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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

01
Mai11

Fanfic - Capitulo 8 - 1ª Parte - "Nevoeiro"

Joana
 

Casa Nova, Vida Nova

 

 

 

-Mudar de casa? Como assim? – perguntou Rose, confusa, levantando-se
do sofá, onde estava sentada ao colo de Emmett.

Quando ia abrir a boca para explicar a minha conversa com Charlie, Alice
falou, com a sua voz aguda muito sumida.

-Acabei de ver que mudaremos de casa. O Charlie aconselhou a Bella a
isolarmo-nos. Temos demasiadas raízes em Forks. É necessário
abandonar a cidade. – abriu os braços para acolher Renesmee, que
fazia beicinho, esforçando-se por não chorar. Quando olhei para
ela, parecia ter já uns quinze anos, e Carlisle, Esme e Edward
pareceram reparar no mesmo, pois arregalaram os olhos incredulamente,
e Esme acotovelou o marido.

-Acho que sou forçado a concordar convosco, Alice e Bella. – Alice
lançou-me um olhar cúmplice. – Na verdade, adoro esta pequena e
anónima cidade, mas é mesmo necessária a mudança... Nessie, não
fiques assim. Tenho a certeza que farás novos amigos na nova cidade,
qualquer que seja ela. – disse Carlisle.

Olhei para Edward. Também não queria sair de Forks. Como ficaria Charlie
quando soubesse? Engoli em seco.

- Consegues ver para onde vamos, Alice? – perguntou Edward, tentando
ajudar-me.

- Não muito bem, como é óbvio. Mas é uma casa gigante. Eu, a Esme e
a Rose vamos divertir-nos imenso a decorá-la. – olhou contente
para Esme, que sorriu largamente. – Tem jardins e uma enorme
floresta atrás.

Terminou a descrição, visivelmente satisfeita, enquanto acariciava o cabelo
sedoso da sobrinha.

- Vais gostar da casa, Ness. Tenho a certeza. Aliás, vejo-te com um
enorme sorriso a contemplar o teu quarto. – afirmou, mas Renesmee
lançou-lhe um olhar gelado. – Não estou a mentir. Edward pode
dizer-to. Sabes que nunca te mentiríamos.

- Confio em vocês. – declarou ela, com uma voz débil.

 

 

Os preparativos para a mudança estavam a pôr toda a gente numa grande
euforia. Nessie já aceitara o facto, porque lhe prometera que viria
visitar o avô e os amigos várias vezes por ano. Carlisle, Jasper,
Alice e Rosalie tinham saído para escolher uma casa perto da cidade.

- Nem que custe a maior fortuna da história do mundo. Desde que seja
por aqui, podem comprá-la. – afirmara Edward, com seriedade. Como
se gastar tanto dinheiro fosse uma coisa do quotidiano.

- Edward! – chamava Esme, do terceiro andar. Embora não fosse
preciso gritar, com o nervosismo instalado em casa ouviam-se gritos
por todo o lado. – Sabes onde se meteu o Emmett?

- Não sei, mãe. Passou há uns minutos em direcção à garagem! Acho
que foi ao centro pôr gasolina nos carros. Ainda deve demorar. –
exclamou Edward, sorrindo para mim.

Acabáramos de empacotar todo o material de cozinha em quatro malões gigantes
que se encontravam agora na sala, junto de todos os outros.

- Vamos a casa? Ainda temos de arrumar tudo o que lá está... –
disse Edward, pegando na mão de Nessie, que brincava com objectos
perdidos há anos.

- Esperem! Vou convosco! – pediu Esme, ofegante, enquanto descia as
escadas transportando uma cómoda cheia de roupa. Edward correu a
ajudá-la, pegando no móvel com facilidade e pousando-o ao canto do
corredor. – Se não se importarem, é claro. É só que já não entro naquela casa há anos!

- Claro, Esme. Tenho todo o prazer em mostrar-lhe a nossa casa de
campo. É simplesmente magnífica! – declarei, com um sorriso,
passando o braço à volta dos ombros de Esme. Os meus supostos pais
eram tratados com muito respeito e carinho da minha parte e da minha
filha. Para mim, eles eram dois modelos a seguir.

Seguimos em conjunto pelo carreiro até à casa de campo, conversando numa voz
baixa e sumida.

Abri a porta, como sempre fazia, e entrei. Sentia-me um pouco constrangida
e envergonhada por Esme ir ver o estado da nossa casa.

- Céus, há tanto tempo que não venho aqui! – exclamou ela, tocando
nas paredes, nos sofás e nos quadros que ajudara a pendurar há já
algum tempo. – E está imaculado! Perfeito, Bella! Sem dúvida
alguma!

