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Saga Crepusculo Portugal

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17
Dez11

Fanfic - Capitulo 23 - 1ª Parte - "Nevoeiro"

Joana
Para trás das costas!

  

 

 

Devia ter estranhado o facto de todos se encontrarem recostados nos bancos do barco, sem demonstrar intenções de sair, quando deveriam estar a preparar-se para abandonar a embarcação. No entanto, tal era o meu encanto em relação à pessoa que me agarrava a mão com delicadeza, não reparara em nada. Só quando Carlisle nos convidou a sentar também, percebi que algo estava errado.

          - Quero dizer-vos algo. – de início, a minha mente não associou a voz à pessoa. Estava realmente muito distraída, talvez devido aos minutos escaldantes que passara ainda há pouco. Alguns segundos depois, o meu olhar cruzou-se com o de Sam, que me olhava confiante, à espera de sinal para começar.

       

  Sorri-lhe, esperando sinceramente que tudo corresse bem. O lobisomem levantou-se, corajoso, e postou-se à frente de todos, deixando que os diferentes olhares o escrutinassem, curiosos e desconfiados. Jacob tinha já reparado nas trocas de olhares entre mim e Sam, e olhava-me apreensivo. Temi a sua reacção quando soubesse quais as intenções do seu velho companheiro, e engoli em seco, com a certeza de que aquilo não poderia, de maneira nenhuma, correr bem.

         Perante o trejeito ansioso de Quil, que quase não conseguia conter a sua curiosidade, Sam recomeçou o seu discurso, ainda olhando para mim de dois em dois segundos, em busca de apoio.

          - Como todos vocês sabem, hoje foi um dia desastroso para mim, para a alcateia, para os Cullen, para todos nós. – respirou fundo, parecendo ganhar mais coragem a cada sílaba. – Foi um dia desastroso mas, no entanto, proveitoso.

         Depois da utilização desta palavra, ouviram-se murmúrios abafados entre alguns dos jovens lobisomens, e rosnidos de outros, que não percebiam o que o seu chefe queria dizer. Observei o modo como todos os vampiros permaneciam impávidos e espantei-me, mais uma vez, com as diferenças entre os temperamentos das duas espécies.

          - Não me interpretem mal, por favor, jovens. Digo que foi proveitoso porque, a partir dele, pude tirar conclusões, resolver assuntos que há muito pendiam, sobre os quais há muito reflectia. – a sua respiração estava cada vez mais acelerada, e eu conseguia ouvir o pulsar nervoso do seu coração forte. – Tomei uma decisão.

         O seu olhar pousou no de Jake, e eu soube que, a partir daquele momento, daquelas palavras, Sam passaria a falar apenas para o meu melhor amigo, pois estaria a passar a grande responsabilidade do seu cargo, na sua totalidade, para ele. A partir daquele momento, seria entregue a Jacob a árdua tarefa de coordenar tantos lobos, de liderar o seu povo. E tanto eu como Sam sabíamos de antemão qual seria a primeira reacção de Jake.

          - Eu vou abdicar do cargo de lobo-alfa. Vou tornar-me um mero humano, porque quero envelhecer com a Emily, e quero finalmente estabilizar, ser um homem de família. As mortes de Embry e Paul levaram-me a perceber, da pior maneira, que não consigo ser duas pessoas ao mesmo tempo. Já não sou o lobo certo para vos liderar. Sei que desde há muitos anos que só estava a meu cargo uma parte da alcateia, mas sinto que não tenho capacidade para levar a cabo a missão de vos guiar, nem sequer a uma parte de vocês. – há medida que expirava os seus pensamentos, o seu rosto parecia rejuvenescer de novo, ganhar cor, entusiasmo. – E como já devem ter percebido, quem seguirá a minha missão será o Jake. Porque, e não tenho dúvidas do que vou dizer, ele é e sempre foi e será melhor que eu. Em tudo.

         O rosto de Jacob permaneceu impassível, como se o que lhe tivessem dito há dois segundos atrás não alterasse em nada a sua vida. Eu tinha a certeza de que ele estava consciente do facto que todos os olhos estavam postos nele, na sua reacção, na sua expressão. O mundo pareceu parar durante um período de tempo que não consegui quantificar.

         De repente, quando já nenhum de nós estava à espera de resposta, (à excepção de Edward, claro, que escrutinava sem cessar os pensamentos de todos, o que naquele momento me estava a deixar com vontade de possuir o seu poder) Jake levantou-se, pegando na mão de Renesmee, que também o observava cuidadosamente, e se levantou a par do namorado.

