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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

30
Set11

Fanfic - Capitulo 20 - 3ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

 

Riscos

 

 

Edward

 

 - Eu sinto-a! – exclamou Renesmee, ainda mais branca do que o habitual, contorcendo-se de dores. – Sinto a dor!

Aquela palavra alertou-me:

 - Nessie, a dor de quem? – perguntei, estupefacto.

 - O Jake! Ele foi atingido! Ele já entrou no castelo e agora… - a minha filha desmaiou nos braços de Esme, banhada em suores frios e cheia de arrepios.

 - E agora o futuro da Bella desapareceu. Eles estão juntos, mas o Jake está ferido. – murmurou Alice, concentrada na sua visão.

 - Bem, isso só pode querer dizer uma coisa. – interveio Emmett, pegando em Renesmee, e prendendo-a firmemente no seu colo. – Temos de andar mais depressa, ou vamos perder a parte mais emocionante.

 

 

Bella

 

Os meus olhos já estavam fechados há mais de doze horas, tinha a certeza, pois fechara-os pela primeira vez quando o raio de luz se extinguira completo da pequena janela do quarto, e estava a abri-los no preciso momento que o sol atingia o seu ponto mais elevado no céu. Olhei em volta. A folha de papel continuava dobrada em quatro partes, pousada em cima da secretária.

Levantei-me, espreguiçando-me. Tinha estado semi-consciente. Não me lembrava de ter ouvido nada, nenhum murmúrio vindo do outro lado da parede, nenhum grito, nenhuma discussão entre Caius e Aro. Talvez por isso, assustei-me um pouco quando ouvi passos em direcção ao meu quarto, e um odor que me era muito familiar e que me confortava, mas que eu não conseguia identificar se intensificou. A porta abriu-se sem cerimónias e Gianna apareceu à porta, com um sorriso meio penoso, meio aliviado. Ia falar-lhe, transmitir-lhe palavras de conforto, quando reparei que atrás dela se encontrava aquele vampiro que me raptara, olhando-me de um modo mortiço, com os lábios tensos, numa fina linha avermelhada.

 - Tens visitas. – disse Gianna, pedindo-me desculpa com o olhar.

Fiquei paralisada quando Jacob Black entrou no meu quarto, na forma de lobo. Corri a abraçá-lo, sem conseguir falar. Senti a sua língua molhar-lhe o braço gelado, num cumprimento silencioso. Quando olhei de novo para a porta, já não se encontrava lá ninguém, além de esta se encontrar encerrada.

Percebi que Jake se queria transformar de novo em humano, e virei-me de costas para ele, dando-lhe um pouco de privacidade. Demorou algum tempo até que sentisse os seus braços extremamente quentes à minha volta, confortando-me. Há tanto tempo que não recebia um abraço daqueles, um abraço do meu melhor amigo. Olhei-o, sorridente. Finalmente tinham vindo salvar-me.

 - Onde estão os outros? O Edward? Nessie, Alice? – perguntei, impaciente.

 - Bella… Eu vim sozinho, não aguentava mais preparativos e mais cuidados para tudo correr bem. Vim buscar-te, mas parece que agora também eu preciso de ser salvo. – Jacob sorria, enquanto o meu sorriso esperançoso esmorecia, e os meus olhos se humedeciam. Respirei fundo, tentando conter a minha frustração.

 - Oh Jake, tu e a tua impaciência! E agora estamos aqui os dois, tu por acaso apercebes-te do quão perigosos eles são? – tinha a certeza de que estava a ser ouvida por qualquer vampiro que se encontrasse dentro do castelo, pois não conseguia baixar o tom de voz, tamanha era a minha irritação.

 - Pelo menos, estamos juntos. – murmurou ele, dando-me a sua enorme mão. Suspirei, derrotada.

 - Sim, Jacob, pelo menos isso. – disse eu por fim, num fio de voz.

Era assim que devia pensar. Optimismo acima de tudo.

