Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Saga Crepusculo Portugal

Blog Saga Crepúsculo Portugal Mail:crepusculoforum@sapo.pt Um blog que vai ao encontro de que as(os) fãs mais desejam. Aqui é o espaço perfeito onde podes saber as novidades sobre toda a emocionante saga CREPÚSCULO... Esperamos por TI AQUI.

Blog Saga Crepúsculo Portugal Mail:crepusculoforum@sapo.pt Um blog que vai ao encontro de que as(os) fãs mais desejam. Aqui é o espaço perfeito onde podes saber as novidades sobre toda a emocionante saga CREPÚSCULO... Esperamos por TI AQUI.

Saga Crepusculo Portugal

25
Jun11

Fanfic - Capitulo 15 - 1ª Parte - "Nevoeiro"

Joana
Problemas

 

 

 

 - Eu chamo-os, enquanto tu preparas as pequenas, certo Bella? – perguntou Alice, tomando o comando da situação.

 

 - O Edward também podia dar uma ajudinha. – resmunguei, com um suspiro. A minha irmã apenas encolheu os ombros. Sabia perfeitamente que Edward ajudaria nalguma coisa, nunca me poderia deixar assim, sem apoio nem protecção.

 

Sorri e acenei, mais confiante.

 

 - Vai lá. – afiancei, dando-lhe um beijo na bochecha.

 

Ela deslocou-se com um vagar despropositado pela ampla sala de estar, chegou à porta e desapareceu, preparando-se para cumprir a sua missão.

 

Ouvi uns murmúrios, mas não consegui perceber o que diziam, de tão nervosa que estava. Só sabia que Nessie já tinha ido para a escola. A mistura do cheiro dela e de Jake era inconfundível, e sentia-a a pairar levemente no caminho que dava para nossa casa, espalhando-se por Pleasant Harbor aquele aroma, que tanto significava para mim.

 

Ainda bem, pensei, assim não assistiriam a um qualquer desastre de adaptação na família Cullen.

 

Ouvi passos a aproximarem-se, desconfiados. Era Carlisle quem liderava o grupo que se aproximava.

 

Respirei fundo, embora já o tivesse feito dezenas de vezes só naqueles últimos minutos, não conseguia acalmar.

 

Primeiro, entrou Edward, cauteloso. Ultrapassara Carlisle, e vinha ofegante, não do esforço que fizera para lhe passar à frente, mas do cansaço que o fustigava, ao pensar no que aquela apresentação acidentada poderia acabar.

 

Chegara o momento.

 

O cabelo de loiro de Carlisle apareceu à porta, e logo se seguiu o seu corpo esguio, percorrendo timidamente a sala de estar.

 

 - O que se passa aqui, Bella? – perguntou a medo. Farejava o ar, concentrado. Todos nós detectávamos facilmente o odor perfumado que das duas meninas emanava. Ouvi um grito histérico de Rose, e procurei a mão do meu marido.

 

Quando todos os adultos se encontravam já na sala, com as mais diversas expressões de confusão estampadas no rosto, e após o aceno de cabeça de Rosalie, fiz com que a minha voz não se prendesse nas cordas vocais, e chamei:

 

 - Venham, meninas.

 

Naquele momento, todos tinham a boca escancarada de espanto. Se as circunstâncias fossem outras, ter-me-ia rido com prazer, mas ali, naquele instante, só me apetecia desatar a chorar e fugir dali para fora.

 

As duas irmãs apareceram, primeiro cautelosas, depois com um grande sorriso nos lábios.

 

 - Hum, Jade? – chamou Sapphire, a medo.

 

 - Sim, mana?

 

 - Esta é a nossa nova família, não é? – parecia muito feliz.

 

 - Podes confirmar isso melhor do que eu, querida. – respondeu-lhe a irmã, fitando os admirados Cullen nos olhos, um por um.

 

Ficámos todos estáticos, ao mesmo tempo, até que Jade espirrou. Sorri. Ela já nos tinha dito que tinha muitas alergias.

 

 - Bella, que se passa aqui? – perguntou Esme suavemente, quase contendo a respiração.

 

A revelação aproximava-se.

 

 - Queiram sentar-se todos. – pedi, levando-os até uma mesa, onde todos nos reunimos.

