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15
Out11

Fanfic - Capitulo 36 - "Renesmee Cullen"

Joana
36º Capítulo
 

 

Acordei de manhã com uma dor de cabeça que nunca pensei que fosse impossível suportar, podia sentir os meus olhos inchados pelas lágrimas derramadas durante uma boa parte da noite. Acreditava plenamente que a minha cara estava marcada por profundas olheiras, consequência de uma noite mal dormida pela insistência da chuva e dos trovões que rasgaram o céu. Na minha mente estava formada uma enorme nuvem que me dificultava observar o que era fácil de se entender.

- Bom dia querida! – disse Bella enquanto adentrava pelo quarto. – Dormiste bem?

- Bom dia mãe! – respondi, colocando-me de pé para a abraçar.

- Entendi!- murmurou- Renesmee sabes que vais ter que conversar com o Jacob, ambos estão a sofrer por uma infantilidade. Aqui os únicos culpados são vocês, por isso minha querida, resolve as coisas e deixa de ser orgulhosa como o teu pai.

Assenti. Tudo o que pensava fazer evaporou-se com as palavras da minha mãe. Ela tem razão, a culpada sou eu por ter dito aquelas coisas horrendas e ele por ter sido um ciumento em série.

- Agora, vai tomar um banho rápido que estamos á tua espera para tomares o pequeno almoço. – falou , ao deixar-me sozinha novamente.

Tal como a minha mãe havia pedido, tomei um banho e rapidamente apresentei-me na cozinha para tomar o pequeno-almoço – que sinceramente não tinha vontade nenhuma para  o fazer. Ouvia várias vozes na sala, mas podia distinguir perfeitamente a do meu pai: “Ela não pode ir para a escola, quando um dos amigos dela pode ser um lobisomem”. Aquele argumento fez-me voltar a pousar os pés na terra, fez-me voltar à realidade de que teria que falar com Darwin mais tarde ou mais cedo, mas até lá o que faço? Ignoro-o como se nunca o tivesse conhecido? Convivo com ele mesmo sabendo que ele poderá ser um lobisomem? Queria apenas algo, um sinal, uma luz que me desse uma pista para escolher a opção correcta. Era tudo tão mais fácil quando ainda era bebé, quando era uma inocente criança que fazia asneiras e que toda a gente se ria por isso. Tenho tantas saudades desse tempo.

- Bom-dia princesa! – cumprimentou o meu pai enquanto encostava os seu lábios na minha testa. – Vais à escola hoje?

- Sim claro, porque não haveria de ir? – fiz-me despercebida.

- Pensei que…- começou, mas rapidamente se calou.

- Pai, o que se passa neste momento não pode interferir com a meia vida humana que ainda me resta. O que está a acontecer neste momento pertence ao sobrenatural que há em mim, entendes? – Argumentei.

- Pensando assim, tens razão senhorita Cullen. – Disse antes de me dar um abraço, da qual já sentia saudades – Então , pelo menos, dás-me a honra de te levar à escola hoje?

- Claro que dou, pai!

- Se não queres chegar atrasada apressa-te! – proclamou enquanto me ajudava com a mochila.

Passamos pela sala abraçados e a rirmos das piadas sem graça alguma que o meu pai me contava. Ria-me porque naquele momento era uma forma de esquecer um pouco os problemas que rodeavam a minha vida, ria-me porque me fazia sentir melhor.

- Vou levar a Renesmee à escola. – afirmou Edward para toda a família que se encontrava na sala.

- Bom dia de escola minha querida. – disse a minha avó.

- Obrigada, vó!

- Vamos Renesmee? – perguntou o meu pai.

Assenti. Despedi-me da minha família e dirigi-me à garagem. O caminho para a escola foi feito em silêncio. Não um silêncio incomodativo ou constrangedor, mas sim de paz e serenidade.

Quando lá chegamos despedi-me do meu pai e segui rumo para o local onde normalmente se encontrava o meu grupo de amigos. Como sempre, estava Damon e David sentados sob o encosto dos bancos de jardim enquanto a Hilary e a Sarah falavam sentadas no assento do banco. Aproximei-me e apenas nesse momento reparei que Jacob também lá estava, mas mais afastado um pouco.

- Bom dia pessoal! – tentei falar o mais normalmente possível, mas saiu mais como um gaguejo.

Num instante fiquei presa nos olhos de Jacob, que transmitiam uma nuvem de tristeza. A sua face – tal como a minha- estava marcada pelas enormes olheiras e o seu rosto demonstrava-se numa tonalidade ligeiramente mais pálida. Assustei-me, quando de repente o vi levantar e dirigir-se a mim. Senti o meu coração a dar batidas desconcertadas e a minha respiração a demonstrar o nervosismo com que estava. Amarrou-me cuidadosamente o braço e junto ao meu ouvido sussurrou:

- Acho que temos assuntos a tratar, não concordas?

 

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