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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

05
Nov11

Fanfic - Capitulo 22 - 3ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

Quem tem mais força

  

 

 

 Quando olhei para ele, parecia que a sua expressão se tinha tornado mais leve, que tinha tirado um peso de cima. Parecia bem consigo próprio.

 

 - Eu percebo o que queres dizer, Sam. Agora só temos de fazer com que os outros também entendam a tua posição. – sorri encorajadoramente, tentando animá-lo.

 

 - Então parece que temos uma comunicação a fazer. Só precisava das tuas palavras para ganhar coragem, Bella. – riu-se abertamente e, ao fazê-lo, Sam não imaginava que, também para mim, o seu sorriso havia significado muito.

 

Levantei-me ao sentir Edward a aproximar-se, subitamente consternada.

 

 - Passa-se alguma coisa? – perguntei, pensando no que mais poderia vir a acontecer naquele dia. O olhar do meu marido percorreu rapidamente o corpo do lobisomem ao meu lado, virando-se depois para mim. A sua expressão passou de benevolente a fascinada.

 

 - Não se passa nada, meu amor. – envolveu-me nos seus braços, carinhoso, e segredou-me ao ouvido, com aquela voz doce que eu já não ouvia há tanto tempo. – Tenho saudades tuas…

 

 - Mas, Edward, eu estou aqui contigo, e nunca mais me vou embora, nunca mais. – disse eu, sem perceber onde ele queria chegar.

 

 - Oh, Bella tonta. – ele riu-se para o meu ouvido, só para mim, como costumava fazer há uma eternidade. – Vem comigo.

 

Sem perceber ainda, segui Edward para dentro da cabine do barco, que se apresentava repentinamente vazia. Num ápice, dei conta do sofá-cama que se encontrava numa pequena divisão ao fundo do corredor, e logo este se tornou deveras apetecível. Compreendi de imediato as intenções de Edward, e senti o meu corpo explodir num arrepio de satisfação.

 

 Não necessitando de mais nenhuma indicação do meu marido, empurrei-o para o pequeno divã, rasgando-lhe a camisa e rindo baixinho, como se estivéssemos a fazer algo proibido.

 

 - Calma, querida. Temos muito tempo. – Edward riu descontraidamente. No entanto, o seu olhar estava envolto numa avidez tremenda, enquanto me rasgava tudo o que eu tinha vestido.

 

Sabia que era errado, que havia muitas pessoas lá fora que nos podiam apanhar. Sabia que todas essas pessoas estavam, naquele momento, com sentimentos de perda e pesar, e que a última coisa em que se pensaria era nisto. Mas também sabia que não poderia esperar mais, que o meu corpo tinha ansiado por aquele momento desde o primeiro segundo em que me vira afastada de Edward. E sabia que, no fundo, todos os que estavam lá fora entenderiam que, acima de tudo, nós nos amávamos. E que isso ultrapassava todas as dores.

 

Sentia Edward beijar-me em todo o lado, preenchendo a minha boca com o seu hálito de um modo que já há muito eu não sentia, afagando os meus cabelos e acariciando os meus braços da maneira que só ele sabia. Quando me voltou a beijar nos lábios, impedindo-me de falar, prendi-lhe suavemente o queixo, ao que ele respondeu imobilizando-se totalmente, com os olhos dourados muito abertos.

 

Prendi-lhe os pulsos, com um sorriso, e quando este me tentou beijar de novo, tapei-lhe a boca. Quase conseguia ver pontos de interrogação a saltarem-lhe das órbitas hipnotizantes, o que me fez rir alegremente.

 

Finalmente, larguei-o, deitando-me, estiraçada, no divã. Fechei os olhos, respirando pausadamente, à espera da curiosidade ávida. Ao fim de tanto tempo, ainda não se tinha habituado a estar afastado dos meus pensamentos.

 

 - Bella, vais explicar? – perguntou, e senti-o ao meu lado, apoiado no meu ombro.

 

 - Claro. – sorri, acariciando-lhe a maçã do rosto, e beijando-lhe o anel de casamento que tinha no dedo.

 

Passaram cerca de sete minutos, sem que nenhum de nós falasse. Ele sabia que eu lhe diria, só tinha de esperar.

 

 - Bella? – a sua curiosidade era palpável. Soltei uma gargalhada feliz, saltando de súbito para cima dele e abraçando-o. – O que é que foi isso?

