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Saga Crepusculo Portugal

19
Jun11

Fanfic - Capitulo 14 - 2ª Parte - "Nevoeiro"

Joana
Espécie

 

 

 

Estivemos ali uns quinze minutos, a ouvir a respiração um do outro.

 

 - Nós não íamos caçar? – perguntei, levantando pela primeira vez a cabeça.

 

 - Fazemos tudo o que quiseres, meu amor. – disse ele.

 

Levantámo-nos, e corremos pela floresta, em busca de alimento.

 

 

 

Quando chegámos a casa, já todos estavam a dormir, desde as pequenas recém-chegadas até Jacob, que ressonava muito alto.

 

Rosalie estava enroscada no sofá, a olhar para a televisão.

 

À primeira vista, parecia muito atenta à passagem de modelos que estava a dar na TV, mas depois de seguir o seu olhar, percebi que mirava constantemente uma fotografia que estava em cima da lareira, de Jasper e Emmett a abraçar Esme. Ela não tinha reparado em nós, por isso, separei com pena os meus dedos dos de Edward, e avancei silenciosamente até às costas do sofá.

 

 - Eles vão voltar em breve, Rose. – disse eu, levemente. Ela virou-se bruscamente, numa posição de defesa, mas logo a expressão se suavizou, transformando-se no seu deslumbrante sorriso.

 

 - Espero que sim... Pelo menos, foi o que disseram... – suspirou ela, abatida. – Mas tenho saudades. Só um telefonema pequenino a contar tudo, sim, Bella? – pediu ela, olhando-me com uma mísera e ensaiada expressão.

 

Rosnei.

 

 - Tudo bem, Rosalie. Liga-lhes lá... – permiti, voltando a entrelaçar os meus dedos nos do meu marido e avançando até à cozinha. – Mas não te ponhas com muitas festas, porque amanhã temos o Sam Uley e a família aqui a almoçar! – ainda gritei, embora soubesse que ela me ouviria igualmente se eu tivesse murmurado.

 

 

 

 - Bom dia! Acordem, meninas! – exclamei, abrindo as cortinas do quarto de Renesmee e deixando um sol radiante e preguiçoso entrar no quarto, que logo perdeu a sua eloquência, em comparação à perfeição da pele de todos os que ali se encontravam.

 

Rosalie saíra de casa à meia hora, para ir esperar os restantes Cullen no aeroporto. Prometera-me que não lhes contaria nada daquela história de Jade e Sapphire, e eu deixara-a ir, perante o sorriso prendado de Edward.

 

O meu marido estava no rés-do-chão, na cozinha, a preparar umas deliciosas panquecas com molho de caramelo para as três pequenas. Nessie não gostava muito de caramelo, mas as pequenas tinham arregalado os olhos quando viram o frasco do suculento recheio no frigorífico, à espera de ser insertado. Talvez Edward fizesse doce de morango com gelado de baunilha, o preferido de Renesmee.

 

Jade e Sapphire tinham ficado a dormir no quarto da nova prima por uma noite, enquanto nós nos encarregávamos de estilizar e mobilar os seus novos quartos. Para isso, contávamos com a ajuda de Alice, que chegaria dali a poucas horas.

 

 - Vá lá, o pequeno-almoço já está na mesa! Não querem perder aquele caramelo cristalizado, pois não? – aliciei, com um sorriso.

 

Ness resmungou, mas as duas garotas logo abriram os seus olhos grandes e brilhantes, piscando-os várias vezes para se habituarem à claridade de um novo dia.

 

 - Caramelo? – repetiu Sapphire, timidamente.

 

 - Claro, querida. Vou deixá-las sozinhas para se arranjarem, e depois desçam para a cozinha. O pequeno-almoço espera-vos. – sorri e retirei-me, acariciando Nessie na bochecha e puxando-lhe os lençóis para trás. – Filha, tens de ir para a escola...

 

 - O quê?! Não vou para a escola hoje! Tenho de esperar pelos tios! – exclamou ela, levantando-se de um salto.

 

 - Vá lá, Renesmee, levanta-te. É sexta-feira, amanhã estás com a Alice e os outros. O Jake está à tua espera... – aliciei. Sabia que, com a presença de Jacob, a vontade da minha filha em ir para a escola aumentaria exponencialmente.