Não pude deixar de me sentir lisonjeada com as exclamações de Esme.
Esbocei um sorriso simpático e dirigi-me ao quarto de Nessie,
atravessando o corredor.

- Por aqui. Ainda não tinha tirado as roupas da Nessie da mala. Ainda
bem. – informei, entregando a mala cor-de-rosa de Renesmee a
Edward, com uma careta provocadora.

- Esme, porque não vais com a Bella arrumar as roupas do nosso quarto,
enquanto eu e a Ness recolhemos os brinquedos dela? – quando me
preparava para protestar, este lançou-me um olhar incisivo. Queria
conversar com a nossa filha.

- Venha, Esme. Vamos demorar imenso tempo. A Alice atafulhou todo o
guarda-vestidos com montes de roupa dispensável e que eu nunca usei.
Mas que posso fazer? Ela é assim, e não vai mudar... – tagarelei,
descontraída.

- Lá isso é verdade, Bella. Mas vamos a isso. Não vai custar assim
tanto. – disse Esme, abrindo as portas do enorme quarto de vestir,
repleto de peças de vestuário que nunca usara.

Pusemos mãos ao trabalho. Esme agarrava delicadamente em enormes braçadas
de roupa, que me passava, para depois eu as encafuar numa mala muito
pequena para o efeito. Passaram-me pelas mãos roupas tão reduzidas
e provocantes que, se Alice estivesse ali, ter-lhe-ia lançado uns
quantos olhares fulminantes. Acabámos por utilizar três malas
enormes para as minhas coisas e duas para as roupas de Edward.

Suspirei, aliviada por aquela tarefa perturbante ter terminado.

- Está feito. – gritou Esme, vinte minutos mais tarde. A conversa
entre Edward e Nessie estava a ser deveras demorada. Lancei um olhar
desconfiado a Esme, que disse que não sabia de nada do que se estava
a passar.

Mais tarde, ouvimos uma parte a bater suavemente, e Edward apareceu à
porta do quarto, com Nessie, quase da sua altura, a agarrar-lhe na
mão.

Tinha estado a chorar silenciosamente. Distinguia-lhe aqueles incómodos
círculos vermelhos em redor dos olhos cor de chocolate. Abri os
braços, assim que reparei que precisava de muito apoio, e deixei que
se alojasse no meu peito, molhando-me a camisa branca que trazia, com
umas lágrimas quentes e límpidas.

- Vou dar-vos alguma privacidade. – disse Esme, pegando nas malas e
saindo de casa, em silêncio.

Sentei-me na cama, levando Renesmee atrás de mim. Edward seguiu-nos,
sentando-se ao meu lado.

- Filha, não tens de estar assim. – murmurei, puxando-lhe o queixo
escaldante para cima e olhando-a nos olhos. – Não sairemos daqui
para não voltar, como é evidente. Voltaremos para ver o avô e os
teus amigos.

- Eu tenho de estar assim – soluçou ela. - É muito diferente ver os meus
amigos todos os dias e vê-los apenas de vez em quando, só uma ou
duas vezes por ano.

- Não vais vê-los assim tão pouco. Achas que aguentava não ver o
meu pai durante tanto tempo? – perguntei, estremecendo.

- Bem, não... Mas... E o meu Jacob? – perguntou, novamente a franzir
o sobrolho, desta vez com um verdadeiro assombro.

- O Jake! É claro! Edward, ainda nem lhe dissemos! – exclamei. Sabia
que me faltava qualquer coisa, mas ainda não sabia o quê.

- Já o avisei, Bella. E, como é óbvio, ele quer vir connosco. –
falou Edward pela primeira vez, dirigindo-se a mim com tanta
suavidade que por momentos perdi a linha de raciocínio.

- Estás a ver, Ness? – continuei, afagando o cabelo da minha filha.

- Acho que... acho que se o Jake também vem, consigo aguentar. –
murmurou ela, esforçando-se por não soluçar novamente. Beijei-a na
cabeça e depois virei-me para Edward, que me tocara no ombro, a
pedir a minha atenção.

Surpreendeu-me, ao esmagar os seus lábios nos meus, furiosamente. Sorri, soltando a
mão das costas de Renesmee para a entrelaçar nos cabelos dele,
puxando-o mais para mim. Ele já estava a passar as suas mãos finas
pelas minhas costas, quase rasgando a camisa, quando Nessie nos
interrompeu:

- Hum, hum. – pigarreou, divertida. Aquilo não a incomodava. Sabia
que sempre que nós nos beijávamos, estávamos os dois extremamente
felizes.

