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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

01
Abr11

Fanfic - Capitulo 3 - 2ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

 

Recordar

 

 

 

Corri velozmente até à casa de campo, deixando que Edward me travasse quando estávamos a meio caminho e me envolvesse no seu abraço pétreo, consolando-me.

- Porquê? Porquê, Edward? Porquê a mim? – perguntei-lhe exasperada.

Não aguentei mais. Beijei-o, pedindo abrigo, pedindo-lhe que me deixasse ficar nos seus braços à espera que passasse. Ele correspondeu ardentemente ao meu beijo. Eu percebia-o e ele percebia-me a mim. Estávamos em perfeita harmonia, ali, no meio da floresta, a meio do carreiro para a nossa casa de campo, que sempre me parecera tão perfeita. Agora, já não me parecia tanto uma casa de sonho. Faltava alguma coisa. Renesmee. Sim, era qualquer coisa. Era mais do que isso, era uma parte de mim. Arrastámo-nos em silêncio até casa, onde nos esperava um quarto de criança envolvido num enorme vazio, como uma névoa impenetrável e assustadora. Deitámo-nos na nossa cama de gaze, Edward beijou-me no cabelo e na testa e depois pegou num livro que andava a ler. Era assim. Tínhamos de prosseguir com as nossas vidas. Nessie não gostaria que andássemos aí a chorar pelos cantos. Foi por isso que peguei num caderno lilás que comprara há alguns dias e comecei a escrever a história da minha primeira vida, a da minha vida humana, os dias que passei com Edward.

Escrevi sobre o meu primeiro dia em Forks, descrevi a sensação que tive ao olhar a primeira vez para a mesa dos irmãos Cullen e também o que achei dos rapazes demasiados amáveis a quem rapidamente me afeiçoei. Decidi que escreveria um episódio da minha vida por dia, com todos os pormenores de que me lembrasse.

 

Devo ter demorado cerca de uma a duas horas a contar o primeiro dia da minha nova vida. Era o ocaso da minha vida humana. A parte mais feliz. Assim que o acabei, insisti em lê-lo a Edward, que o ouviu atentamente, pousando o livro que estava a ler chamado Mitos e Lendas do Incubus em cima da mesa-de-cabeceira em madeira e chamando-me para o seu lado, como se fosse uma criança pequena.

Quando acabei de ler a parte que escrevera, Edward bateu palmas e apresentou um sorriso parcial, que não se estendeu aos olhos. Beijou-me na testa e ficámos abraçados durante um tempo indefinido. Passado algum tempo, o meu marido levantou-me a cabeça que estava enterrada no seu peito:

- Não ouviste?

- O quê?

- Rosalie, ou talvez Alice gritou.

- Não ouvi nada...

- Como sempre, demasiado imersa nos seus pensamentos... – suspirou ele, resignado. – Talvez eu tenha imaginado. Elas não gritariam. Viriam ter connosco. Vou continuar a ler. Sabes, cheguei à conclusão que a maior parte das lendas que ouvi em toda a minha existência são verdade. – desabafou.

- É provável. Depois de termos tido a Renesmee, já acredito em tudo. – resmunguei, entristecida com a lembrança da minha filha naquela manhã.

- Hum, Edward?

- Sim? – respondeu, olhando para mim, com um ar interrogativo mas, ao mesmo tempo, ausente. Devia estar a absorver a informação que tinha lido. Deixei-o ordenar as ideias e depois continuei.

- Como vamos dizer ao Jacob? – acabei por perguntar uma coisa completamente diferente da que tinha em mente, mas esta pergunta também me preocupava. Sabia que o meu melhor amigo ficaria de rastos quando soubesse o sucedido.

- Nós...arranjaremos uma maneira de lhe dizer. Vais saber qual a forma mais correcta de o pôr ao corrente de tudo isto. Sabes sempre.

