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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

29
Abr11

Fanfic - Capitulo 7 - 2ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

 

Mudança

 

 

 

Tinha de fazer alguma coisa. A minha respiração tornou-se mais ofegante. Não podia fazer nada dirante o fim-de-semana. Era um pouco estranho demais se, logo a seguir a ter deixado a minha filha em casa de Charlie, lhe ligar, pedindo-lhe desesperadamente que voltasse para casa.

Não. Esperaria até segunda-feira à noite, o mais tardar terça de manhã. Mas tinha de o fazer. Era meu dever como mãe alegrar e moralizar a minha filha.

- Não fiques assim. Tudo isto se resolverá. – murmurou Edward, envolvendo-me com os braços na cintura.

- Espero que sim. – suspirei, e deixei-me sucumbir aos pensamentos, enterrando a cabeça no seu peito e entrando num estado de transe agravado.

Eu tinha medo. Algo que não acontecia há já alguns anos.

 

Com uma nova claridade a penetrar na varanda do quarto e um sol fraco a espreitar por entre nuvens acinzentadas, esperava ainda ter aquele nó no estômago que se apoderara de mim na noite anterior, mas tal não aconteceu. Uma estranha sensação optimista percorria-me o corpo, fazendo-me sorrir o tempo inteiro.

- Pareces contente. Aquilo de ontem... Bem, já estás melhor? – perguntou Edward, tentando não me recordar as más recordações. O quê? Ontem? Mas afinal já era outro dia? Para onde é que a minha cabeça tinha ido? Devia ter estado mesmo muito mal. Esqueci todas as outras perguntas, focando-me apenas numa.

- Que me aconteceu?

Edward riu-se e envolveu-me num abraço duro, beijando-me o cabelo.

- Então, depois de eu te ter tentado confortar, em vão, parecia que tinhas desmaiado. Apanhei um susto como há muito tempo não apanhava. – disse ele, rindo, mas com os olhos realmente apavorados, só de pensar na ideia de eu sucumbir para sempre. Fechei os olhos com força, enterrando-me ainda mais contra ele. – Depois de teres entrado em transe, como o Carlisle lhe chamou, não falavas, não respiravas, nem sequer pestanejavas. Os teus olhos permaneceram abertos este tempo todo. Parecias uma verdadeira morta-viva – reprimi um calafrio. – Carlisle aconselhou-me a deitar-te, para que pudesses descansar e reflectir sobre tudo isto. Foi o que fiz. E, como vês, deu resultado. A minha Bella voltou. – com um dedo, levantou o meu queixo e beijou-me suavemente. Agarrei-me ao seu pescoço, saltando para os seus braços, e caímos em cima da cama, a rir.

- Oh, Edward, desculpa! Devo ter-te preocupado tanto! – exclamei, com um sentimento de culpa a penetrar nos meus pensamentos, estragando aquele momento maravilhoso.

Que se passaria com Nessie? Era algo que descobriria. No entanto, se fosse algo de realmente mau, ela tinha uma excelente família para a confortar e fazê-la sentir-se melhor.

Só de pensar nisto, uma gargalhada escapou dos meus lábios e sorri para Edward, que me olhava mais feliz que nunca, agora que a sua preocupação extrema se desvanecera.

- Gosto de te ver assim. – comentou ele, sorrindo também. Permanecíamos deitados na cama, a observar o tecto baixo da casa de campo. Cheguei-me mais para ele. – Sabe-me bem ver-te tão feliz.

- A mim também. É uma bela sensação. – respondi.

 

Passámos um tempo incomensurável a olhar para o tecto e paredes do nosso quarto, tentando manter um tom de conversa plausível, tentando não permitir que a electricidade se voltasse a instalar.

Por fim, resolvemos ir tratar do jardim, o que demorou menos de uma hora, pois tinha chovido pouco, não deixando que as ervas daninhas voltassem a crescer. Oportunamente, a árvore de Renesmee crescia agora veloz e saudável, tal como a dona. Engoli em seco. Para parar aqueles pensamentos, falei:

- Que horas são? Nem sei quanto tempo passámos lá dentro. Pareceu-me uma eternidade.

- São quase onze da manhã, Bella. Onde andas com a cabeça? – respondeu ele, gozando. Passei-lhe a mão pelo rosto sorridente.