 

 - Está bem... – resmungou ela, arrastando-se até à casa de banho.

 

Desci rapidamente e abracei Edward.

 

 - Edward! – exclamei, beijando-o nos lábios.

 

 - Uau! O que é que te deu? – disse ele, desviando o olhar das panquecas que fritava, para me observar com estranheza.

 

 - Nada. Simplesmente tenho saudades tuas. – respondi categoricamente.

 

 - Desde há cinco minutos... – riu-se ele. – Mas ainda bem. Tenho sempre saudades tuas. – retorquiu, e beijou-me novamente. Larguei-o com relutância, pois sabia-me muito bem sentir as formas perfeitas do seu corpo a esbarrarem na minha mão, que quase aquecia ao seu toque, embora isso fosse impossível.

 

 - Já acabo isto, e aí poderás abraçar-me à vontade, Bella. – disse ele, gozando com a minha expressão de desapontamento ao largá-lo.

 

Passado menos de cinco minutos, já as três meias-vampiras da casa se apresentavam resplandescentes na cozinha. No dia seguinte, todas elas teriam de ir para a escola, e queríamos habituar Jade e Sapphire aos novos horários.

 

 - Já chegaram? – perguntou Nessie, olhando com insistência para a janela aberta, de onde jorravam os suculentos raios de sol.

 

 - Não, querida. Mas não devem demorar. – retorqui, saltitando no meu lugar, ansiosa por tocar Edward e senti-lo meu.

 

Sentaram-se ordenadamente e foram servidas com uma exagerada lentidão, de modo a abrir-lhes o apetite. Começaram a comer e Edward foi sentar-se numa poltrona, prontamente seguido por mim. Sentei-me ao seu colo e suspirei, abraçando-o.

 

 - Adoro-te. – murmurei. Ele riu-se.

 

 - Hoje estás muito afectiva, tu. – comentou, beijando o meu pescoço e fazendo com que o ritmo da minha respiração aumentasse exponencialmente.

 

 - Deve ser da chegada deles. – suspirei, sorrindo.

 

Deveriam faltar uns quinze minutos para eles aparecerem, com Rosalie, prontos a conhecer os novos membros da nossa família.

 

Com toda a certeza, Carlisle querer-lhes-ia fazer exames, para ver se tudo estava correcto com as duas meninas donas do coração de Rose.

 

Porém, havia ainda uma parte muito difícil a superar, da qual eu tinha muito medo, e fazia com que a minha mão branca tremelicasse ligeiramente quando pensava nisso. Sabia que o mesmo pensamento passava nas mentes de Rosalie, Edward e Nessie, porque todos me lançavam olhares discretos, mas compreensivos, quando viam que o meu pensamento estava longe dali.

 

E o grande problema era, sem sombra de dúvidas, o momento em que Emmett soubesse. Quer dizer, quase de certeza que ele já sabia, mas quando visse aquelas duas pequenas, o que diria? Era disso que eu me interrogava, mas tinha medo de saber a resposta. Uma das mais notáveis características de Emmett era que este era muito possessivo, territorial. Certamente, não deixaria que duas crianças orfãs se intrometessem daquela maneira na sua vida, e no coração da sua amada.

 

Tinha essencialmente medo que aquilo desencadeasse um mau ambiente na família Cullen, porque aquela família unida era algo que contribuía, claramente, para a minha felicidade. Mas os sorrisos resplandescentes daquelas duas crianças davam-me uma nova esperança, tinha esperança que Emmett as adorasse, como adorava Nessie. Eu sabia que a pequena Sapphire já vira como era a maneira de ser de Emmett, e devia ter contado à irmã, por isso, as duas esperavam ter um óptimo pai, e uma óptima família, que achavam não ter tido antes, pois tinham perdido todas as suas memórias.

 

 - Em que pensas? – Edward interrompeu a minha intelectual linha de pensamento com um beijo frio no meu pescoço.

 

 - Em tudo. – suspirei, abraçando-o e encaixando-me melhor no seu peito. Fechei os olhos e tentei descontrair, embora parecesse impossível.

 

 - Então, fazes uma coisa por mim? – perguntou ele, levantando a minha cabeça e esperando que eu abrisse os olhos.

