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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

08
Abr11

Fanfic - Capitulo 4 - 2ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

 

Doença

 

 

 

Apenas alguns minutos depois do som do carro-patrulha se perder, mesmo para os nossos ouvidos, outro som, também de um carro, ressoou, enquanto contornava a larga curva para nossa casa. Tinham chegado. Eram as amazonas. Um frémito de esperança e medo perpassou-me a coluna, enquanto Edward me abraçava, abrindo a porta para que as três imponentes vampiras, Zafrina, seguida de Senna e Kachiri, entrassem, com pequenas gotas de chuva pendendo dos seus sedosos cabelos pretos.

- Edward. Bella. – cumprimentou Zafrina, no papel de porta-voz do clã, enquanto as outras duas acenavam rapidamente, perscrutando a sala com olhares atentos.

- Zafrina, Senna, Kachiri, por favor, sejam bem-vindas. – cumprimentou Carlisle calorosamente, descendo as escadas. – Sentem-se.

Sentámo-nos todos, ocupando totalmente os sofás da ampla sala de estar. Isto fez-me lembrar os serões que passara enquanto humana, quando Carlisle e Esme contavam histórias acerca da sua espécie.

- Onde está a adorável Renesmee? Afinal, viemos por sua causa. Não a queremos ver a sofrer durante mais tempo. Faremos o que nos for possível para a pequena melhorar. – assegurou Zafrina solenemente.

- Edward, Emmett, podem ir buscar a Nessie? – perguntou Carlisle, assumindo o controlo.

- Mas por favor não a tragam de pé, peguem-na ao colo para que nada a magoe. – retorqui em conjunto com Esme e Rose, preocupada.

Em cinco segundos, o sofá do quarto de Edward estava no meio da sala, entre os sofás e a televisão, apanhando o calor da lareira acesa antes de Charlie chegar.

 

- Que se passa exactamente com ela, Bella? – falou Senna pela primeira vez, com uma melódica voz de soprano.

- Carlisle afirma que são dores de crescimento, originadas pela alteração brusca do ritmo do crescimento da Nessie. – expliquei rapidamente, ansiosa, pelo que uma onda de calma me inundou, fazendo com que todos os meus medos parecessem desnecessários. Chamei Edward para perto de mim, abraçando-o pela cintura com um braço.

- Nahuel, as tuas irmãs também tiveram este problema. Mas tu não. Deve ser apenas um comportamento das fêmeas desta espécie. – disse Zafrina, dirigindo um olhar penetrante a Nahuel, que se encostara ao fundo da sala, com uma expressão pensativa.

- Sim, sei disso e já o transmiti a Carlisle e Jasper. Mas eu não tive a oportunidade de acompanhar as minhas irmãs durante todo o seu crescimento. Foi por isso que dei a ideia de vocês cá virem, para nos ajudarem a resolver este problema. Renesmee está a sofrer muito, e a família sofre com ela. – respondeu Nahuel, olhando fugazmente para cada uma das visitantes, mas demorando-se mais em Senna, com um ar que me pareceu maravilhado e algu submisso.

- Temos uma teoria sobre isso. Aliás, a teoria vem de Kachiri. – explicou Zafrina, olhando sugestivamente para Kachiri, que olhava envergonhada para Alice, pedindo apoio.

Alice dirigiu-se a ela, massajando-lhe os ombros e encorajando-a com a sua voz de arcanjo. Pelo canto do olho, vi Jasper a sorrir amistosamente, e uma onda de tranquilidade percorreu toda a sala, pelo que Kachiri tomou a palavra:

- A minha teoria diz que, durante esta fase de dor, que pode ir desde apenas uma semana até a dois meses inteiros, os genes da criança em questão estão finalmente a adaptar-se uns aos outros, ou seja, os genes de vampiro adaptam-se aos de humano e vice-versa. Uma das irmãs de Nahuel, Salema, acabou por morrer durante esta fase – explicou, mas depressa continuou, observando a minha expressão de horror – mas penso que Renesmee sobreviverá, pois a fase pior já passou. É durante a primeira semana, quando a adaptação se inicia, que as dores são mais excruciantes e agudas. A vossa filha passou essa fase obtendo muito bons resultados, pelos relatórios que Carlisle nos fez. – disse, olhando para as irmãs, ao falar no plural. – Pelo que vejo, dentro de mais ou menos uma semana, as dores acabarão por se extinguir. É natural que não temos certezas de nada. – comentou, com um tom ligeiramente profissional.