- Estamos os dois com sede. Porque não vamos caçar?

- Está bem. Vamos, então.

Começámos a correr, passando a uma velocidade impossível pelas diversas árvores da floresta. Parei por um momento, para seleccionar o meu alvo. Ao longe, talvez a cerca de quatro quilómetros dali, ouvia-se um bater de coração rápido e vigoroso. Era apetitoso. Preparei-me para voltar a correr, impulsionando os calcanhares.

Em menos de um minuto já me encontrava em cima de uma árvore, pronta para saltar sobre a minha presa, um enorme leão das montanhas, que acabava de atacar um pequeno veado. Num ímpeto, saltei sobre ele e cravei os dentes na sua pata, fazendo-o soltar um rugido de fúria. Mais três leões furiosos saltaram para aquela minúscula clareira, prontos a defender o seu clã. Edward apareceu, pronto para lutar. Vinha mesmo a calhar, todo aquele sangue. Estava mesmo a precisar de me ensopar. Era uma óptima sensação. Ri-me de mim.

Edward atirou-se a uma leoa mais pequena, mas mesmo assim muito forte, que rugia sem cessar. Era a minha vez. Cravei as minhas mandíbulas brilhantes na jugular do leão, começando a sugar o sangue da minha vítima. Os rugidos transformaram-se num ronronar adormecido, e por fim num último suspiro. Acabei o meu trabalho ali e atirei-me a mais um leão assustado, fazendo o mesmo serviço.

Quando acabei, sentia-me mais plena e tranquila. Edward juntou-se a mim. Continuava tão imaculado como sempre. Compus-lhe uma madeixa de cabelo que saltara do lugar. Passei as mãos pelo seu pescoço, sentindo-o mais quente e corado que o habitual. Eu também me sentia mais quente e o familiar ardor na garganta quase desaparecera.

Seguimos de mãos dadas em direcção à casa branca, cumprimentando Kachiri e Senna, que se preparavam para partir.

- Já vão? – perguntei, confusa.

- Vamos. Temos muitas saudades da amazónia. Faz parte de nós e é perigoso abandoná-la. – explicou Senna.

- Compreendo, mas porque não esperam até a Ness voltar? Só para ver o que vai acontecer? – pediu Edward, com um sorriso irresistível que me fez vacilar por momentos.

- Vou fazer essa proposta à Zafrina. – anunciou Kachiri, retirando-se.

- Sim, até porque todas nós queremos ver o desfecho que tudo isto terá. – comentou Senna, de cabeça baixa, enquanto fechava a mala do Mercedes de Carlisle, que emitiu um estalido suave.

Kachiri chegou, acompanhada de Zafrina e Esme.

- Nós ficamos até amanhã ao meio-dia. Carlisle e Esme não se importam de nos levar ao aeroporto amanhã. – informou Zafrina, com a sua voz dura.

- É claro que não nos importamos! – exclamou Esme, parecendo surpreendida. – Vocês são nossas convidadas!

- Certo.

 

O dia passou lento e agradável. Cirandei atrás de Rosalie, que engomava todas as peças de roupa existentes na casa, a uma velocidade estonteante, e quando Alice chegou e se pôs a desenhar, como sempre, fiz-lhe críticas construtivas quanto à roupa que achava extravagante demais, a que achava muito simples e a que estava absolutamente perfeita. A minha melhor amiga mostrava-se sempre contentíssima quando eu demonstrava algum faro para a moda, por muito pequeno que fosse. Jacob acabou por ir embora, falar com Quil, Embry e o resto da alcateia.

Edward ocupou-se ajudando Carlisle e Emmett a transportar todo o material de hospital que se encontrava no seu antigo quarto e na biblioteca para os anexos perto da casa de campo. Esperava que nunca mais fossem precisos.

Não passava das três da tarde quando ouvimos um carro a virar para o caminho íngreme até à nossa casa. Ficámos todos em alerta. Quem poderia ser?

Apurei o ouvido, distinguindo duas batidas de coração. Lancei um olhar interrogativo a Edward.

- É a Sue, que traz cá a Nessie. Já vamos saber porquê. – explicou, num tom grave.

Passados alguns minutos, bateram à porta, pelo que Carlisle foi abri-la, deixando passar a nossa filha, seguida de Sue, trémula e furiosa.

