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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

15
Abr11

Fanfic - Capitulo 5 - 2ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

Cura

 

 

 

Começaram a comer rapidamente. Renesmee cortava delicadamente alguns pedaços de carne e metia-os na boca, mastigando muito rápido, enquanto o parceiro se limitava a comer ossos, pele e carne, enfiando todo o conteúdo do prato na boca, de uma só vez.

- Ganhei! – exclamou a minha filha, totalmente feliz.

- Nem pensar, fui eu quem ganhou! – rugiu Jake, engolindo pesadamente toda aquela comida. – Acabei primeiro, miúda!

- Nem penses que ficas com os louros desta vez!

- Tudo bem, já que estiveste doentinha, vou deixar-te ganhar. – suspirou, com um sorriso trocista e condescendente.

- Não quero que me entregues o título por pena! – protestou, franzindo o sobrolho. – Este concurso fica sem efeito. Empatámos, mas quero a desforra!

- Tudo bem, não me esqueço.

- Se te esqueceres, eu lembro-te. – disse ela, saltando para o seu colo e encostando-se ao seu peito quente. Que saudades que eu tinha de um peito escaldante para me confortar!

Retirei-me da cozinha, juntando-me a Edward, que conversava em silêncio com Senna e Kachiri, enquanto Zafrina e Carlisle discutiam o tratamento misterioso da minha filha.

Por alguns segundos, maravilhei-me pela milésima vez com a beleza de Edward, mas logo me recompus. “À noite, Bella. Não falta assim tanto.”, murmurei para mim própria, suspirando.

 

Assim que ouviu o meu suspiro feliz, o meu marido virou-se e sorriu-me batendo com a mão no sofá, para que me sentasse ao seu lado. Corri para lá e sentei-me, ansiosa porque os seus braços me tocassem. Abracei-lhe a cintura firmemente, sorrindo para Senna e olhando o seu rosto maravilhoso pelo canto do olho. Parecia-me impossível ficar sem ele durante um minuto que fosse, mas nem queria testá-lo. Apertei-o mais, lembrando-me de que ele era meu. Casáramo-nos há uns anos e essa tinha sido uma das melhores decisões da minha vida.

Não estava a prestar a mínima atenção à conversa que decorria naquela sala, mas acordei quando ouvi as palavras “crescimento rápido, a partir de agora” e pelo canto do olho vi os lábios de Edward a comprimirem-se numa linha tensa.

- O quê? Mas porque é que é assim? – perguntou ele, alarmado. Aquilo era mau sinal. Edward nunca costumava perguntar nada, apenas perscrutar os pensamentos dos outros, encontrando as respostas de que precisava. Limitava-se a responder às perguntas dos outros. Devia estar mesmo preocupado. Estremeci.

Lancei um olhar interrogativo a Kachiri, que me observava atentamente, talvez para ver a minha reacção. Nunca cheguei a descobrir. Pedi-lhe com o olhar que me explicasse. Sempre apreciara aquela vampira. Era a mais tímida do seu clã, mas também a mais sensível e compreensiva.

- Estávamos a explicar ao Edward que, após o desaparecimento das dores, o crescimento dos semi-vampiros costuma avançar a uma velocidade impressionante. – disse calmamente, com a sua voz melíflua a tremer ligeiramente, talvez com medo da minha reação.

- E... porque é que isso acontece? – perguntei, a medo.

- É claro que ainda não sabemos. Estas raças só nos aparecem de tempos a tempos, e não temos tempo de as estudar com minúcia e atenção. Além disso, no meio da floresta não temos assim tantas condições para fazer experiências científicas e testar os nossos conhecimentos. – interrompeu Senna, cuja voz era mais áspera e sibilante, o que para um humano seria algo horripilante e terrivelmente assustador.

- Mas, Edward, porque não chamaste o Carlisle? – perguntei, olhando circunspecta para o meu marido petrificado, prestando pela primeira vez alguma atenção à conversa que se ouvia do jardim das traseiras, e deduzindo de imediato a resposta à minha ingénua pergunta. – Ah. E o que pensa ele?