- Uma semana?! Mas isso é imenso tempo! – explodiu Rosalie, enterrando a cabeça no peito nu de Emmett, aos soluços.

- Tem calma, Rose. – murmurou Esme, correndo para ela e afagando-lhe os espessos cabelos loiros.

- Não... Não chores, tia. – pediu Renesmee, com lágrimas nos olhos, tentando levantar-se, mas voltando a deitar-se no sofá com um suspiro de dor.

- Uma semana? Bem, também tenho uma teoria, que facilmente encaixa na tua, Kachiri. – proferiu Carlisle, dirigindo-se às três amazonas que observavam atentamente Emmett, enquanto este beijava apaixonadamente Rosalie – Bem, é assim, já que a Nessie cresceu sempre tão depressa até agora, talvez as suas doenças também passem mais depressa... – explicou, lançando olhares calmantes a Rosalie, com os olhos inundados de pena e esperança. Era óbvio que se a família não estivesse bem, Carlisle também não estaria.

- É uma teoria bastante aceitável. Poderia pedir-te que nos deixasses ficar por uns dias, até a Nessie melhorar? – aceitou Zafrina, com um sorriso ténue na sua enorme boca.

- Mas é claro! É um prazer enorme acolhê-las em nossa casa. – retorquiu o meu pai adoptivo, com um tom formal. – Podem ficar, naturalmente. Mas peço-lhes que não cacem nesta área, por favor, por razões óbvias.

- Certamente. Talvez nos desloquemos a Olympia ou Port Angeles, de tempos a tempos. A distância não é muito grande.

Falavam disto tão friamente que um calafrio me percorreu a coluna vertebral, pelo que Edward me apertou mais. Pelo menos agora sabia que não me queriam a mim e que não provocava aquele terrível ardor na garganta do meu marido, sempre que havia um toque ou uma simples carícia.

- Mas teremos de ir agora, Zafrina. Esta é a melhor hora, está toda a gente na rua e há mais por onde escolher. E assim teremos mais tempo de manhã para ver a Renesmee. – avisou Senna, interrompendo os meus pensamentos.

- Então, se nos dão licença, vamos. – ordenou a porta-voz levantando-se do sofá, seguida de perto pelas duas companheiras.

Ficámos a vê-las a entrar no carro alugado e a partir a grande velocidade pela estrada fora. Pensei no que iam fazer a seguir e imagens horríveis percorreram-me o pensamento velozmente, pelo que decidi apenas não pensar.

Renesmee continuava deitada, mas desta vez adormecida, pelo que Jasper e Edward a levaram para o quarto, no terceiro piso, em silêncio e depois voltaram.

- Ela dorme profundamente e parece-me tranquila. – começou Jazz, avaliando os sentimentos que recebera da minha filha. – Por hoje, não têm de se preocupar.

- Obrigada, Jazz. Isso é bom sinal. Pode ser que amanhã ela já esteja melhor. – agradeci, esperançosa.

- Ouçam, isto são tempos difíceis para todos nós, toda a família está a ser perseguida por uma grande tensão, por isso, vamos todos ter calma, e raciocinar com a mente aberta, receber as ideias dos outros. – aconselhou Esme, falando pela primeira vez. Por algum motivo que não reconheci, o seu olhar ardente dirigia-se a Rosalie e Alice, que se encontravam de costas viradas uma para a outra, com uma cara mal-humorada.

- Não tenho culpa que a Alice, só por causa de umas insignificantes dores de cabeça, não se aproxime da Nessie, fazendo-a sofrer. – insinuou Rosalie.