Calei-me, arranjando coragem para lhe perguntar aquilo que queria. Resolvi ir até ao laguinho nas traseiras da casa, onde nadavam alguns peixinhos dourados, que fugiram para o canto do lago, tentando, em conjunto, esburacar a espessa camada de terra que ladeava a água. Suspirei: tinha de admitir. Era o instinto de sobrevivência, os animais lutavam para fugir dos seus predadores naturais. Passei levemente o dedo indicador pela água, molhando-o. Provei a água. Era impressionante que agora tal bebida me parecesse tão desinteressante. Mas era a verdade. A minha espécie só tinha interesse num tipo de alimento. Era-me bastante difícil pensar nisto com objectividade e frieza. Sempre que pensava em sangue, um ardor proveniente do estômago subia até à garganta, tornando-a subitamente áspera. Costumava lembrar-me do meu primeiro “encontro” com o sangue humano, logo na minha primeira caçada.

Estive até ao crepúsculo a pensar nisto ou em coisas parecidas, relacionadas com o destino e a natureza, evitando o assunto “Nessie”. Quando começou a chover regressei a casa: “O dia já não pode piorar.” Edward aguardava-me, recostado no sofá da sala de estar. Chamou-me para que me sentasse a seu lado e foi o que eu fiz. Precisava novamente de conforto. Tinha saudades da minha filha, que sabia estar a ser alvo de intermináveis investigações, rodeada por Carlisle e Nahuel. Não que eu não confiasse neles, mas tinha medo que fossem demasiado profissionais, que não a confortassem como Edward me fazia ou como eu lhe fizera a ela, há uma noite atrás.

- Edward... – era agora. Não podia adiar mais aquela pergunta.

- Sim, Bella? – ele estava cauteloso, devia ter reparado na súbita tensão do meu corpo.

- Bem... – principiei. Depois, sem dar por isso, lancei-me no seu peito e rebentei num pranto. – Edward, por favor, diz-me que a Nessie vai ficar bem! Diz-me que amanhã não ouvirei nenhum daqueles terríveis gritos e que ela terá melhorado! Garante-me que daqui a algum tempo ela será a minha filha outra vez! – já estava a soluçar, a chorar sem deitar lágrimas, tal como Esme fazia.

Não o olhei, para ver qual seria a sua cara. Mas podia adivinhá-la. Edward devia estar terrivelmente horrorizado e ansioso com a minha reacção.

- Oh, Bella, meu amor, não fiques assim. Eu prometo-te que dentro de algum tempo, Renesmee estará saudável como nunca. – prometeu, afagando-me o cabelo. – Confia no Carlisle. Ele sabe o que faz.

A seguir, beijou-me durante um tempo incomensurável, levando-me a perder a linha de raciocínio. Quando me largou, como é evidente, a minha cabeça estava a andar à roda.

Passámos toda a longa noite a ler, a descansar, de olhos fechados, na grande cama ou a fazer outras coisas que arranjássemos para nos distrairmos. Estávamos demasiado ansiosos. Qualquer actividade que fizesse, não durava tempo suficiente. Até tomei um duche, na casa-de-banho inutilizada da casa de campo, coisa que não fazia há já muitos anos. Soube-me bem. Continuava a ser extremamente relexante. Vesti uma roupa lavada e fui para a varanda do meu quarto.

Uma sensação de dejà vu percorreu-me o corpo, tal como sempre acontecia quando ali ia. Aquela varanda era propositadamente parecida com a da casa de sonho da ilha Esme, que Carlisle oferecera à sua mulher, mas em vez de se ver o mar, via-se o rio, que corria a poucos quilómetros da grande casa dos Cullen. Era um local muito agradável, talvez o meu preferido em toda a casa. Costumava ficar ali algum tempo, depois de deitar Renesmee, a observar a lua a mudar de fases e a ouvir o som do rio a correr por entre os seixos.

