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Saga Crepusculo Portugal

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28
Out11

Fanfic - Capitulo 22 - 1ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

Quem tem mais força

  

 

Bella

         Observara a minha filha a seguir os lobos pelo corredor fora, e esforçara-me ao máximo para não a seguir. Obviamente, havia algo muito forte que me mantinha naquela sala, a lutar sem desistir. Depois de termos acabado com Owen, pelo menos temporariamente, mordendo-o por todo o lado e fazendo com que ficasse imobilizado, contorcendo-se de dores, Caius já se tinha protegido bem no canto do salão, perto de Jane, que observava, sentada no chão de pedra, as lutas que decorriam. O seu sorriso demonstrava que estava ciente de que nenhum dos Cullen desejaria tocar-lhe, pois todos conheciam aquilo de que era capaz. Por isso, permanecia ali, alheada de tudo, na sua tranquilidade sádica. E essa tranquilidade irritou-me. Por isso, corri para ela, apanhando-a despercebida. Agarrei-a pelo pescoço, esforçando-me ao máximo por fortalecer o meu escudo. Eu era a única que a poderia derrotar. Isto se o meu poder não se esvaísse da minha mente inexplicavelmente, como acontecera ainda há pouco. Decidi arriscar, e já estava há uns segundos com a pequena vampira presa pelo pescoço, a tentar soltar-se, pontapeando-me e esmurrando-me em vão. Senti uma mão a apertar o meu próprio pescoço, o que fez com que eu soltasse Jane e, no segundo seguinte, já não sentia essa mão, não sentia nada, a não ser uma dor excruciante, que me fez lembrar vagamente o fogo da minha transformação em vampira. Tentei alimentar o escudo, proteger-me do poder mental da gémea de Alec, mas parecia que nunca tinha tido um escudo parecido.

        

Apesar de os meus olhos estarem bem abertos, não via nada a não ser uma escuridão tremenda e assustadora, que se apoderava de mim. Tentei gritar, mas não me ouvi. Ouvi, sim, algo a estalar, e percebi que se tratava da minha perna, o que me fez gritar ainda mais, esperando que alguém me ouvisse.

         Quando despertei da dor intensa, Edward estava de joelhos ao meu lado, pressionando a minha perna rachada. Gemi, tentando não pensar no aspecto que teria naquele momento. Observei o meu marido, que mantinha a calma, a passar com o seu rosto no meu ferimento, largando algum tipo de líquido, que deveria ser veneno, por entre as marcas da fenda. Comum som de pedra a raspar, a minha perna voltou ao normal, e a dor desapareceu por completo.

         Ao meu lado, estava Jane, deitada e também a gemer, chamando o seu irmão. Naquele momento, tive pena dela, mas logo me arrependi desse sentimento, que não se aplicava, de todo, a algo que deveria sentir por qualquer membro daquele clã.

          - Estás bem, meu amor? – perguntou Edward, beijando-me ao de leve nos lábios.

          - Sim, obrigada. – sorri e levantei-me, pronta para continuar. Passei os olhos pelas lutas que decorriam. Emmett e Jasper lutavam juntos contra três vampiros que eu não conhecia, com a ajuda de Sam. Parecia estar a ser fácil, pois de quando em quando, uma das gargalhadas de Em ressoava nas paredes do castelo, e até conseguia detectar resquícios de uma conversa casual que os dois Cullen mantinham entre eles. Carlisle ainda lutava com Aro, no entanto Seth e Leah haviam-se juntado a ele, e o líder dos Volturi parecia estar a ter grandes dificuldades em corresponder ao desafio. Rosalie tentava, com a ajuda de Quil, Colin e Paul, abarcar cinco guardas vampiros, parecendo não estar a ter muito sucesso. Observei Renesmee a juntar-se a eles com uma expressão determinada, mas um tanto triste, a qual atribuí ao facto de não gostar de ver dois clãs a lutar e a sofrer, e um deles a ser, possivelmente, dizimado. Alice e Esme lutavam agora contra Caius e Alec. Percebi que algo estava errado, pois as suas expressões não se assemelhavam em nada com as dos outros. Não continham determinação, força de vontade ou companheirismo, e apresentavam-se ambas hirtas, frias e tensas. Por trás delas, Jacob e Jared, ambos na sua forma humana, falavam com elas, de um modo austero, dando-lhes ordens severas para que continuassem. Depois de me sorrir uma vez mais, Edward juntou-se a Rose e Nessie, combatendo em silêncio.

Fui ter com Carlisle e pedi-lhe que poupasse Aro, pois aqueles que sobrevivessem precisariam de um líder. Custou-me imenso fazê-lo, pois não queria criar qualquer sentimento de compaixão pelo clã que combatíamos, mas foi mais forte que eu.

De seguida fomos os três, eu e Carlisle segurando Aro pelos punhos, em direcção à nossa família, porque entretanto Emmett e Jasper já tinham dado conta dos guardas que batalhavam e tinham-se juntado ao meu marido e à minha filha, a Esme, a Alice, Rose, Jacob, e ao resto da alcateia, para combater Alec e Caius.

- Peço a vossa atenção. – declarou Carlisle, severamente.

