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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

03
Abr11

Fanfic - Capitulo 4 - 1ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

 

Doença

 

 

 

Todos os dias foram iguais ao primeiro, durante uma interminável semana. Foi realmente esgotante ver a minha filha, angustiada e aterrorizada com as dores, sem poder fazer nada. Por vezes, Carlisle descobria alguma coisa, mas nunca era nada realmente relevante para poder atenuar o sofrimento de Renesmee. Durante toda a semana, apesar de as nossas íris estarem negras como o carvão, eu e Edward recusáramo-nos a ir caçar, permanecendo sempre ou na casa de campo, ou no quarto de Edward, na casa branca. Eu estava preocupada com a possibilidade de Nessie piorar, porque raramente a ouvia falar. Talvez tivesse medo que a voz a denunciasse. Eu sabia quando ela sentia dores mais fortes. Quando Edward, ao perscrutar o seu pensamento, ouvia alguma réstia de dor, um enorme travo de angústia e amargura surgia-lhe nas feições, desfigurando-o.

Com Jacob, a história era idêntica, mas a longo prazo. Nunca largava aquela antiga máscara amarga que usava nos tempos em que estava perdidamente apaixonado por mim e eu não conseguia viver sem Edward. Aquilo trazia-me horríveis episódios à memória e, se ainda dormisse, as minhas noites seriam, com toda a certeza, povoadas de antigos pesadelos. O meu melhor amigo deixara de comer há já algum tempo, emagrecendo imenso, pois não era capaz de abandonar Renesmee, nem enquanto esta dormia profundamente.

 

A meio da segunda semana, não conseguimos aguentar mais. Tinha receio que, com a sede que sentia, pudesse magoar Jake ou a minha filha e fui obrigada a ir caçar.

- Não se preocupem. Se lhe acontecer alguma coisa, eu estarei aqui. – afiançara Jacob, com a voz apagada. – Podem ir nas calmas.

- Obrigado, Jacob. – nos últimos tempos, Edward adquirira uma tremenda gratidão pelo meu amigo-lobisomem, que nos apoiava nos momentos em que mais precisávamos. Até fizera um esforço para se dar melhor com Rosalie, pressentindo que nenhum de nós estava com tempo nem paciência para aquelas insignificantes zangas.

 

Saltámos o rio que corria límpido e veloz e corremos em busca de presas. Concentrei-me durante um segundo e distingui três ou quatro batidas de coração a cerca de dois quilómetros e meio de casa. Estava certa. Uma família de três ursos pretos escavavam na terra, em busca de larvas, certamente. Subi para um enorme carvalho, de tronco grosso e com uma grande copa de folhagem acastanhada, juntamente com Edward. Investimos ao mesmo tempo, em silêncio, fazendo um trabalho limpo, não deixando uma única mácula na nossa roupa. Com o tempo, aprendera a ser mais limpa, ao caçar. No meu segundo ano de eternidade já era bastante boa nisso.

Como estivéramos sem caçar durante quase um mês inteiro, demorámo-nos um pouco mais, matando vários animais de grande porte.

Cerca de duas horas mais tarde, já cheios e mais bem-dispostos, voltámos para casa de mãos dadas, enfrentando em conjunto a dolorosa imagem da nossa filha em sofrimento. Quando chegámos, não estava ninguém no primeiro piso. Achámos estranho, aumentando a velocidade até chegarmos ao populado quarto de Edward, onde todos se acumulavam à volta de Renesmee.

- Que aconteceu? Deixem-me vê-la. – ordenei, em pânico.

Todos se afastaram rapidamente à minha passagem, acariciando-me e confortando-me, pelo que não esperava nada de bom. Mas mesmo assim, foi um terrível choque ver a minha filha, adormecida, com o maravilhoso rosto contorcido com dores e as pernas e os braços torcidos num ângulo inexplicável, que me apressei a desfazer suavemente.

- O que se passou quando estivemos fora? Jake? – perguntei, tentando transparecer calma, com a voz embargada.

- O Jacob saiu um pouco. Ficou muito transtornado com o estado da Nessie. – explicou Esme, amavelmente, envolvendo-me os ombros com as mãos geladas.