 

Quando finalmente amanheceu, apressei-me a ir buscar dois copos de sangue para mim e para Edward ao anexo onde os guardávamos, pois já estávamos a ficar com aquelas horríveis olheiras e com uns profundos olhos negros. Chamei-o para a mesa e bebemos sofregamente até ao fim do recipiente. Era algo divertido pensar que nós, uma família de vampiros que não tinha refeições marcadas, se sentava à mesa, tal como os humanos, não a comer, mas a beber. Quando acabámos, Edward beijou-me rapidamente na testa e foi mudar de roupa, regressando com um conjunto de uma camisola justa de algodão, que lhe realçava os músculos do peito e com umas calças pretas de bombazine. Quando chegou à sala, demorando apenas cinco segundos a vestir-se, eu já estava sentada no sofá da sala de estar, com a televisão ligada, à sua espera.

- Estás a ficar rápida. – comentou, recostando-se ao meu lado e pousando o braço em cima dos meus ombros.

- Nem por isso. – suspirei, encostando a cabeça ao seu peito frio. – Tenho saudades dela, Edward.

- Eu sei. Também tenho. – desta vez foi ele que suspirou pesadamente. – Esperemos que ela acorde e depois, quando abrires os olhos, já estarás ao seu lado, minha Bella. – abraçámo-nos, consolando-nos mutuamente.

Assim ficámos durante algum tempo, até que o relógio de corda bateu as oito horas, a habitual hora de acordar de Nessie. Peguei na mão de Edward e juntos corremos a uma velocidade quase impossível até ao escritório de Carlisle, no segundo piso da enorme casa branca.

- Bom dia, Edward, Bella. – cumprimentou Carlisle, educadamente. – Suponho que querem ver Renesmee.

- Bom dia, pai. Sim, foi isso mesmo que viemos aqui fazer.

- Bom dia, Carlisle – cumprimentei também, um pouco ofegante, devido à gigantesca velocidade que acabara de atingir.

Carlisle acenou com a cabeça e fez um gesto para que o seguíssemos.

- Sabíamos que não te importarias que Nessie dormisse no teu quarto, Edward. Na verdade, não é utilizado há já algum tempo. – comentou o meu médico preferido, apontando para a porta encostada, onde se ouvia uma canção de embalar desconhecida e um leve ressonar, tranquilo.

Abrimos a porta e deparámo-nos com Alice e Esme, cantando para a nossa filha, e afagando-lhe a testa e o cabelo. Se ainda pudesse chorar, teria derramado algumas das minhas raras lágrimas. Edward apertou-me mais a mão, apercebendo-se que eu estava emocionada e dirigimo-nos em conjunto para a cabeceira da cama de Nessie.

- Se precisarem de alguma coisa chamem. Emmett, Rosalie, Jasper e Nahuel foram caçar. Huilen voltou para a Amazónia e o sobrinho vai lá ter daqui a algumas semanas. – sussurrou Carlisle, encostando de novo a porta e retirando-se.

- Como está ela? – murmurei, com a voz embargada.

- Pelo que ela disse ontem à noite, as dores estão a suavizar-se gradualmente, proporcionando-lhe mais alguma tranquilidade. – respondeu Esme, com uma voz doce e reconfortante. – Esperemos que assim seja.

- Nahuel e Carlisle ainda não descobriram nada do que se passou com ela. – retorquiu Alice, beijando a sobrinha ternamente na ponta do nariz.

Ficámos os quatro especados a olhar para o maravilhoso rosto de Renesmee, que dormia tranquilamente. Passado algum tempo, Alice e Esme foram para a sala, dando-nos alguma privacidade com a nossa filha. Ajoelhei-me, pousando o queixo na almofada da minha filha, observando-a atentamente, à espera que acordasse.