 

Não queria abri-los. Tinha quase a certeza que o que ele me ia pedir era algo difícil de cumprir, por isso não o queria fitar, pois sabia que assim que o fizesse, automaticamente faria tudo o que ele me pedisse.

 

Ele continuava a olhar para mim, e um silêncio embaraçoso instalara-se por toda a casa. Resmunguei e, com um suspiro, entreabri um dos meus olhos cor de mel. Assim que os seus olhos se cruzaram com os meus, a minha força de vontade desapareceu, como que por magia, e só queria olhá-lo mais de perto, sentir que ele era meu, como sempre acontecia. Suspirei pesadamente mais uma vez, zangada, e por fim abri os dois olhos, em sinal de desafio.

 

 - Que queres tu, Edward? – perguntei, mal-disposta. Odiava ser assim comandada por ele, saber que por ele, eu era capaz de qualquer coisa, fazia-me perder as forças.

 

 - Calma. Apenas quero pedir-te que... – fitou-me mais de perto, e a minha respiração perdeu-se nos seus olhos. – Não penses. Se te faz ficar melancólica a triste, querida Bella, não penses. Fazes isso?

 

 - Edward, sabes que é impossível não pensar no que pode... – tentei contrariá-lo.

 

 - Shhh... – o seu dedo delineou os contornos dos meus lábios. – Não fales, não penses.

 

Resmunguei, voltei a fechar os olhos e a deitar-me no seu peito, a repousar. Mas não por muito tempo. O barulho de um motor avançado e potente apossou-se dos meus pensamentos mais profundos e encheu-me os ouvidos.

 

 - Chegaram! – exclamaram as duas pequenas, num tom sonhador.

 

 - Chegaram... – murmurou Nessie, pensando em abraçar Esme e Alice.

 

 - Chegaram. – disse Edward, preparando-se para o pior.

 

 - Eles chegaram! – disse Jacob, aparecendo à porta, com uma gargalhada.

 

 - Eles...chegaram. – suspirei, engolindo em seco.

 

Tudo isto em menos de dois segundos pois, no segundo seguinte, já o jipe se encaixava na larga garagem, e Alice saltava pelo tejadilho.

 

 - Bella! – exclamou. – Como estás?

 

 - Óptima, sempre. E vocês? Como correu a viagem? – perguntei, tentando parecer normal.

 

 - Muito bem. – disse ela, largando-me para rodopiar Nessie nos seus braços e dar um beijo discreto na bochecha de Edward.

 

De repente, tudo parou.

 

Renesmee ficou congelada nos braços da minha irmã vidente, que perscrutava a floresta à sua frente com os olhos vidrados. Naquele momento, ela não via as árvores, nem o céu cinzento, nem as faces assustadas dos Cullen. Via algo que ia acontecer daqui a pouco. Estava a ter uma visão.

 

 - Um minuto. – pediu ela, retirando-se e correndo para dentro de casa. Quando Jasper se preparava para a seguir a toda a velocidade, Edward impediu-o com um rosnado.

 

 - Deixa-a ir. – disse, secamente. Já percebera o conteúdo da visão de Alice. Ela vira as pequenas Jade e Sapphire mas, estranhamente, eu não estava com medo do que pudesse vir a acontecer, porque confiava na minha melhor amiga. Sabia que Alice seria capaz de as denunciar, ou de as magoar. Rosalie parecia querer acreditar também nisso, e as suas faces pareciam estar ainda mais brancas que o habitual. Dei-lhe a mão, e ela apertou-a com força. Emmett fitou-nos, confuso.

 

Tal como eu pensara, Alice apareceu à porta, preocupada.

 

 - Bella, podes chegar aqui? – pediu ela, entrando novamente em casa. Com um último olhar ao rosto assustado de Rose, procurando reconfortá-la, voei até à sala de estar, onde a minha irmã me esperava, zangada.

 

 - Decides adoptar duas filhas, e não me dizes nada? Ainda por cima, humanas? Sabes, é uma sorte o Jazz ainda não ter cheirado bem o ambiente, porque assim já as teria atacado e... – uma torrente de palavras aborrecidas era disparada dos seus lábios finos.