- Carlisle, isto é normal? Este estado aflitivo, alguma vez aconteceu? – perguntou Edward, num involuntário tom ameaçador, quando corri para me afundar no seu peito.

- Em alguns casos, acontece. Mas nunca tomou proporções tão elevadas. Zafrina, Senna e Kachiri vêm a caminho. Chegam ao entardecer. Elas acompanharam duas das irmãs de Nahuel durante todo o seu crescimento. Devem ter uma palavra a dizer. – explicou calmamente Carlisle.

- Carlisle! Não estás a pensar em deixar a minha filha neste estado horrível até ao entardecer, pois não? – Edward explodiu, soltando todo o desespero e fúria ao mesmo tempo, parecendo realmente um vampiro.

- Edward, acalma-te. Não faças nada de que te possas arrepender mais tarde. Sei que a expectativa é muito dolorosa, mas é preferível esperarmos para ver qual a solução das amazonas. – replicou Jasper, pondo-se à frente de Carlisle, protegendo-o. Tal como eu, ele conhecia muito bem o irmão.

Eu retirei-me, antes de ficar ainda mais transtornada. Decidi ir para a sala de estar, ver um pouco de televisão. Quando lá cheguei, preparada para me atirar, derrotada, para o grande sofá de três lugares, ouvi um fungar choroso, sem lágrimas. Era o chorar dos vampiros. Corri para lá, preocupada. Pensei que todos estivessem na sala. Ou melhor, tinha a certeza. A não ser que alguém se tivesse retirado antes de mim.

Deparei-me com Rosalie, sentada no chão a abraçar os joelhos, com a cabeça entre eles.

- Rose?!

- Oh, Bella! – exclamou ela, abraçando-me. Nos últimos tempos, deixara de sentir medo de Rosalie, agora éramos até muito amigas. – Não acredito que isto está a acontecer. Como nunca poderei ter filhos, Nessie é minha protegida. É deveras importante para mim. Amo-a como se da minha filha se tratasse! – exclamou, soluçando.

- Rose, vais ver que tudo se resolverá. Em breve, Renesmee voltará a correr para ti ao chegar da escola e vai refilar quando não gostar dos vestidos que lhe compras. – consolei-a, acariciando na cara e nas costas rígidas.

Ficámos nisto durante muito tempo, abraçando-nos e chorando juntas em silêncio. Ouviu-se o chiar das rodas de um carro a virar para a ruela que conduzia a nossa casa.

- Chegou o grupo de Zafrina. Vou chamar os outros. Abre-lhes a porta, Bella.

- Claro, Rose, vai lá.

Em menos de um minuto, já toda a família se encontrava no hall de entrada, com belos rostos expectantes.

- Aí vêm elas – entoei, esperançosa.

- Não, Bella, receio que não sejam elas... – comentou Edward, ausente e preocupado.

- Então quem... – escusava de terminar a minha resposta. No exacto momento em que me preparava para perguntar de quem se tratava, ouvi o ressoar característico dos velhos pneus do carro-patrulha de Charlie.

- O meu pai... – murmurei, espantada.

Há já três semanas que toda a minha família participava muito activamente na nossa charada humana para com Charlie, pois este, com saudades da adorável neta, insistia rudemente numa visita que era expressamente proibida por Carlisle, que dizia que Nessie, com tantas dores, poderia descontrolar-se e fazer mal ao meu pai. Embora soubesse que Renesmee nunca faria uma coisa dessas, receava que Charlie ficasse assustado com o estado da minha filha e fizesse alguma coisa de que mais tarde se arrependesse.

Enquanto estes pensamentos me ocorriam à velocidade da luz, já Carlisle tinha aberto a porta ao meu pai, como sempre fazia, saudando-o calorosamente. Entraram os dois, conversando animadamente sobre um jogo dos Mariners contra uma outra equipa americana, sentando-se pesadamente no sofá, enquanto Emmett e Jasper se juntavam à conversa. Esgueirei-me agilmente para o terceiro piso, de mão dada com Edward, onde nos esperava Renesmee, acompanhada de Rosalie, evidentemente.