 

Sentia os olhos dele no meu rosto. Não conseguia perceber o porquê do meu receio ao exprimir aquilo que lhe queria dizer há já tanto tempo. Respirei fundo e, beijando-o ao de leve nos lábios, proferi a palavra que me daria tranquilidade por muito tempo:

 

 - Amo-te.

 

Não sabia como, mas a minha voz tinha imprimido um tom humano, tímido. Eu parecia a Bella humana, a Bella que não confiava em si própria. Senti o seu corpo imobilizar-se sobre as minhas mãos, a sua respiração a parar por completo e, por fim, um grande suspiro. Sem saber o que fazer, os meus olhos rolaram vagarosamente até ao seu rosto. Parecia em êxtase, e ao mesmo tempo, chocado.

 

 - Edward, eu amo-te. – proferi, mais uma vez, agora sem me conseguir controlar.

 

No segundo seguinte, os seus lábios estavam colados aos meus, os seus braços envolviam o meu corpo, os seus dedos finos emaranhavam os meus cabelos castanhos. Observei fascinada o seu cabelo de bronze a fundir-se com o meu, as nossas peles de alabastro a tornarem-se uma só, as nossas respirações a confundirem-se uma na outra, os nossos corpos a bailarem entre si, perfeitamente coordenados. Com a respiração descompassada, senti a sua boca no meu ouvido, e um murmúrio alterou todo o ambiente:

 

 - Eu também te amo. Muito. – depois disto, deixei de ouvir, de sentir, de ver. Sentia-me paralisada mas, ao mesmo tempo, profundamente apaixonada.

 

 - Por um momento, pensei que algo tinha mudado. – sussurrei, a rir. Sentia que havia uma ínfima parte do meu ser que estava a falar a sério.

 

 - E tens razão, tudo mudou. – Edward acariciou a curva do meu pescoço, provocando-me um arrepio. Por momentos, fiquei sem ar. – Agora amo-te ainda mais.

 

Uma corrente incapacitante de felicidade perpassou o meu corpo e apeteceu-me gritar e rir, saltar e beijá-lo vezes sem conta.

 

 - És a minha vida. – dissemos em uníssono, rindo-nos em seguida. Recostámo-nos na pilha de almofadas que se encontrava no divã, e ajeitei-me no colo de Edward.

 

Em silêncio, com os braços de Edward a envolver os meus, reflecti. Tinha sido um dia horrível, sem comparação a nenhum outro. Dois dos meus amigos haviam morrido, e nunca mais os poderia rever. Sam iria, dentro em breve, abdicar do seu cargo de lobo-alfa da sua alcateia, o que mudaria muita coisa na vida de Jake e Nessie. Mas, acima de tudo, eu estava de novo com a pessoa que mais amava no mundo. Edward estava novamente ao meu lado, e isso era tudo o que importava, naquele momento. Não havia nada que me entristecesse mais do que estar longe dele. E apesar de todos aqueles de quem eu gostava estarem, neste momento, a chorar a perda de Embry e Paul, eu não conseguia lamentar o dia que tinha ocorrido. Porque apesar de dois inocentes terem sofrido muito com isso, fora este o dia em que eu e Edward nos encontráramos novamente e, esperava, para nunca mais nos separarmos.

 

Sabia que, quando toda a adrenalina do momento passasse, provavelmente voltaria o sentimento de perda e a vontade de chorar, mas naquele momento, o que mais me interessava eram as paredes brancas da cabine, a vista para a grande cidade que tínhamos da janela, o padrão verde e dourado do manto que cobria o divã, as calças bege de Edward e o seu sorriso enternecedor. Tudo o resto, aquilo que nos rodeava, teria de ficar para outra altura.

 

Sempre com um sorriso, fechei os olhos, beijando de vez em quando um dos dedos de Edward, ou sentindo a sua mão no meu pescoço. Passou cerca de meia hora e, quando sentimos o barco a atracar em terra firme, o rosto de Emmett apareceu à porta da cabine.

 

 - Chegámos, marotos. – o sorriso dele era benevolente.

 

Levantei-me, pronta para enfrentar a dura realidade do outro lado da porta.

 

 - Vamos, Edward, chega de contos de fadas. – puxei-o pela mão, até ao exterior, onde já todos nos esperavam, recostados nos bancos. Surpreendentemente, todos nos sorriam. Estavam felizes por nós. Apertei mais o pulso de Edward. Ele estava ali. Era só isso que interessava.   

 

 

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