- O Carlisle também está preocupado, evidentemente, e está a perguntar-se neste preciso momento se alguém notará esse crescimento. Os olhos humanos, é claro. – descreveu ele, tirando os seus olhos de mim, e dirigindo-se para Senna e Kachiri, num jeito de pergunta.

- Isso não podemos dizer. Só alguém que conviva diariamente com pessoas é que poderá avaliar esse facto nesse sentido. Talvez tu, Edward... – suspirou Kachiri, com um ar pensativo.

- Não confundas o meu talento com o do Aro, Kachiri. Eu só consigo ler os pensamentos que uma pessoa tem naquele momento exacto, e consigo auscultar a mente de todas as pessoas, excepto a da Bella. – explicou, dirigindo-me um meio sorriso. – O Aro apenas consegue auscultar uma pessoa de cada vez, quando esta lhe toca, e lê-lhe todos os pensamentos que tivera na vida. Excepto os da Bella, mais uma vez.

- Certo, não esquecerei. Mas esperemos para ver. Talvez a Bella, ainda com tão poucos anos de vampira se lembre da sua visão humana e consiga distinguir pormenores de que nós já não nos lembramos. – disse ela, com um composto ar evasivo.

- Nem penses nisso, Kachiri. – cortou Edward, respondendo a um pensamento, num tom sibilante e ameaçador.

- Está bem, foi só uma ideia que me passou pela cabeça. Sabes como os pensamentos voam. – disse ela, numa tentativa falhada de aliviar a tensão patente na voz do meu marido.

- Edward, qual era a ideia da Kachiri? – perguntei, olhando-o de soslaio, com medo da sua reacção.

- Não é nada, Bella. Não te preocupes com isso. – disse ele, com uma calma artificial de que já estava à espera.

- Kachiri? Podes explicar-me, por favor? – pedi.

Kachiri olhou para Edward, como uma medida de segurança, e depois prosseguiu:

- Estava apenas a pensar que talvez tu te pudesses infiltrar – principiou ela, virando-se para mim, cautelosamente, fazendo aspas com os dedos – em alguma casa de humanos, com a tua filha. Fingias que querias passar uns tempos em casa do Charlie ou assim...

- Eu...gosto dessa ideia. – disse, muito calma, à espera da explosão iminente de Edward.

- Como podes gostar dessa ideia? Eu não suporto afastar-me de ti! – gritou ele, em pânico. Quando queria, eu conseguia ser muito persuasiva. E ele sabia-o. Mas, ao rever mentalmente a sua resposta, vi que algo estava mal. Eu percebera mal a ideia.

- Não, eu percebi mal. Não era isso que tinha em mente, Edward. – repliquei, confusa, enquanto lhe esfregava o braço, para o acalmar.

- Oh. Então, o que pensavas que era?

- Bem, eu pensei que talvez nós os três pudéssemos passar uns tempos em casa do meu pai.

- A casa do teu pai é pequena, não haveria espaço para todos nós. – assegurou ele, já mais calmo, com um ténue sorriso nos lábios perfeitos.

- Sei disso. – acabei por murmurar, suspirando. Tinha a certeza que Renesmee adoraria passar algum tempo no centro de Forks, onde todos os dias poderia ver o avô Charlie e os amigos. Mesmo ao fim-de-semana.

Uma das poucas coisas que a minha filha se queixava, era a longevidade da nossa casa em relação ao centro da pequena cidade onde vivíamos. Os seus amigos raramente nos visitavam, porque os pais diziam que a casa era muito longe e o percurso complicado. Desconfiava que tinham apenas medo do que poderiam encontrar na misteriosa mansão dos Cullen e Edward também dizia que sim, embora nunca tivesse nenhuma oportunidade de se certificar. Quando estávamos perto deles, apenas pensavam na nossa beleza e talvez um pouco nos velhos tempos de liceu.