Levantei-me, peguei-lhe na mão e abracei Edward pela cintura, levando-os atrás
de mim.

Em
menos de cinco minutos, já estávamos a atravessar a ampla sala de
estar de tons claros, para falar com Esme, que organizava rapidamente
todas as malas e sacos por uma ordem desconhecida.

- Esme, está tudo? – perguntei, com um sorriso.

Esme ergueu o olhar para nos fitar, talvez com medo que ainda se
verificasse a tensão de à pouco. Acabou por descontrair a
expressão, ao ver que já estava tudo bem.

- Sim, claro. Edward, quando chegam os outros?

Não foi precisa uma resposta, porque assim que Esme acabara de fazer a
pergunta, todos ouvíramos o Volvo e Edward, que Carlisle e os outros tinham levado à cidade, em busca
de uma casa.

Estranhamente, stava ansiosa por saber qual seria o sítio em que viveria nos
próximos tempos, por isso, assim que detectei uns delicados passos
no pórtico, que sabia serem de Alice, fui abrir a porta.

- Então? Como correu? – perguntei, expectante.

- Pleasant Harbor, número treze, arredores de Seattle. – declarou
ela, com um sorriso divertido no rosto. – Fica entre a junção de
duas florestas densas com muita vida animal. Estas florestas são
normalmente o abrigo de ursos, veados, alces e por vezes leões. –
parecia satisfeita.

- Como é a casa? – perguntaram Esme e Renesmee em uníssono. Sorri.
Talvez a minha filha ultrapassasse facilmente aquela pequena crise.

- Oh, Esme, Ness, a casa é fantástica! – exclamou Rose, furando
entre Jasper e Alice, para vir ao nosso encontro. – É enorme e
branca. A parede Norte, a mais virada para o sol, é toda de vidro,
nos três pisos da casa. O lado Sul da casa é parcialmente escondido
por uma montanha belíssima, onde a cordilheira de Jefferson tem
início. Demos lá uma corrida, só para ver o estilo dos arredores,
e aquelas florestas têm imensa vida selvagem e muitos lagos e
clareiras que, enfim, encantam. – Rosalie estava eufórica.
Finalmente, algo para fazer. Conseguia adivinhar que era aquilo que a
minha “irmã” pensava.

- Parece lindo. Quando é que nos mudamos? – Esme parecia tão
deslumbrada como a filha e a neta.

- Estava a pensar...talvez amanhã? – disse calmamente Carlisle,
enquanto se sentava numa das poltronas envoltas em plástico.

Nessie deu um pulo da cadeira rústica em que estava sentada.

- Sim! – exclamou, dando uma gargalhada quando Jasper abriu a boca de
espanto. – Que se passa, tio Jasper?

- Nada, minha querida Nessie, é só que tanta felicidade de um momento
para o outro sobressaltou-me. – replicou ele calmamente, fazendo-nos rir. Alice abraçou-o pela cintura, tal como uma criança.

- Então, de manhã, assim que Renesmee estiver pronta, partiremos para
a agência imobiliária de Seattle. Lá, dar-nos-ão a chave da casa,
da qual faremos várias cópias. Depois, mudar-nos-emos para a casa
nova. – informou Carlisle metodicamente, assumindo o comando.

Acenámos com a cabeça.

- Eu vou caçar. Vou ligar ao Emmett. Alguém quer vir connosco? –
perguntou Rose, pegando no telemóvel e carregando na tecla da
marcação rápida.

- Eu vou. – Carlisle falou. – Aquele humano da agência cheira
muito bem. Só para facilitar. Não estou muito habituado a sentir
odores fortes. – sorriu perante o meu olhar incrédulo.

- Eu também vou. – disse Esme, pegando gentilmente na mão do
marido.

- Emmett? É a Rose. Já chegámos. Vens caçar? – do outro lado da
linha só se ouviu um motor potente a acelerar.

- Estou a ir, Rosie. – rugiu ele, com uma das suas gargalhadas
estrondosas.

Com um sorriso, Rosalie fechou bruscamente a tampa do telemóvel.

- Está a chegar. – informou, dirigindo-se à porta de entrada, assim
que se começou a ouvir o enorme Jeep Wrangler a abrir caminho por
entre a terra.

Passado um minuto, Emmett irrompeu pela casa.

- Cheguei atrasado? – perguntou, enquanto se aproximava para beijar
apaixonadamente a sua mulher.

- Nem por isso. Temos casa. Pleasant Harbor, em Seattle. – informou
Rose, entregando-se ao abraço.

Foram caçar quase de imediato, para não perderem tempo. Já passava das
quatro da tarde e amanhã teríamos de estar fora dali.

 

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