          - Sabes, Sam – quando começou a falar, Jacob parecia rouco, desprovido de qualquer sentimento, frio, pelo que logo retorquiu com um pequeno puxão na voz, e um trejeito nervoso – não sei onde foste buscar a coragem para me dizeres isso, não sei o que estavas a pensar quando o fizeste. Mas tenho uma pergunta para ti, e de seguida, uma resposta.

         Sam acenou, à espera:

          - Tens a certeza de que é isto que queres? – consegui pressentir um tremor na voz do meu melhor amigo, quase como um arrepio de antecipação, que tanto podia ser de medo, como de excitação.

          - Tenho, Jake. Tenho toda a certeza. – Sam rematou, tentando impor um tom imponente à sua voz, mas falhando redondamente.

          - Então, a minha resposta é sim. – respondeu simplesmente Jake, e no segundo seguinte, eu já não lhe via a cara, que estava enterrada nos caracóis de bronze da minha filha.

         Inicialmente, pensei que estivesse a sorrir, a festejar de um modo mais privado com a sua namorada. Só depois ouvi um choro quase silencioso a eclodir de dentro de si. Quase conseguia ouvir o ruído das lágrimas a passear suavemente nas suas bochechas, a acumular-se no canto dos seus lábios, e a serem sugadas pela boca de Renesmee, de cada vez que esta o beijava.

          - Jake, Jake. – a minha filha parou, empurrando-o suavemente e fazendo com que este a olhasse nos olhos, as suas pálpebras avermelhadas e inchadas. – Pára, Jacob!

         O meu melhor amigo olhou-a, incrédulo. Quase conseguia observar pequenos pontos de interrogação a formarem-se à sua volta, como nas tiras de banda desenhada. Perante o seu silêncio espantado, Nessie falou:

          - Como podes chorar, Jake? Isto é a melhor coisa que alguma vez te aconteceu! Como podes ter medo de assumir compromissos? A tua alcateia precisa de ti, como nunca precisou, e tu sabes perfeitamente que me vais ter sempre ao teu lado, a apoiar-te. – a minha filha respirou fundo, e corou ligeiramente ao aperceber-se de que havia mais de dez pessoas a observá-la atentamente naquele momento.

         Jacob limpou lentamente as lágrimas que ainda lhe escorriam pela face morena. Aproximou-se mais da minha filha e, num gesto que me arrepiou, passou-lhe os dedos quentes pelo nariz arrebitado, com um carinho irrepreensível.

          - E eu adoro-te por isso. – sibilou à orelha dela, tentando tornar aquilo em algo mais privado, apesar de toda a gente estar a olhar. No entanto, quando me apercebi que os dois queriam alguma paz, comecei a encaminhar-me para a saída da embarcação, e com um gesto, empurrei Edward à minha frente.

         Pisquei o olho à minha filha, e murmurei as palavras “Vamos sair daqui” para todos os outros. Começaram todos a retirar-se em silêncio, com sorrisos que iam do mais enternecido, de Esme, para o mais divertido, de Emmett. Ao passar por Sam, senti os seus lábios pronunciar a palavra “Obrigado” silenciosamente. Sorri-lhe corajosamente e encaminhei-me para a minha família.

          - A tua filha é igualzinha a ti, Bella. – sussurrou Esme ao meu lado, colocando a sua mão no meu ombro, num gesto apaziguador. Sorri, bem-disposta. – Estava mais a pensar compará-la com o pai.

         Esme riu, descontraída, e abraçou-me, parecendo aliviada por, afinal, o dia ter acabado melhor do que o esperado.

          - Sabes, querida – disse ela, ainda com vestígios de descontracção no olhar, enquanto passava para um tom de voz mais sério. – O Edward pode ser boa pessoa, e acredito que seja das melhores que já conheceste. – quis interrompê-la, dizer-lhe que ele era a melhor pessoa que eu alguma vez tinha conhecido, mas algo na sua voz, talvez o seu tom subitamente austero, me impediu de o fazer. – Mas tu, querida, tu és a melhor pessoa do mundo. Tu abdicaste da tua vida, da tua normalidade, para te adaptares a um novo estilo de vida, totalmente diferente, que não é, de longe, o melhor em alguns aspectos. E tu sabes disso.

 

 

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