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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

25
Abr11

Fanfic - Capitulo 7 - 1ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

 

Mudança

 

 

 

Quando chegámos ao jardim da frente da enorme casa, pareceu ouvir-se uma discussão. As vozes que mais inetrvinham eram as de Carlisle, no seu habitual tom autoritário, Nahuel, com um tom de voz quente e persuasor e surpreendentemente Alice, com a sua voz chilreante parecendo deveras zangada. Já imaginava a sua cara. Os lábios comprimidos numa careta, enquanto se enroscava nos joelhos ou no colo de Jasper e punha a língua de fora.

 

Estava distraída, pelo que não ouvi nada do que diziam. Fiquei surpresa quando a cara afável de Edward se converteu num temível ar hosti, com os dentes arreganhados e um rugido bem forte a fomar-se no peito. Coloquei-lhe a mão no local onde seria o coração, recomendando-lhe prudência. Como sempre, recuou e acalmou ao sentir o meu toque. Sorri-lhe, mas nos olhos era notável um laivo de interrogação.

 

- Explica. – ordenei, num ímpeto, comprimindo os lábios.

 

- Já vais compreender. – asseverou, comprimindo ainda mais os seus lábios cheios. Parecia estar a fazer um tremendo esforço para não desatar aos urros e se atirar a o que quer que fosse que o estivesse a incomodar.

 

Esperava que todos nós fôssemos controlados o suficiente para o nível de irritação não rebentar a escala, pelo que fiquei petrificada ao ouvir o som de roupas a rasgarem-se e um uivo estridente que me levaria a tapar os ouvidos se ainda fosse humana. Jacob atirara-se à casa, com toda a força, seguido de perto por Nessie, que lhe puxava a cauda, obrigando-o a retroceder. Edward correu para ele e, no segundo seguinte, já estava à sua frente, empurrando-lhe as espáduas para trás, com uma força de aço. Quando me preparava para chamar Emmett para nos ajudar, Esme abriu a porta com um sorriso amoroso:

 

- Entrem, vamos lá. Que fazem aí fora? – convidou com uma careta, mas depressa compôs a expressão. Passava-se alguma coisa. E não era nada de bom, disso tinha a certeza.

 

Deslocámo-nos em silêncio para o pórtico, entrando em casa em fila. Todos haviam silenciado, ao ouvir o temeroso uivo de Jacob. Sentei-me num dos grandes sofás da sala de estar, com Renesmee ao colo, enquanto Edward corria para o segundo andar, onde Alice se refugiara com Jasper, fugindo ao problema iminente.

 

- Carlisle. – falei, olhando o médico que parecia mais velho com as rugas de preocupação. – Que se passa?

 

Carlisle acenou com a cabeça, quase imperceptivelmente.

 

 

- Primeiro, gostaria que o Jacob passasse para o estado humano, porque penso que quererá participar nesta conversa de forma activa. – Jacob rugiu. Pelos vistos, já tinha percebido o que se passava. Correu para a cozinha, entrando pela pequena porta que ia dar a uma enorme despensa, com uma máquina de secar, uma máquina de lavar e uma tábua de passar a ferro, onde Esme já depositara um dos conjuntos de Emmett para Jacob vestir. Em cinco segundos, já estava de volta.

 

- Bella, a Alice teve uma visão. – começou Carlisle, prudente. – Uma visão sobre o teu pai...- Paralisei.

 

- Que aconteceu ao meu pai? Que é que ela viu? Alice?! – exclamei, exigindo a presença da minha melhor amiga, mas ouvindo um enorme soluço agudo vindo do andar de cima. Esme correu para lá, pronta a consolar a sua filha.

 

- O teu pai está e estará bem de saúde. – acalmou-me ele, ainda muito cauteloso. – É apenas preocupante a sua reacção a qualquer coisa... Bem, vou explicar-me melhor. A Alice estava a desenhar, aqui na sala, quando de repente teve um “flash”. – explicou, calmamente. – Ela viu o teu pai a ficar vermelhíssimo. De acordo com a descrição de Alice, parecia assustado, espantado e um pouco raivoso. Só não sabemos o que é que o levou a ter tal reacção. Mas pensamos que talvez possa ser... – interrompi-o, pois já sabia a resposta.