Foi então que Alice deu um grande soluço, pegou na mão de Jasper e fugiu, lá para fora. Apressei-me a levantar-me e a segui-la, mas senti uma mão apaziguadora no ombro.

- Deixa-a ir. – aconselhou Carlisle. – Precisa de pensar.

- Mas eu... – insisti, baixando os ombros de seguida. Provavelmente, Carlisle tinha razão, mas eu tinha a certeza que Rose estava errada. – Pelo menos, deixe-me falar com a Rose, Carlisle. Ela não está certa. Não devia, de todo, dizer essas coisas. – protestei, pelo que o meu sogro me soltou o ombro e me deixou ir.

Rosalie tinha corrido para o quarto, assim que Alice saíra da sala. Bati levemente à porta.

- Está aberta. – declarou ela, friamente.

- Rose, sabes que não devias ter dito aquilo à Alice. Ela gosta da Renesmee tanto como tu. – principiei.

- Aquelas palavras saíram-me da boca sem querer, eu não queria dizer aquilo, Bella. E agora, ela não me vai perdoar. Antes de tu chegares, eu e a Alice éramos inseparáveis. Depois, quando tu e o Edward começaram a andar juntos, eu não gostava de ti e isso fez com que nós nos afastássemos, porque a Alice admirava-te e era muito tua amiga. Por isso, não me compreendia, não conseguia entender o meu ponto de vista. – desabafou, derrotada.

- A Alice é muito compreensiva, Rosalie. Ela vai perceber e vai perdoar-te. E desculpa mais uma vez pelo transtorno que causei em toda a tua vida, quando apareci. – retorqui, não deixando de me sentir deveras culpada por ter enfraquecido uma eterna amizade, no sentido literal das palavras. Abracei-a sentidamente, encorajando-a. – Agora, vai. Vai, descobre o rasto da Alice e do Jasper, segue-os para onde quer que tenham ido, e pede-lhe desculpa, mostra-lhe como estás arrependida por teres dito aquilo. Diz-lhe o que me disseste a mim. Tenho a certeza que vai acreditar.

Dirigiu-se à sala, onde o resto da família nos esperava, com as mais variadas expressões circunspectas.

- Vou à procura deles. – disse ela, decidida.

- Eu vou contigo. – ofereceu-se Emmett, rapidamente, levantando-se.

- Obrigada, Em, mas prefiro fazer isto sozinha. – desculpou-se Rose, pondo uma mão no enorme peito do marido e correndo porta fora, galgando as escadas do pórtico a uma velocidade extrema e desaparecendo segundos depois.

- Mãe? – chamou Nessie, com uma voz débil, estremecendo.

- Sim, filha. – disse, correndo para ela.

- Podes trazer-me um pouco de água? Estou com a garganta seca e cacei à pouco tempo, portanto acho que me fará bem se variar a dieta. – pediu.

Num segundo, Edward corria para a cozinha. Ouviu-se a água a correr e, no segundo seguinte, o meu marido já lá estava outra vez.

- Como te sentes, filha? – perguntou, cautelosamente.

- A maior parte do tempo sinto-me normal, mas às vezes, umas pontadas fortes nos músculos percorrem-me o corpo. É estranho e...doloroso. – admitiu, com um ar de culpa.

- Não tens de te sentir culpada, Ness. – suspirei – mas o Jake vem a caminho. – acrescentei este pormenor porque sabia que, tal como a mim me acontecia, a presença do meu melhor amigo acalmava muito a minha filha.

- Onde é que ele tem andado? Quando as amazonas chegaram, ele desapareceu. – perguntou, preocupada.

- Penso que foi avisar os outros para que, se sentirem a presença de mais alguns vampiros, não os ataquem de imediato. Ele anda muito consciente. – retorqui, orgulhosa de Jacob, que conseguira formar a sua própria alcateia, bem grande, a que, além de Seth e Leah, se juntaram também Quil, Embry e Brady.