- Boa tarde, Sue. – cumprimentou educadamente Esme, estendendo-lhe a mão.

- Só se for para si. Isto já está a passar das marcas. Exijo mais prudência da vossa parte. – disse ela, friamente, levando a minha “mãe” a dar um passo atrás, aturdida.

- Oh! – exclamou Edward. Depois, explicou tudo rapidamente. – O Charlie fora pescar com Billy, na costa da First Beach, e Sue ficara com Renesmee. A nossa filha começou a crescer desmesuradamente, em muito pouco tempo. A Sue decidiu trazê-la aqui, porque não quer implicar Charlie nesta história, se for necessária a intervenção dos Volturi. – reprimi um arrepio.

Só agora reparava na minha filha, envergonhada, que se encostara a um canto. Parecia ter catorze anos pelo menos. As suas faces já não eram completamente redondas, os seus traços estavam mais insinuados, formando um rosto perfeito. Media cerca de um metro e sessenta e três e parecia tão delicada como uma pequena flor misturada com dezenas de árvores. A sua pele de alabastro estava ligeiramente corada, por eu a estar a observar tão minuciosamente. Era a pessoa mais bonita que já vira em toda a minha vida. Mas havia ali algo que não estava bem. Algo que conspurcava aquela figura perfeita. A expressão. Nessie estava assustada e infeliz.

Corri para ela, pegando-a ao colo e rodando-a nos meus braços.

- Oh, Nessie! – exclamei, fazendo-a rir. Agora sim, era a criatura mais magnífica do mundo. Estava a ignorar todos os olhares trocistas da minha família, exceptuando o de Edward, que se encontrava maravilhado, e o de Sue, que estava ainda mais furiosa connosco.

Pousei a minha filha, abraçando-a. Edward juntou-se a nós.

- Já chega. Vou-me embora. Direi a Charlie que a Renesmee se sentiu mal e teve de voltar para casa. – informou – ele ligar-vos-á assim que chegar a casa. – e nisto saiu de casa, batendo com a porta, e partindo a grande velocidade.

- Podem prestar-me atenção? – pediu Alice, depois de mais uns gritos de alegria. Todos parámos instantaneamente. – É claro que também estou extremamente contente por a Ness ter voltado, e estar feliz e ter corrido tudo como esperado, mas podem raciocinar um bocadinho? Carlisle?

- Certo, Alice. Pensaremos em conjunto contigo. – assentiu Carlisle, deixando-se cair numa poltrona e puxando delicadamente Esme para o braço desta.

- Bem, o Charlie não viu a Renesmee a crescer depressa? Quem nos garante isso? Desde quando é que o Charlie sairia de casa, abandonando a neta prodígio? Só se for para desabafar. Ele pode muito bem ter reparado no crescimento instantâneo e pedido ao Billy para conversar... – a voz de Alice começara a diminuir de intensidade, ao mirar as nossas expressões horrorizadas.

- Tens razão, minha querida Alice. Devíamos ter pensado nisso antes. – comentou Carlisle, num tom evasivo.

Nisto, toca o meu telemóvel prateado.

- Sim? Fala Bella Cullen.

- Bella, é o Charlie. Cheguei mesmo agora a casa. A Renesmee está melhor?

- Sim, pai, está. Ela estava apenas com umas dores de cabeça, mas Carlisle já lhe deu uns analgésicos. Acabou de adormecer. – expliquei, impaciente para saber o veredicto.

- Ah, já estou mais descansado assim. Hum, Bella?

- Sim, Charlie?

- Bem, eu reparei que o crescimento da minha neta é deveras acelerado. Não vou querer saber pormenores sobre isto, mas nem toda a gente é compreensiva como eu. Não podem deixar que alguém repare nisso. Sabes disso, não sabes? – explicou ele, num ímpeto. Detectei-lhe um tom de ansiedade na voz.

- Claro, pai. Adeus. Gostei de falar contigo. – despedi-me, com um nó na garganta.

- Adeus, Bella. Fiquem bem.

Desliguei o telefone, olhei atentamente todos aqueles rostos perfeitos que também me observavam e decidi.

- Pessoal, vamos mudar de casa. – declarei.

 

 

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