 

- ...O crescimento da Renesmee. – terminei, com um suspiro. – E aposto que a vossa discussão se baseava em deixá-la ir ou não a casa do Charlie. – lancei um olhar incriminador a Nahuel, que olhava pela janela, parecendo indiferente. – Já que sou mãe da Ness, acho que também tenho uma palavra a dizer. Edward! – chamei. Agora, sabia que ele viria. Era um pai maravilhoso e bastante aplicado.

 

Em dois segundos, já nos fazia companhia, sentando-se ao meu lado, numa poltrona bege. Estendeu a mão, para que pegasse nela, e depois falou:

 

- Nós somos os pais. Acho que devemos decidir.

 

- Vocês não sabem nada! Vamos expôr a nossa identidade! Será que não vêem o perigo a que nos estão a submeter? – interrompeu Nahuel, subitamente furioso e com as faces muito coradas. Não gostava de dar nas vistas.

 

- Nahuel, acho que tenho a palavra, ainda. – disse Edward, firmemente, apertando-me mais a mão. Nahuel acenou com a cabeça, parecendo resignado.

 

Esforcei-me por retirar o escudo mental da cabeça, levando-o a apreender a minha óbvia opinião. Acenou com a cabeça. Parecia que estávamos de acordo. Sorri.

 

- Eu e a Bella achamos que a Nessie deve ir passar o fim-de-semana com o Charlie, se assim o desejar. – lançou um sorriso de esguelha a Renesmee, prevendo a sua resposta mesmo antes de ela a pensar. – Que achas, minha Nessie?

 

- Papá, gostava muito de dormir em casa do avô... – pediu – mas sei que nenhum de vós concordará. – lamentou-se, fazendo beicinho para o mais relutante de todos nós, Nahuel.

 

- Então, levar-te-ei a casa de Cahrlie ainda hoje, com a Bella, é claro. – afirmou ele, com uma voz cavalheiresca de outro século, que fez Emmett soltar uma das suas gargalhadas troantes, vindas do jardim das traseiras.

 

Até Carlisle apoiava a decisão de Edward. Eu estava abismada com a reacção do amazona.

 

Nessie sorriu, e em seguida atirou-se para o peito do seu pai, às gargalhadas e puxando-me também para o monte, com uma força nova e inacreditável, que me fez saltar. Envolveu-nos aos dois com os seus bracinhos, muito feliz, ainda soltando gargalhadas agudas e maravilhadas, que ressoavam por toda a casa, talvez para alertar Alice, Jasper e Esme que o pior da discussão passara, ou apenas para demonstrar a sua imensa felicidade. Fui surpreendida por um beijo apaixonado de Edward, que também se ria, espalhando o seu hálito refrescante por toda a minha boca e fazendo-me vacilar por instantes. Mas logo correspondi ao beijo, quase num acto inconsciente, também com uma enorme força.

 

Por esta hora, já toda a família e visitas se encontrava na sala, observando a nossa manifestação de puro e amor e contendo gargalhadas. Apenas Emmett e Rosalie não se contiam, não se esforçando minimamente.

 

