, tinha prometido a mim mesmo.

Não conhecia muito bem aquele tipo de sugadores de sangue. Os Volturi pareciam ser o clã chefe de todo o mundo dos vampiros e, tal como em todos os líderes, também nestes existia um espírito de corrupção e individualismo. Bem, talvez isso fosse um ponto a meu favor. Talvez entre eles existisse a habitual e clássica desconfiança perante os problemas.

Passado mais alguns minutos, talvez apenas meia hora, comecei a avistar, por detrás do arvoredo, alguns edifícios. Talvez estivesse na hora de tentar descobrir alguma informação como humano, pois sabia que, na forma de lobo, não conseguiria descobrir sozinho o caminho para Volterra. Depois de voltar à forma humana, rapidamente vesti umas calças que estavam demasiado sujas, e iniciei a caminhada de volta à civilização. Demorei cerca de duas horas a chegar ao interior das muralhas que continham a sede do império dos sugadores de sangue, o que me deixou impaciente e cansado, pois sabia que na minha forma de lobo teria feito aquela distância em menos de meia hora, mas também tinha a certeza que, naquela forma, seria detectado em menos de nada, pois naquele local até eu conseguia pressentir a presença de um grande número de vampiros, cientes dos odores inimigos.

Sem saber porquê, lembrei-me de Renesmee, e pensei na sua aflição ao perceber que eu tinha ido, sozinho, em busca da sua mãe. Queria pensar que esta minha partida à procura de Bella servia apenas para salvar a mãe da minha namorada, e também a minha melhor amiga, e não para salvar aquela que já fora, por muito tempo, a minha paixão.

Sabia que as minhas hipóteses de sobrevivência eram quase nulas, mas o meu propósito era apenas o salvamento de Bella. Pensei que talvez com esta atitude, a família Cullen se apressasse com os preparativos para a salvar. Tinha a certeza que assim seria.

A mensagem de Bella ressoava na minha mente. “Estou bem. Relógio.” O que significaria aquilo? De repente, ouvi uma voz familiar atrás de mim.

 - O que pensas que estás a fazer aqui sozinho? – perguntou Seth, tocando-me no ombro com o seu habitual sorriso confiante.

 - E o que estás tu aqui a fazer, miúdo? – eu não podia acreditar que ele tinha ido até lá.

 - Diz antes “nós”. – interveio Sam, aparecendo por entre uns arbustos. De repente, eu encontrava-me rodeado por imensas pessoas, todas com sorrisos encorajadores e cúmplices. Estavam lá todos: desde a única fêmea Leah, até aos jovens Collin e Brady, que pareciam estar a apreciar a aventura.

 - Não deviam ter vindo, Sam. Eu tratava disto sozinho. – disse eu, tentando manter um tom de voz austero. Ele ignorou-me por completo, e começou a falar.

 - Os Cullen vêm a caminho. Disseram que iam apenas “abastecer-se”. – Leah fez má cara. Ainda odiava claramente aquela espécie.

 - Espero que venham bem preparados. Estou convencido de que vamos ter resistência. – por algum motivo, tinha um pressentimento de que a resistência não seria facilmente abatida.

 

Bella

 Estava farta daquele tecto, daquelas paredes, daquele ar, daquele

cheiro. Sabia que estava a ser observada, e parecia que aquela maldita folha de papel que eu própria escrevera deixara de ter significado, ou qualquer importância. Parecia-me irrelevante. Precisava de Gianna, de alguém com quem falar. Sentia-me oprimida, com uma enorme pressão no peito. Imaginei os dedos de Edward a roçar no meu rosto, como fazia nos primeiros meses depois de nos conhecermos, imaginei os seus lábios sincronizados com os meus, fugindo pelo meu pescoço alvo e percorrendo os braços, até chegarem às pontas dos dedos, que beijava incessantemente, tal como fez na maravilhosa noite em que oficializou o seu pedido de casamento, imaginei o seu corpo a fundir-se ao meu, naquela cama de dossel que ele próprio partira na nossa lua-de-mel. E, repentinamente, a pressão no meu peito desapareceu, dando lugar a uma nova esperança. Corri para a secretária, para escrever uma nova mensagem, que esperava que fosse vista pela minha irmã e melhor amiga.

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