Alguns minutos depois, ouvimos um bocejo e Nessie piscou os olhos, fazendo uma cara surpreendida, talvez por não sentir tantas dores ou simplesmente por estar no quarto do pai. Nunca cheguei a saber. Edward, que olhava pela a janela do outro lado do quarto, num segundo já estava ao meu lado, olhando, ansioso, para a nossa filha.

- Mãe? Pai?

- Sim, filha, estamos aqui, Ness.

- Está frio. E doem-me as pernas.

Puxei rapidamente um grosso cobertor de malha para cima da minha filha e passei-lhe o dedo pela testa, compondo-lhe os cabelos colados pelo suor.

- Vou chamar o Carlisle. – anunciou Edward, depois de lhe ter beijado a mão. Saiu rapidamente da sala, murmurando: “Carlisle”. Decerto que ele ouviria.

Passado alguns segundos, apareceu Edward, abraçando-me, enquanto Carlisle contava as pulsações normalmente aceleradas de Renesmee e lhe media a temperatura, que deveria rondar os quarenta graus.

- Está tudo bem com o coração e com a temperatura da nossa Nessie. Vou buscar o raio-X. – explicou, desaparecendo e aparecendo novamente num abrir e fechar de olhos, com um aparelho largo e aparentemente pesado nas mãos.

Puxou o sofá onde Renesmee estava deitada para trás do aparelho e estendeu uma cortina de um material desconhecido que a escondia de nós, intimidando-me.

Começámos a ver o formato da pequena e frágil estrutura óssea de Nessie. Carlisle juntou-se a nós, avaliando cuidadosamente o estado de cada um dos ossos de Renesmee.

- Descontrai, minha querida Renesmee. Os teus tendões estão muito contraídos. Talvez se descontraíres um pouco deixe de te doer assim tanto. Não queremos que sofras. – pediu Carlisle, calmamente, no seu modo de médico experiente. – Isso mesmo, respira fundo, Nessie. Pensa na Bella, no Edward, na tia Rose e no Jacob. Na Esme, no Jasper, no Emmett e até em mim, se quiseres. – disse ele, com um ténue sorriso nos lábios.

À medida que ele anunciava os nomes de toda a minha família, eu ia sentindo saudades, um estranho sentimento que não percebi, visto que todos os dias estava com todos eles. Acabei por ignorar tal coisa, prestando mais atenção à saúde da minha filha.

- Ora, estas tuas dores provêm de alguns tendões e articulações esticados demais. Digamos que a imagem do teu esqueleto se parece com a das crianças humanas que estão com dores de crescimento. – disse. – Estas dores são originadas, nas crianças normais, por um crescimento evidente e demasiado rápido, quando antes cresceram lenta e normalmente. Há outros casos, mais raros, em que as dores aparecem porque antes, a criança em questão cresceu demasiado rápido e agora o crescimento está a abrandar violentamente. – explicou, virando-se para nós. – Acho que o segundo caso é o que se aplica a Nessie, se é que algum caso se pode aplicar à nossa pequenina. – retorquiu, deixando transparecer um sorriso nos lábios. Era evidente que não achava aquelas dores dignas de muitsa preocupação. – De quelaquer maneira, eu e Nahuel não deixaremos de investigar.

- Certamente, Carlisle. Só mais uma coisa... Será que estas dores duram muito tempo? – perguntou Edward, formalmente.

- O caso mais longo que já presenceei durou cerca de um mês e meio, mas não me acredito que o de Renesmee dure tanto tempo. A nossa espécie adapta-se bastante rapidamente a todas as novas situações que lhe são “propostas”. A Nessie possui alguns dos nossos genes, portanto também se adaptará muito rápido, tenho a certeza. Não fiquem preocupados. – acrescentou, sorrindo-nos abertamente. – Vou falar com Nahuel. Dar-vos-ei alguma privacidade.

Edward retirou a cortina ligada ao aparelho, enrolando-a rapidamente, e correu para o meu lado, sentando-se na cama de Nessie, que nos sorria, amargurada.

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