 

Edward

 

Já conseguia avistar as praias de Itália. Começava a ser mais difícil para nós mantermo-nos escondidos, pois a vegetação alta e extensa era agora mais rara, e os raios de luz solar conseguiam sempre penetrar por entre as folhas verdes, atingindo-nos e criando estilhaços de diamantes por toda a nossa pele. Já só faltava encaminharmo-nos um pouco mais para o interior do país, onde se situava Volterra. Em cerca de uma hora, chegaríamos lá.

A minha mente apagou completamente. Deixei de raciocinar, deixei os meus instintos virem ao de cima. Só assim conseguiria correr como nunca, o mais rápido possível, para chegar ainda mais depressa à minha Bella. Tal como tinha previsto, em menos de meia hora começámos a avitar Volterra.

 - Estás bem, querida? – perguntei, virando-me para Nessie, que continuava aninhada no colo de Emmett. Depois de ter verificado que sim, olhei para o meu irmão, que arfava de cansaço. – Consegues transportá-la mais cinco minutos, Em?

 - Claro, Edward, vamos lá. Já sinto os lobos, estamos perto. – Jasper, Rosalie ou Emmett nunca tinham visitado Aro, e por isso apreciavam o ar da cidade com outros olhos, em busca de sinais de tal imponência, que denunciasse que ali habituavam os três vampiros mais importantes e influentes do mundo.

Continuei a correr, seguido de todos. Carlisle estugou o passo, apanhando-me.

 - Edward, - ele arfava, falando ao mesmo tempo que corríamos. – a partir daqui, pode acontecer muita coisa. Quero que saibas que, aconteça o que acontecer, quero que salves, em primeiro lugar, a Bella e a tua filha, nós ficamos bem. – acenei com a cabeça, com um nó no estômago.

Parámos nas traseiras do castelo. Jasper calculava se conseguiríamos saltar pelas janelas ou entrar pelo telhado, mas assim quem viu o meu olhar, abanou a cabeça.

 - Eu tenho um plano… - começou Jasper. Fulminei-o com o olhar. Não podia dar-lhe ouvidos, os planos dele eram demasiado calculistas, e também demasiado certeiros. Mas não podia aceitar.

 - Não, Jazz. – rematei, não permitindo mais discussão.

 - Edward, deixa que o Jasper explique, pelo menos. – interveio Carlisle, colocando uma mão complacente no meu ombro.

Jasper explicou, friamente, perante o olhar amedrontado de Nessie, que os Volturi já não identificariam a minha filha, pelo menos por um pequeno período de tempo, antes de se aperceberem de quem ela era. Pensariam que ela era humana, e que estava perdida e encantada com eles. Isso servir-lhes-ia de elemento surpresa, e enquanto Renesmee distraía Aro com os seus encantos, o resto de nós entraria, impossibilitando os guardas que policiavam a entrada, e conseguindo assim penetrar no castelo. Depois, a única maneira seria confrontar Aro, Caius e Marcus e chegaram a um acordo a bem, ou a mal.

 - Mas sim, Edward, desculpa, já sei que é muito perigoso. É só que não consigo evitar pensar nestas estratégias, é do hábito. – desculpou-se Jazz, com um encolher de ombros. Todos os outros pareceram aceitar a minha rejeição do plano, que parecia perfeito.

 - De que estamos à espera? Vamos lá! – exclamou uma voz atrás de mim, de repente entusiasmada. Olhei, incrédulo, para o semblante de Nessie, que parecia pronta a ir à luta.

 - Renesmee, não! – respondi-lhe, zangado. Não queria perder a minha filha e a minha mulher.

 - Mas, pai… - coloquei a minha mão fria no seu ombro, como um sinal de superioridade. Era eu quem tomaria aquela decisão, e não ela.

 - Hum, Edward, acho que deve ser Ness a tomar essa decisão, e não tu. Afinal, quem está lá dentro é a mãe dela, e o seu melhor amigo. Acho que ela deve ter voto na matéria. – comentou Esme, muito baixinho. Olhei-a com um nó na garganta, admirando-a por ter dito aquilo em que todos os outros estavam a pensar, mas não conseguiam dizer.