Mas talvez houvesse outra maneira. Algo que pudesse celebrar a cura da minha filha e que testasse a nossa ideia. Uma semana a viver com o avô não lhe faria mal. Pelo contrário, tinha a certeza que a minha filha adoraria, gritaria de alegria. Achei melhor fazer uma surpresa a Edward e contar-lhe apenas à noite.

Com todas estas conversas e confusões, já passava do meio-dia. Carlisle, Rosalie, Esme e Emmett tinham ido caçar, portanto, em casa apenas estavam as amazonas, Jasper e Alice. Kachiri levantara-se para se juntar às companheiras, que conversavam no jardim das traseiras.

Peguei na mão de Edward e levantei-me.

- Vamos? – perguntei, com um olhar misterioso.

- Sim, mas onde? – respondeu ele, confuso, mas levantando-se também.

- Espero que não te importes, mas gostava de ir para a nossa casa. Pensei que gostarias de me acompanhar.

Puxou-me para o seu colo num gesto rápido e começou a correr. A nossa pele brilhava levemente, com a ténue luz do sol a incidir nos nossos rostos, tornando-os ainda mais belos do que já eram. Maravilhava-me constantemente com aquela estranha característica da minha espécie. Os meus braços apertavam o seu pescoço num abraço sufocante, que mataria um humano, mas que para nós era apenas sinal de paixão. Quando o apertava nos braços lembrava-me que ele era meu, só meu. Com a alegre lembrança do nosso casamento a surgir-me na mente, juntamente com aquele beijo incessante que me dera antes de Alice me raptar à força para me tirar o vestido, deixei que o escudo me escorregasse da mente, sorrindo. Edward deu uma gargalhada e acelerou mais. Com o escudo de novo a ocultar-me a mente, pousei os meus lábios no seu pescoço, obrigando-o a parar, com a respiração ofegante. Saltei das suas costas para me poder abrigar no seu peito duro.

A minha felicidade era total, e tinha a certeza que a dele também. Com os olhos fechados, procurei a sua boca, que foi ao encontro da minha. Uniram-se e, como sempre acontecia, parecia que éramos um só. Caímos no chão que se encontrava cheio de margaridas e flores de uma beleza singela, mas que nada era em comparação ao meu marido. Tínhamos chegado ao prado de Edward. Aquele sítio trazia-me à memória vários acontecimentos, alguns felizes, outros nem tanto, mas era um dos meus sítios preferidos em todo o vasto planeta.

Continuou a beijar-me até eu o afastar.

- Acho que assim não vamos conseguir chegar a casa. – murmurei, no meio de uma gargalhada histérica e aguda. Puxei-o pela camisa, cuidadosamente, com medo de rasgar novamente alguma das suas roupas. Sabia que, provavelmente, Alice comprara já uma igual ou muito parecida, que estaria inutilizada no nosso roupeiro gigante.

Voltámos a correr, desta vez a uma velocidade ainda maior, ansiosos por chegar ao nosso castelo encantado. Em poucos segundos estávamos à porta da nossa casa de campo. Abri-a rapidamente e corri para o quarto, com um risinho abafado, sabendo que ele estava atrás de mim. Deitei-me, esperando que ele me pegasse e me aconchegasse no seu peito, como sempre acontecia. Quando ele se preparava para me começar novamente a beijar, pus-lhe o dedo indicador nos lábios.

- Espera um pouco. Tenho uma coisa para te dizer.

Ele acalmou-se e respirou fundo, como se se quisesse concentrar.

- Então, Sra. Cullen, o que é que a trouxe até aqui? – perguntou ele, com uma gargalhada.

- Primeiro, tinha saudades tuas – comecei, passando-lhe um dedo pelo pescoço, ao que ele estremeceu. – e depois, tive uma ideia. Sobre aquele pensamento da Kachiri. – imediatamente o senti tenso. Beijei-o, para que descontraísse e abracei-o mais, como que a transmitir a ideia que nunca o deixaria.