 

 - Alice. – chamei, tentando pará-la. Ela olhou-me, com ar desafiador.

 

 - Alguma explicação? – perguntou.

 

 - Sim. Explico-te tudo, se me deixares falar. – ela assentiu, por isso comecei. – Já agora, quem as adoptou não fui eu, mas sim a Rosalie...

 

Contei-lhe toda a história, e ela mirava-me cada vez mais fascinada, desviando o olhar das pequenas, que espreitavam de um canto da sala.

 

 - Chamam-se Jade e Sapphire. – informei, por último.

 

 - Eu sei, elas têm aqueles colares. Imagino que seja por causa da cor dos olhos, certo? – perguntou, curiosa, e ansiosa por ir contar aos outros.

 

 - Sim. Meninas, podem vir. – chamei, docemente.

 

Jade começou a encaminhar-se na minha direcção, a medo, perante o olhar horrorizado de Alice, que achava tê-las assustado de morte.

 

 - Tia Alice! – gritou Sapphire, saltando para o colo da minha melhor amiga.

 

 - Querida Sapphire... És tão bonita... Os teus olhos são mesmo brilhantes e reluzentes como duas safiras. O Emmett vai adorá-las. Só nesta viagem, lamentou-se tanto por a Rose andar tão infeliz... – desabafou Alice, com um sorriso benéfico.

 

 - Alice, achas que... – estava a custar-me exprimir o que sentia, sentia algo a oprimir-me o peito. – Achas que o Em não as vai rejeitar, nem nada?

 

 - Bella! – Alice pareceu ficar histérica, dando um grande berro, muito agudo. – É óbvio que não as vai rejeitar! Ele ama a Rosalie, aceitaria tudo desde que fosse para ela ficar mais feliz. – disse ela, orgulhosa por parecer que estava a enunciar a maior lei da vida. – Contaste essa tua ideiazinha ao Edward?

 

Acenei, timidamente, com a fúria a crescer no lugar onde antes havia angústia e desespero. Edward dissera-me para não pensar, mas eu não o interpretara bem. Ele quisera dizer-me para não me fiar nessa ideia. A menos que... Talvez Alice não tivesse razão e Edward estivesse certo, afinal, já conhecia Emmett há mais tempo. Tinha de o questionar. E ia fazê-lo naquele momento.

 

 - Edward! – berrei. Num segundo, ele estava ao meu lado, com uma expressão de pura confusão no seu rosto perfeito.

 

 - Sim, Bella? – perguntou suavemente, não temendo a minha fúria. Obviamente, tinha total consciência do poder que exercia em mim.

 

Em vez de gastar a minha voz, optei por retirar o escudo mental da minha cabeça, para que ele percebesse mais rapidamente.

 

 - Oh. – respondeu. – Sabes, Bella – disse, em voz baixa, talvez para Emmett não ouvir. – O Emmett às vezes desabafa comigo, diz que tem pena de ser tão ciumento, e que tem medo de, se aparecerem crianças entre ele e a Rose, por qualquer motivo, ele pode não aguentar e...

 

 - Ele...ele disse isso? – perguntou Alice, duvidosa.

 

 - Sim. – respondeu o meu marido, simplesmente.

 

- Oh. – suspirei, mais uma vez soltando aquela exclamação. Talvez Emmett não fosse assim tão duro quanto eu pensava que ele era. Talvez ele fosse até mais sensível que Jasper, ou até que Edward. Só que escondia os seus sentimentos através de atitudes mais pachorrentas e divertidas.

 

 - É melhor terem cuidado, vocês. Não quero que ele ouça isto. E olhem que ele é vampiro, como nós, ou seja, ouve muito, mas muito bem. Lembrem-se disso. – e Edward retirou-se a correr, com uma expressão misteriosa no rosto.

 

A minha angústia retomara novamente o seu lugar, assumindo proporções avassaladoras. Fitei a minha melhor amiga, e tive a certeza que pensava e sentia o mesmo que eu, naquele preciso momento.

 

 - Alice. – chamei, pedindo a sua atenção.

 

 - Vamos fazer isto agora. – dissemos as duas em coro. Demos as mãos e respirámos fundo, preparadas para tudo o que viesse acontecer a seguir.

 

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