         Alheámo-nos todos da batalha que começava agora a abrandar, para olhar para Carlisle. Logo no segundo seguinte, ouvi um ganido de dor e olhei na direcção do perturbante som, para me deparar com Alec em cima de Paul a esmagá-lo violentamente, levando-o inevitavelmente a uma morte instantânea. Quando Jared arrancou com fúria o vampiro de cima do amigo, Paul já estava exangue. Uma mescla de horror, raiva e vingança percorreu o rosto de toda a minha família. Emmett correu para agarrar Alec pelo pescoço, começando a espancá-lo. E só não o decapitou também porque Carlisle pediu muito gentilmente, numa voz, no entanto, rancorosa. Já estava abraçada a Edward, que tentava consolar-me. Pelo canto do olho, observei a minha filha, que estava abraçada a Jake, a chorar compulsivamente. Foi nesse momento que reparei que não estavam ali presentes todos os lobos da alcateia. Contei-os mentalmente, enunciando na minha cabeça os seus nomes. Embry. Onde estaria ele? Tentei não pensar no pior, e engoli em seco. Entretanto, Carlisle prosseguia:

         - Alec, gostaria que devolvesses os sentidos à Alice e à minha mulher. – ordenou, severamente.

Os olhares de Alice e Esme voltaram a ficar preenchidos e estas correram para a beira das suas caras-metades.

 - O que se passou? – fomos percorridos por olhares interrogativos da parte de ambas, enquanto estas desviavam o olhar dos Volturi, sentindo que algo de errado se passava.

Alec, Jane, Aro e Caius estavam encurralados. Não só encurralados contra a fria parede do castelo, como encurralados psicologicamente. Não havia forma de saírem ilesos daquela situação, de se salvarem, nem a si próprios, nem uns aos outros.

- Bem, visto que já só restam vocês de todo o clã Volturi, penso que gostariam de ter a palavra para nos transmitir se ainda querem manter a Bella prisioneira. – declarou Carlisle, com um sorriso trocista e ameaçador. Caius rosnou, furioso. – Caius, lamento, mas não me parece que estejas numa posição muito vantajosa. Sinceramente, nem merecias viver, se não fosse a extrema compaixão de todos nós, já estarias decerto morto. Causaste muito sofrimento e dor nesta família, e não foste só tu.

Carlisle subiu a voz, olhando agora para todos os quatro Volturi que se encontravam muito diminuídos, cujos rostos se apresentavam derrotados.

 - Não sei, sinceramente, porque ainda aqui estamos. Vamos embora. – murmurou Edward, para os ouvidos de todos. Fomo-nos retirando. Quando eu saí da sala, já todos tinham saído. Com um último olhar, deixei-os aos quatro, sabendo, de certa maneira, que tão cedo não voltariam a atacar.

Sozinha, desci no elevador. Deixara que Edward acompanhasse Nessie, que estava de cabeça perdida, enquanto Jacob falava gravemente com Sam. Quando cheguei ao piso inferior, aproximei-me lentamente da roda que a família e a alcateia formaram, e observei, com horror, dois corpos inertes e frios de lobos. Reconheci imediatamente os dois focinhos, que naquele momento já não tinham sinais do seu calor natural, da ternura e alegria que os havia recheado outrora. Os corpos de Embry e Paul jaziam aos nossos pés, e só passado algum tempo percebi que todos se haviam ajoelhado e, para minha surpresa, Carlisle estava a murmurar algumas palavras, palavras de conforto e carinho naquele momento, para todos aqueles que estavam recheados de um enorme sentimento de perda. Murmurava orações, preces, pedia dias melhores, mais felicidade e união.

Tremendo sem saber porquê, coloquei a minha mão alva no ombro largo de Carlisle, complacente.

 - Bella, eu peço desculpa. Nós não conseguimos evitar a morte deles. Preferia ter sido eu… Preferia ter morrido em lugar deles. Só de tentar imaginar a tristeza da Nessie, do Jacob, das famílias deles. Tudo por nossa culpa. Pensei que poderíamos ser totalmente eficazes, fui descuidado e deixei-os atacar em conjunto, como alcateia, sem a protecção de nenhum de nós. E agora, aconteceu isto. – Carlisle falava rapidamente, com os seus olhos de um dourado-escuro cheios de culpa, de mágoa e tristeza genuína.

 - Não tem de se desculpar de nada, Carlisle. Simplesmente, falhámos. Todos nós. Não só a nossa família, mas também o Sam foi descuidado, pois deveria ter pensado nos perigos. – quanto mais falava, maior era o nó que se formava no meu estômago, e mais apertado ficava. Num acto desesperado, estendi os braços, e Carlisle abraçou-me sem rodeios, beijando-me os cabelos e murmurando palavras de calma.

 - Shh, vai tudo ficar bem, minha querida. Vai tudo ficar bem. – solucei. Um grande e ruidoso soluço, que ecoou por todo o lado, ou pelo menos assim me pareceu. Senti o abraço de Carlisle a afrouxar e levantei os olhos para ver Edward, que se havia posicionado ao nosso lado, acolhendo-me com prontidão. Beijei-o calorosamente, procurando algum conforto em toda aquela situação.

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