Finalmente, Nessie saltou do colo de Edward para os braços de Jacob, beijando-o nas duas bochechas, sorridente. Pousou a mão nos lábios de Jake, tansmitindo-lhe provavelmente a imagem de querer cumprimentar toda a família e amigos ali presentes. Jacob transportou-a, passando primeiro por Carlisle e Esme, que Nessie afagou no cabelo e no pescoço, depois por Emmett, Nahuel e Jasper, batendo no peito de cada um dos tios e lançando um olhar de desagrado ao amazona, fazendo-lhe uma careta. Seguidamente, passou por Alice, que a abraçou, compondo-lhe os caracóis que brilhavam à ténue luz do sol que incidia no meio da divisão. A minha filha beijou-a em cada uma das pontiagudas mechas de cabelo preto da pequena tia. Por fim, chegou a vez de Rose, que chegara há cerca de uma hora, com Emmett. Edward ficou subitamente tenso, por baixo de mim. Nessie aproximou-se, envolvendo-lhe a nuca com a mão, cuidadosamente, e passando o braço pelas costas de Jake. Depois, num ápice, juntou-os, fazendo com que os três se abraçassem. Ouviu-se um rugido a formar-se nas entranhas de Rose e um uivo a sair por entre os dentes de Jacob.

 

- Oh, por favor, não é assim tão mau. – declarou Nessie, franzindo a testa, concentrada.

 

Depois, todos rebentámos em gargalhadas, juntando-nos ao abraço familiar.

 

Como é óbvio, não aguentámos mais. O cheiro a cão começava a impregnar-se nas nossas roupas e no ar à nossa volta e, instintivamente, todos franzimos os narizes. Apenas Nessie permaneceu agarrada a Jake, totalmente feliz.

 

Rosalie deu rapidamente um passo atrás, aturdida e cansada devido ao esforço que fizera contra a sua natureza, que lhe dizia para despedaçar o lobisomem à sua frente. Todos nos rimos da sua expressão zangada, hilariante, e Emmett aproximou-se e beijou-a na bochecha, agarrando-a pela cintura.

 

- Tens razão, minha Ness, não é assim tão mau estar em família. – concordou Carlisle, sorridente, dando um murro no ombro de Jacob, em tom de brincadeira.

 

- Bem, e agora que todos estamos felizes, acho que a Renesmee quer ir para casa do avô, certo filha? – perguntou Edward, provocador.

 

- Sim! – guinchou ela, saltando dos braços do meu melhor amigo, para se encaixar perfeitamente entre os meus braços. Depois, virou Edward ao contrário, de costas para nós, e começou a empurrá-lo em direcção à porta.

 

- Vemo-nos mais tarde. – acenei à minha família, que observava a cena com expressões divertidas. Peguei na chave do Volvo, que se encontrava no hall de entrada e saí.

 

Um ar gélido percorreu-me o corpo, provocando-me um arrepio. As Primaveras de Forks nunca tinham sido muito quentes, mas aquela em particular estava a ser deveras fria, com temperaturas negativas e difíceis de alcançar num país que se dizia ser ameno.

 

Edward estendeu a mão, pedindo a chave, e eu atirei-lha. Entrei rapidamente no lado do pendura, depois de ter depositado Nessie no banco de trás e de a ter observado a colocar o cinto de segurança. Dei a mão a Edward, como sempre fazia, e partimos a grande velocidade em direcção à minha antiga casa.

 

Em poucos minutos, Edward já estacionara o carro ao lado do de Charlie. As luzes do alpendre já estavam acesas, parecendo um pouco fantasmagóricas à claridade cerrada da manhã. O meu pai chegara a casa e observava agora Sue a fazer o almoço. Pareceu-me que era uma tortilla espanhola, um dos seus pratos preferidos. Bati à porta, segurando a minha filha pela mão, enquanto o meu marido retirava a sua mala do carro. Não dissera nada a Charlie sobre esta ideia, pareceu-me que uma surpresa seria algo melhor. E tinha a certeza que cancelaria de imediato todos os compromissos só para estar com a adorada neta.

 

Ouvimos uns passos pesados a virem na nossa direcção, e depois o meu pai apareceu à porta, desconfiado. Assim que nos viu, esboçou um dos seus sorrisos de olhos enrugados que o faziam parecer dez anos mais novo.

 

- Entrem. – convidou, puxando Renesmee para um abraço apertado e beijando-me nas faces. – Edward.

