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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

10
Abr11

Robert diz não ter sex appeal!

Joana
 

Aos 25 anos, o vampiro mais famoso do mundo afasta-se da zona de “Crepúsculo” para outros horizontes. Em Água aos Elefantes, interpreta um curandeiro de elefantes apanhado numa tumultuada história de amor. Numa conversa particular em Hollywood com um ídolo de mente aberta que é humilde.

Nós encontrámos uma pessoa peculiar na sua suíte no hotel Four Seasons em Los Angeles. Uma figura alta e magra, de pele clara, olhos azúis melancólicos, a passar a mão direita pelo seu cabelo desgrenhado, Robert Pattinson pareceu sempre preso em algum devaneio silencioso que é interrompido pelo seu interlocutor.

 

 Bem comportado, britânico com os seus Dr. Martens habilmente desamarrado, retoma o curso da sua vida terrestre.

Uma vida que os tablóides gostam de falar em detalhes: um beijo com Kristen Stewart no set de Crepúsculo no Rio de Janeiro, uma festa de aniversário na casa de um amigo, a sua chegada no aeroporto de Vancouver, as notícias sobre ele arranjar um cão a se espalhar pelo Twitter… A sua vida é narrada em tempo real, quase esqueceste que ele é um actor.

Mas, aos 25 anos, o vampiro arrumadinho tenta tornar-se algo mais. Está prestes a rodar um filme com David Cronenberg, Cosmopolis, a adaptação do romance Cult de Don DeLillo e pode ser visto, em Abril, em Water For Elephants, ao lado de Reese Witherspoon e o inquieto Christoph Waltz (famoso graças a Quentin Tarantino em Bastardos Inglórios), no papel de um curador de animais e loucamente apaixonado por uma linda mulher casada. Um encontro com um ícone enigmático, um jovem homem que é tanto conservador e moderno, rebelde e conformista, um lindo punk aristocrata para as raparigas.

 

Madame Figaro: Trabalhas muito. Além dos dois últimos episódios da série Twilight, nós vamos te ver em Junho em Bel Ami, dirigido por Declan Donnellan e Nick Ormerod e, em breve, em Water For Elephants, por Francis Lawrence. O que é que te atraiu para o papel de Jacob Jankowski, um treinador de animais num circo?

Robert Pattinson: Primeiro, o livro da jovem escritora Sara Gruen, um grande sucesso nos Estados Unidos, cuja acção se passa na década 20 num circo itinerante. De repente, com este papel, tive a oportunidade de deixar a fantasia moderna de Twilight, para viver no meio dos animais, para tocar coisas reais.

 

Madame Figaro: Pareces atraído pelo passado romântico/romancista…

Robert Pattinson: Sim, eu gosto, entre outros, a história americana, acho-a interessante. Enquanto lia o guião, fui fisgado imediatamente. Parecia óbvio e fácil para mim. Jacob é um ser atormentado e misterioso. Perdeu os seus pais, não quer que os outros vasculhem o seu passado e junta-se a um circo itinerante, é para se provar como veterinário. Não sabe o que ele vai experimentar um amor proibido e violento.

 

Madame Figaro: O seu perfil está a tornar-se mais preciso – um ser solitário, mal compreendido e muito atraente. É um ponto comum para todos os seus personagens.

Robert Pattinson: É verdade. Como se Edward, o herói de Twilight, fosse um traço comum para todos esses personagens. Jacob vê as coisas em recto e branco. Quanto ao Edward, distingue sempre o bem do mal. Num certo sentido, os meus personagens são maniqueístas. É por isso que eu tento trazer a complexidade interior deles.

 

Madame Figaro: E para Bel Ami, como é que trabalhaste? Georges Duroy, o herói da história, é mais velho que tu.

Robert Pattinson: Isso fez-me hesitar. Apenas fui em frente porque Maupassant é o meu escritor francês favorito. Bel Ami é um clássico inesquecível. Com as minhas parceiras Uma Thurman, Kristin Scott Thomas e Christina Ricci, divertimo-nos. Foquei a minha interpretação do personagem na sua grande liberdade de agir. Bel Ami é um animal, ele é o meu primeiro personagem que é completamente cínico e ironicamente muito honesto. Mas é um destruidor. Ele joga todos os tipos de jogos onde ninguém respeita as regras, onde todos têm casos, uma grande farsa social onde a chave é fingir. Ele não se importa com isso, faz o que quer e isso é o  que precisamente atrai as mulheres.