- Sim? E a que conclusão chegaste? – conseguiu dizer, no meio de um tremor da voz.

- Acho que tenho uma ideia que pode resultar muito bem. – principiei, cautelosa. – É assim, é óbvio que não te deixaria, fosse por que pedaço de tempo fosse, no entanto, pensei que talvez a Renesmee gostasse de passar uns dias em casa do Charlie. – retorqui, sentindo a falta do aumento do fluxo de sangue nas minhas bochechas.

- Hum...

Deixei-o pensar durante um tempo, interiorizar aquilo que lhe tinha dito.

- Tens a certeza? É óbvio que confio nela, mas tu confias na nossa filha, Bella? – perguntou, olhando-me fixamente e usando todo o poder do olhar sobre mim, incapacitando-me por momentos.

- É claro que confio nela, Edward. Ela tem um total controlo sobre si mesma. Nunca mordeu o Charlie!

- Eu sei. Bem, se achas que essa ideia pode resultar...

- Repara, assim, se o Charlie ficar horrorizado com o crescimento rápido dela, já sabemos que temos de nos isolar durante um tempo. – interrompi.

- Certo, e que tal se formos agora dar a notícia à Ness? – retorquiu ele, com um sorriso de expectativa. – Ou podemos ir mais tarde...

Beijou-me alegremente, mas desta vez não me consegui conter. As roupas dele voaram para o chão, em farrapos. Sorri, beijando-o com mais ferocidade ainda. Fiquei admirada com a sua contrição, mas quando dei por isso, as minhas roupas também já estavam no chão, embora um pouco menos desfeitas. Nessas coisas, era ainda muito desajeitada. Dei uma gargalhada, sentindo o corpo a tremer.

Passámos horas intermináveis nisto, não sabia dizer se era dia ou noite quando decidimos que devíamos ir para perto da nossa família. Edward vestiu-se e voou até à sala, à minha espera. Vesti-me rapidamente e a seguir pus os restos das nossas roupas num saco de lixo, ao canto do roupeiro. Corria até à sala, ansiosa por ver as minhas feições favoritas no mundo, quando choquei com uma pedra com um cheiro muito agradável, meu conhecido. Instintivamente, os meus braços percorreram aquele corpo perfeito, atirando-se ao seu pescoço. Saltei para o seu colo, a rir.

- Porque te ris? Pareces uma criancinha! – exclamou ele, explodindo em gargalhadas logo a seguir. Beijou-me mais uma vez, inspirou com força e dirigiu-se para casa, sempre com a boca colada à minha, num gesto inconsciente.

Chegámos à sala, ainda a rir, por entre dentes, com os lábios fundidos. Lutei para que me soltasse, mas ele prendeu-me. Estava consciente que tinha força para abrir aquela prisão, mas não queria. Continuei agarrada a ele. Fomos até à sala, onde já se encontrava Alice, sozinha, a pensar. Estava sentada de joelhos numa das poltronas. Sorriu-nos, parecendo não reparar que eu estava tremendamente envergonhada.

- Já chega, Edward. Solta-me. – disse, tentando parecer severa, mas percorrendo com a mão livre os seus cabelos de bronze.

- Acho que vou ter de te desobedecer, minha Bella. – retorquiu ele, com um sorriso maroto. Sentou-se num dos sofás de três lugares, sentando-me melhor ao seu colo.

- Então, Alice, que se passa? – perguntou Edward, deixando transparecer na voz a sua alegria.

- Porque é que o futuro do Charlie acabou de desaparecer? – perguntou ela, impaciente, com os lábios comprimidos de concentração.

- Porque eu e a Bella decidimos que a Nessie devia passar uns dias com o avô materno.

- Podiam ter-me avisado mais cedo, assim tive que ficar aqui à espera que vocês acabassem os vossos afazeres – disse ela, já mais bem-disposta, contendo uma das suas gargalhadas chilreantes, com que não me importei minimamente. Naquele momento, nada poderia estragar a minha felicidade.

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