 

Acenou com a cabeça e estendeu a mão, para que Edward lha apertasse. Ultimamente, Charlie nunca se sobressaltava nem com a pele demasiado quente da neta, nem com a pele demasiado fria do resto dos Cullen. Permaneceu impassível, mas denotei-lhe um laivo de resignação no olhar. Reprimi um rugido. O meu pai nunca conseguiria aceitar Edward como sendo da mesma família.

 

Entrámos, cumprimentando Sue, e sentámo-nos no velho sofá da sala de estar, enquanto Nessie abraçava a quase-mulher do meu pai. A minha filha sempre se sentira fascinada com aquela anciã de olhos sábios e cansados, que lhe relatava todas as lendas conhecidas sobre os Quileute.

 

- Fazem-nos companhia ao almoço? – ofereceu Charlie, engolindo em seco. O à vontade que tinha comigo desaparecera já há algum tempo, depois da separação, fazendo-o sentir-se constrangido com a nossa presença. Lembrei-me do meu primeiro dia em Forks e soltei uma gargalhada suave.

 

- A Nessie pode jantar aqui, mas nós estamos com pressa. – retorquiu Edward, com um sorriso misterioso. Era o meu momento.

 

- Hum, Charlie? – principiei, cautelosa.

 

- Sim?

 

- Bem, nós pensámos que vocês talvez gostassem que a Renesmee passasse este fim-de-semana convosco. Hum, que vos parece? – engoli com dificuldade. Charlie e Sue fitavam-se, a tentar deliberar o nosso pedido. O meu pai falou finalmente.

 

- Mas é claro. Adoraríamos! – exclamou. – E a minha pequenina, o que acha?

 

- Eu também quero, avô! – saltou para os seus braços abertos, um convite irresistível.

 

- Tomarei bem conta dela, Bella. – assegurou ele, novamente com um olhar grave. – Estará em segurança.

 

Assenti. Confiava cegamente no meu pai.

 

Deixámo-nos ficar um pouco em silêncio, até que Sue perguntou:

 

- Têm a certeza que não querem comer?

 

Lançou-nos um olhar algo presunçoso, mas também amável. Preocupava-se imenso em manter aquela fachada perfeita, sem máculas.

 

- Sim, Sue. A Esme está à nossa espera para jantar. – disse, retribuindo-lhe o olhar profundo.

 

- Não queremos fazê-la esperar. – terminou Edward, apertando a minha cintura.

 

Assentiram os dois com a cabeça, Edward entregou a mala cor-de-rosa a Charlie, pegou-me na mão e dirigimo-nos em silêncio até à porta.

 

- Até amanhã, filha. – dissemos, em coro.

 

- Sim, até amanhã. – Nessie correu para nos dar um beijo na testa, abraçou-nos e voltou para a sala, começando a conversar com o avô.

 

Fechámos a porta da casa, que rangia, e dirigimo-nos ao carro.

 

- Nem correu assim tão mal. – comentou Edward, enquanto fechava a minha porta e se dirigia ao lado do condutor.

 

- Tens razão... – acabei por afirmar.

 

A viagem decorreu rápida e silenciosa, enquanto Edward me acariciava as mãos e o cabelo com os lábios e com os dedos finos. Quando chegámos, o meu marido conduziu o Volvo até à garagem, estancionando-o alinhado entre o seu Vanquish e o Mercedes de Carlisle. A casa encontrava-se silenciosa. Quase diria que alguém estaria a caçar. Faltava o som de algumas respirações da minha família. Talvez Alice e Jasper tivessem ido à caça. Alice já não ia há algum tempo, e talvez Jasper a tivesse acompanhado.

 

Edward pegou-me na mão e conduziu-me ao pórtico, abrindo a porta com suavidade.

 

- Bem-vinda a casa. – referiu, com um sorriso, como se não se encontrasse mais ninguém na sala, apesar de quatro vampiros se ocuparem dos seus afazeres naquela divisão. No entanto, ignoraram-nos. Apenas Esme nos chamou para o sofá onde se recostara a ver televisão.