 

Madame Figaro: Um pouco parecido contigo…

Robert Pattinson: Ah, não! Eu não sou um Don Juan. Isto é algo que está além de mim e é realmente muito cool, todos estes fãs que tiram fotos de mim, esses blogs, esses rumores. Francamente, eu não tenho sex appeal.  Basta passear por Los Angeles, Londres ou Paris e podes encontrar um monte de jovens como eu. Eu não sou o James Dean.

 

Madame Figaro: Pareces ter um lado rebelde, um lado negro. Quem são as pessoas que servem de exemplo para ti, quais os teus actores favoritos de filmes?

Robert Pattinson: Dos três únicos filmes com James Dean, eu gosto de Giant, com Elizabeth Taylor. Mas, para mim, o grande ícone da década de 60 é Marlon Brando, com esse tipo de raiva interna, essa dualidade entre a masculinidade e ternura secreta. Também sou fã de filmes gangster com James Cagney e Paul Newman, especialmente Cool Hand Luke. Entre outras actrizes, adoro Isabelle Huppert e da era dourada de Hollywood a apaixonada/impetuosa Ava Gardner e a elegante, difícil e engraçada Katharine Hepburn. Kristen Stewart, cuja actuação admiro, tem algo a ver com Hepburn.

 

Madame Figaro: Audrey ou Katharine?

Robert Pattinson: Não, Katharine. Eu sou fã de Audrey. Eu sei que as raparigas da minha geração gostam dela, mas acho-a muito feminina.

 

Madame Figaro: Que tipo de mulher gostas?

Robert Pattinson: Eu não odeio as nerds. Para uma rapariga me atrair, deve ser determinada, ter uma ideia sobre o sentido da vida e ler muito. Mas não posso dizer que prefiro loiras, morenas ou ruivas. Eu gosto de raparigas emocionais, raparigas elegantes – que significa saber o que lhe cai e o que não lhe cai bem. As roupas de marcas, só porque são caras, não garantem um bom look. Acho que deves ser tu mesmo. Dito isto, eu adoro o look Chanel, mesmo em mulheres jovens!

 

Madame Figaro: E tu, és uma vítima da moda?

Robert Pattinson: Estás a ver o casaco antracite que estou a vestir hoje? Bem, encontrei-a em casa numa mala velha. Consegui-a quando tinha 15 anos. Este é um Agnes b, vintage dos anos 90 e ainda me serve. No entanto, sou fã de Marc Jacobs, Proenza Schouler para tanto homens e mulheres e compro muitas calças na Dries Van Noten.  Moda é muito importante, até mesmo em filmes. Scho sobre o que o Jean Paul Gaultier fez em O Quinto Elemento por exemplo: os seus designs definiram o filme.

 

Madame Figaro: Usas perfume?

Robert Pattinson: O meu mesmo, o cheiro do meu corpo. (Risos).

 

Madame Figaro: Que projecto é esse que está actualmente muito feliz?

Robert Pattinson: Bem, certa manhã o telefone tocou e era David Cronenberg na linha. Ele estava a oferecer-me um papel no seu próximo filme, Cosmopolis. Era quase como se Hitchcock tivesse me procurado. Cronenberg é um director incrível. As boas notícias não pararam por aí: Juliette Binoche estaria a trabalhar nesse projeto também e também o actor-director muito talentoso Mathieu Amalric. A cereja do bolo é que é uma adaptação do livro de Don DeLillo, um dos meus autores preferidos. O papel é muito difícil, um dia louco na vida de um milionário cuja vida é virada de cabeça pra baixo dentro de vinte e quatro horas. Vou gravar agora, é muito emocionante.

 

Madame Figaro: O que fazes nos teus dias de ociosidade?

Robert Pattinson: Bem, o problema é que não há ociosidade na minha vida. Estou sempre a gravar filmes. A minha vida é reduzida ao trabalho e, para além disso, já não tenho uma casa. A minha casa é o hotel. Obviamente, o teu quarto é limpo todos os dias, há vantagens, mas estou a começar-me a sentir um pouco sem raízes. Podia até mesmo listar os hotéis que eu mais gosto no mundo: Em Roma é o Bernini Bristol, um palácio encantador e Paris, Le Crillon. Quando tenho uma hora para mim mesmo, eu toco viola, mas, geralmente, leio, devoro livros.

 

Madame Figaro: Escritores modernos?

Robert Pattinson: Um pouco de tudo. Comecei a ler Underworld por Don DeLillo e tenho preferência pelo romancista francês Michel Houellebecq. No sentido de luta, ele escreveu esta frase que ressoa dentro de mim: “Nós já passamos por cansado e desejos sem encontrar novamente o sabor dos sonhos de infância”. Sinto-me próximo ao herói de Houellebecq.

 

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