- Tia, não fiques assim. Juro-te que se eu pudesse melhorar, era a primeira coisa que eu fazia, só para ver esse teu sorriso brilhante outra vez. – garantiu-lhe a minha filha, tentando, em vão, parecer animada e saudável.

- Rose, tem calma. Tudo se há-de resolver. – retorquiu Edward, com um sorriso condescente nos lábios cheios.

- Exactamente, tia Rose. Ouve o que o pai diz. – reforçou Nessie, agradecida.

Corri para ela e abracei-a, emocionada perante a coragem demonstrada pela minha filha. Dei-lhe um beijo rápido no rosto e olhei-a nos olhos:

- Filha, o teu avô Charlie está lá em baixo. Ele quer ver-te. Sentes-te bem ao ponto de te poderes levantar e o ires cumprimentar lá abaixo? Sê sincera. – perguntei calmamente, asseverando o tom de voz na última parte da explicação, esperando que a minha filha dissesse a verdade. Não suportaria ouvir mais gritos agudos e cortantes por causa das dores.

- Mãe, já não me dói assim tanto. Mas o problema é que estou deitada. Não sei como será se me levantar. – confessou Nessie, num tom sincero.

- Então, experimenta, querida. – propôs Edward.

Peguei na mão de Renesmee e segurei-a pela cintura, prevenindo qualquer fraqueza da sua parte, levantando-a cuidadosamente.

- Ah! – exclamou a minha filha, abafando o grito com a mão livre transformada em punho. – Pousa-me, mãe, está a doer. – disse por entre dentes.

Pousei-a na cama prontamente, na posção inicial, preocupada.

- Está melhor. – confirmou a minha filha, alisando-me com o dedo fino e delicado as rugas de tensão que se tinham formado na minha testa cor de alabastro.

- E que tal se chamarmos o Charlie aqui? Assim a Nessie não terá de se levantar. Podemos dizer que estava a ler um livro e que adormeceu. – propôs Rosalie, pensativa.

- É uma boa ideia, tia. Pai, podes chegar-me um livro teu, por favor? Podes pô-lo sobre o meu peito, para que pareça que adormeci a ler, tal como a tia Rose disse. – afiançou Renesmee, já mais animada. – Fingir-me-ei adormecida e não acordarei enquanto o avô aqui estiver. Podes ir chamá-lo, mãe?

Dirigi-me às escadas e chamei Carlisle e Jasper, numa voz normal, para que Charlie não ouvisse. Tal como esperava, Carlisle convidou o meu pai a subir, para ver a neta. Em três longos minutos, eles já tinham chegado. Dirigi-me em silêncio para o antigo quarto de Edward, lançando olhares amistosos a Jasper.

- Ela está a dormir. – murmurei, num tom audível para Charlie. – Não a acordemos.

O meu pai aproximou-se silenciosamente do sofá onde Nessie estava deitada, supostamente adormecida, a ressonar suavemente. Se não soubesse que era mais uma das charadas dos Cullen, acreditaria certamente que a minha filha estava mesmo a dormir. Acariciou-a na testa e beijou-a rapidamente na face, ternamente.

- Está um pouco tensa. Que se passa com ela? – rugiu.

- Nada, pai. São apenas dores de crescimento. Todas as crianças têm. Não é nada de anormal.

- Carlisle? – perguntou severamente, em busca de uma melhor explicação.

- Bella disse a verdade, Charlie. Todas as crianças, nesta idade, entre os sete e os doze anos, quero dizer, têm dores de crescimento. É natural. – assegurou Carlisle, com a sua voz persuasiva em acção.

Estivemos ali, todos reunidos no espaçoso quarto, durante mais algumas horas, respondendo às perguntas de Charlie com naturalidade, enquanto este acariciava Nessie, que suspirava, cansada e dorida.

- Está a fazer-se tarde, pai.

- Sim, sim, Bella, vou já. Até porque hoje vou jantar a La Push, com a Sue e os miúdos. – retorquiu o meu pai, distraído, enquanto se retirava. Pegou no casaco de chefe da polícia que tinha deixado no hall de entrada, vestiu-o e saiu para a noite chuvosa, fechando pesadamente a porta em vidro.

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