 

- Soa bem. Há muito tempo que não ouvia isso. – recordei, com o mesmo sorriso dançante nos lábios carnudos. Passei-lhe a mão pelo rosto, contornando-lhe as olheiras que se tornavam cada vez mais profundas com o passar do tempo sem caçar. Por fim, agarrei-lhe nas duas mãos e puxei-o para uma poltrona, sentando-me ao seu colo.

 

- Bella. Edward – cumprimentou Rose, sem tirar os olhos do rosto de Emmett, que a acariciava incessantemente.

 

- Rosalie. – disse Edward. Eu limitei-me a acenar com a cabeça.

 

- Qual foi a reacção de Charlie à vossa proposta? – perguntou Esme, depois de uns minutos de silêncio e quando a corrente eléctrica se fazia sentir de novo.

 

- Penso que reagiu muito bem. De qualquer maneira, ele adora a Renesmee. Iria aceitar, mesmo que tivesse de desmarcar uma concessão sobre técnicas inovadoras de pesca costeira. – reflecti rapidamente, passando os meus pensamentos para palavras.

 

- Quando a vi há pouco, parecia que a Ness tinha crescido cerca de dois centímetros e as suas feições tinham mudado ligeiramente. – disse Esme. Decidi ignorar aquela afirmção, para meu próprio bem. Não queria preocupar-me e preocupar também Edward e os outros. Parecia que o meu marido era da mesma opinião que eu.

 

- O clima entre Sue e Charlie está cada vez melhor. Reparei nisso. Amam-se muito, desde há muito tempo. – comentou Edward. – Com o Harry Clearwater vivo, era um amor impossível, mas este amor ainda não tinha criado raízes suficientes. O teu pai e a Sue não se viam muitas vezes. Mas quando começaram a conviver... – continuava a reflectir, mas eu deixara de lhe prestar atenção.

 

Alguém tocava piano. Uma melodia lindíssima.

 

Carlisle.

 

- Carlisle? – chamei, emocionada.

 

- Sim, Bella?

 

- Essa melodia... Foi o Carlisle que a compôs? – perguntei.

 

- Não, minha querida. Esta melodia é da tua filha. Foi ela que a escreveu.

 

Um baque surdo atingiu-me os ouvidos sensíveis. A minha filha...

 

- Oh! – exclamei, não conseguindo conter aquela exclamação, completamente desprovida do contexto. Naquela altura, já Edward nos arrastara pesadamente até ao piano branco, sentando-me ao lado de Carlisle e relaxando os meus ombros.

 

A minha filha.

 

Aquela música tinha uma letra. Li-a rapidamente. Tal como a melodia, também a letra da música era magnífica.

 

A letra falava de uma rapariga, que em apenas um dia se modificara. Ficara irreconhecível e todos os seus amigos e família a haviam esquecido, ficando esta ao abandono.

 

A Princesa de Alabastro”, era o nome da composição. Carlisle acabava agora de a tocar, terminando com um triste dó grave, prolongado com o pedal do piano.

 

Um soluço escapou-me por entre os lábios. Sem contar com a minha canção de embalar, aquela tinha sido a melodia mais bonita e triste que já ouvira em toda a minha existência. Agora percebia-o.

 

Renesmee estava preocupada. Todos os gritos histéricos, a felicidade inesperada por simples cenas do dia-a-dia e até o pesadelo, a minha filha andava deprimida, e eu sempre o soubera, mas não o quisera admitir para ninguém.

 

Aquela canção que escrevera era sobre si, e sobre o seu despropositado medo de nunca mais ser reconhecida pela família e amigos, as coisas que mais amava no mundo. Outro soluço irrompeu do meu peito dilacerado com a dor da preocupação. Sempre vira a minha filha como algo que irradiava calor, alegria e amor para tudo e todos. Imaginar Nessie triste, só e sombria causava-me arrepios, porque sabia que a sua tristeza e a tristeza dos outros era algo que a destruía no interior, que a rompia por dentro, deixando-a em farrapos.

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