Desviei o olhar, suspirando. Não conseguiria impedi-la.

 - És tão teimosa como a tua mãe. – sem saber como, consegui sorrir. – Muito bem, vamos lá.

Pusemo-nos em posições, e observámos em silêncio enquanto Renesmee deambulava distraidamente pelas traseiras do castelo, depois de ter abraçado um desconhecido, para ficar a cheirar como um humano. Naquilo, não saía de todo a Bella. Conseguia imitar outra personagem, totalmente diferente de si própria, sem dificuldades, ao contrário da minha mulher, que não sabia de todo mentir. A pequena meia-vampira havia assumido um semblante inocente, infantil até, e um pouco assustado e, de acordo com as instruções de Jasper, metera conversa com um dos guardas do castelo que, perante o meu horror e fúria, lhe cheirara os caracóis com malícia e luxúria. Tal como tínhamos previsto, um dos vampiros que guardavam as traseiras levou-a para o interior das muralhas, deixando apenas um colega a guardar o portão. Logo Emmett interveio, incapacitando-o e atirando-o para trás de uns arbustos, onde se encontrava Carlisle, que lhe retirou as mãos sem compaixão e o prendeu numa cova selada que tínhamos preparado para o efeito.

Depois do sinal, Rosalie, Jasper e Esme correram para o lado de Emmett e entraram furtivamente, fazendo-nos sinal. Num segundo, eu já os tinha apanhado, assim como Alice e Carlisle. Sabíamos que tínhamos de nos manter muito longe, se não queríamos que o nosso odor, tão conhecido, fosse detectado. Estávamos quase a chegar ao parque exterior na fronte do edifício, quando eu senti um cheiro muito familiar. Fiquei alerta.

 - Psst! Edward! – chamou Seth, o único humano que se encontrava ali. Estava rodeado de lobos, dos quais consegui reconhecer Sam e Leah. – Estamos prontos.

Rapidamente Jasper lhes explicou o plano, e a sua parte na estratégia. Assim que perceberam, retiraram-se, começando a cercar o interior do castelo. Seriam mais um elemento surpresa, pois grande parte dos vampiros de Volterra não tinha ainda conhecimento da existência da sua espécie.

Vimos o elevador dourado abrir, revelando a minha filha nos braços do guarda. Um rosnido soltou-se da minha garganta, contra a minha vontade.

 - Calma, Edward. – sussurrou Carlisle, temendo que eu deitasse tudo a perder. Podia dizer que já sentia a presença de Bella, o seu odor, conseguia ouvir o seu respirar. Tentei acalmar-me, e continuei o caminho. Quando ouvimos o elevador chegar lá acima, carregámos no botão para que descesse novamente.

 - A Heidi está a descer. O guarda ficou lá em cima. – murmurei, com uma sensação de adrenalina a percorrer-me as veias. Emmett posicionou-se em frente da porta do elevador, à espera que abrisse. As portas revelaram a bela vampira que “enfeitiçava” os humanos, levando-os a entrar para o castelo. Logo Em saltou sem um ruído para cima dela, arrancando-lhe um bocado do pescoço que já parecia danificado de uma luta recente. Então lembrei-me de Jacob. Ele não estava com Seth e os outros. Tinha a certeza que o teria reconhecido. Será que já estaria com Bella? Ter-se-ia conseguido escapar das garras dos vampiros que habitavam o andar de cima? Respirei fundo, temendo o pior.

Depois de ter atirado Heidi, que gemia, pela conduta do ar condicionado, fazendo com que esta ficasse lá encarcerada, Emmett fez-nos sinal para que entrássemos no elevador. Conseguia ouvir o respirar da minha filha acima de mim, e algumas palavras entrecortadas de Aro. Ouvi a gargalhada sádica de Caius e um choro que só podia ser de Renesmee.

O que quer que viesse a seguir, eu tinha de conseguir enfrentar. Pela minha família. Quando as portas se abriram, jurei que todos aqueles que ali estavam por mim e por Bella sairiam dali com vida.

 

 

 

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