- Tens razão. Posso levantar-me? Só tentar... – pediu ela, com um ollhar suplicante que me derreteu o coração gelado.

- Nessie, peço-te que não te levantes porque, ao alterares o sentido do fluxo do sangue, as operações que decorrem no teu organismo podem ser atrasadas. – impediu Carlisle, com um tom de voz quente e profissional.

- Está bem, avô. – assentiu.

Passado alguns minutos de silêncio, Renesmee já estava afundada num sono profundo, ressonando como uma canção de embalar, enquanto Edward se sentava ao piano, tocando a música de Esme, perante os meus olhos atentos e observadores, que interpretavam a forma como os seus longos dedos cor de alabastro fluiam nas teclas brancas e pretas do piano, com uma rapidez impressionante.

Carlisle encontrava-se sentado na poltrona beje, com Esme ao colo, acariciando-lhe o cabelo ruivo e segredando-lhe ao ouvido. Alice e Jasper conversavam em silêncio, olhando sentidamente um para o outro, enquanto davam as mãos. Emmett estava lá fora, com Jacob, a conversar sobre o meu carro, pois Em andava a pensar em comprar um novo carro, um Ferrari California, que vira no outro dia, quando se dirigira a Washington para estudar as espécies animais em demasia lá existentes.

Fiquei admirada com a maneira como Jake se integrara na minha família de vampiros. É claro que tudo aquilo se devia a querer ficar com Nessie para sempre, mas até Rose deixara de implicar com ele, passando a aceitá-lo. Não falavam se não fossem obrigados a isso, mas pelo menos não andavam sempre “às turras”.

Uma ínfima parte do meu cérebro preocupava-se com estes pensamentos, enquanto outra apreciava a música de Edward. A restante parte não pensava em nada, estava completamente distraída, pelo que um tremendo sobressalto me percorreu os músculos do corpo e me teria arrepiado a pele se isso fosse

possível, quando a música parou e, no segundo seguinte, Edward me percorria as linhas do pescoço com o dedo duro e gelado e me envolvia a cintura com o braço.

- Que se passa? Estás muito calada. – segredou, demasiado baixo para que os outros o conseguissem ouvir.

- Não é nada. – retorqui, ofegante, sentindo a falta das batidas do coração, que neste momento, estaria a voar, se ainda batesse.

- Estás com soninho? Se quiseres, posso ir aconchegar-te. – ofereceu-se, com uma gargalhada áspera e gutural a transparecer-lhe na voz de anjo.

- Acho que hoje prefiro ficar por aqui, se não te importares, é claro. – esclareci, olhando-o cautelosa, com medo que o fogo dos seus olhos me incapacitasse.

- Tudo bem. – assentiu, com um ténue laivo de decepção na voz, pelo que lhe acariciei os lábios e o beijei calmamente, como se tivéssemos todo o tempo do mundo, o que não deixava de ser verdade.

- Amanhã. – assegurei, beijando-o mais uma vez num cabelo que lhe descaíra, tapando-lhe o rosto.

- Certo. – disse, beijando-me, mas desta vez com ferocidade, levando-me a querer que aquilo não ficasse por ali. Mas prometera a mim própria que naquela noite ficaria com a minha filha, e cumpriria a minha promessa. Quando dei por mim, as minhas mãos percorriam-lhe o peito, furando a camisa beje que vestira naquele dia. – Mudaste de ideias? – perguntou, esperançoso.

- Ups! Não, não mudei de ideias. Hoje, se não te importares, gostaria de ficar toda a noite com a Nessie. – expliquei, com medo de o magoar. – Tenho medo que algo aconteça. – retorqui, com uma pontada de medo a queimar-me a língua.

- Vai correr tudo bem, Bella. Não tenhas medo. – assegurou ele, abraçando-me.

Chegaram-me aos ouvidos duas correntes da brisa suave levantada por corpos a passar a grande velocidade. Levantei-me, mas Edward voltou a puxar-me para junto de si, sentando-me ao seu colo.

 

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