 

 - Vão contar-me o que se passa? – perguntou Emmett, zangado. - Nunca tivemos segredos nesta família. Que se passa aqui? Quem são elas? Chamaram-nos a sua “família”? Porque disseram isso? Que andaram vocês a fazer enquanto estivemos fora? – as perguntas saíam em catadupa dos seus lábios grossos. Olhei para Rosalie e ela prontamente lhe colocou um dedo delicado sobre os lábios. As pequenas soltaram um risinho.

 

 - Rose, chegou a tua vez. – comentei, baixinho.

 

Ela respirou fundo, e contou toda a história, talvez pela centésima vez.

 

Havia uma grande variedade de expressões espelhadas no rosto de cada um dos Cullen. Carlisle exibia um sorriso maravilhado, mirando disfarçadamente Jade, que brincava com o cabelo de Sapphire; Jasper nem queria acreditar, olhando para a irmã com uma expressão incrédula; Esme mostrava-se feliz, e parecia avaliar o comportamento e a forma de ser de cada uma das raparigas, com uma expressão terna a bailar-lhe nos lábios; Emmett fitava Rosalie com um rosto neutro, sem nenhum tipo de expressão, o que fazia a minha irmã loira apressar-se na história, com o nervosismo palpável na sala.

 

Quando ela acabou, todos ficámos em silêncio, até que ela murmurou, com um fio de voz:

 

 - E é tudo. – pousou ao de leve a mão branca e trémula no pulso gigantesco de Emmett, mas este soltou-se bruscamente, empurrou a cadeira para trás, e desatou a correr dali para fora.

 

Um grito horrorizado saiu da boca de Esme, que também se levantou, sendo logo presa nos braços de Carlisle, que nos falou a todos com cuidado, mas fitando Rosalie a medo.

 

 - Deixem-no descansar. Precisa de pensar em tudo. Agora, ele só não precisa que o pressionem. – disse, suavemente.

 

Rosalie afundou o rosto perfeito nas mãos, e soluçou.

 

 - Porquê? Porquê? Porquê a mim? – os soluços precipitavam-se cada vez mais depressa.

 

Ao passar os olhos pela sala de estar, distraidamente, reparei que as duas irmãs tinham as mãos dadas, e esbugalhavam os olhos de terror, ao perceberem a aflição da sua nova protectora. Levantei-me em silêncio, soltando a mão de Edward com relutância, e encaminhei-as para o quarto de Renesmee. Aconcheguei-as por um minuto, e logo adormeceram, exaustas. Sempre ouvira dizer que emoções fortes cansavam as pessoas.

 

Quando voltei para baixo, estava tudo na mesma, exceptuando Alice, que esboçava uma expressão de compreensão, abraçando a irmã pelos ombros, e murmurando-lhe palavras de conforto.

 

 - Vai ficar tudo bem, Rose. Vais ver. – dizia ela, preocupada. Fitou-me por uns segundos, e suspirou. Ia ser um dia muito longo, aquele.

 

De repente, ela parou de soluçar, e até pensei que melhoraria. Sempre vira Rosalie como uma vampira forte, corajosa, e um pouco insensível. Mas ela mudara muito, no pouco tempo em que Jade e Sapphire haviam povoado a sua vida. No entanto, ela apenas sussurrou:

 

 - Quero ficar sozinha. – tirou a cara das mãos, mas não nos olhou. Apenas decorava o chão de madeira, parecia envergonhada pelos seus próprios actos. – E, Bella?

 

Surpreendida, voltei-me, já quando ultrapassava a porta de casa.

 

 - Sim, Rose?

 

 - Pede à Esme para manter as pequenas afastadas daqui. E não deixem que a Nessie me veja assim, por favor. – suplicou, afundando-se na cadeira.

 

 - Claro, querida. – beijei-a na cabeça, e retirei-me, comunicando a Esme o que ela tinha dito. Depois, peguei na mão de Edward, e corri a seu lado pela floresta, que subitamente adquirira um tom sombrio.

 

Quando já nos achávamos suficientemente embrenhados no emaranhado de verde e castanho, parei, e encostei-me a uma árvore.

 

Edward abraçou-me, e assim ficámos, a absorver os últimos acontecimentos. Suspirei, e encostei a minha cabeça ao seu peito. Ele beijou-me a cabeça longamente, e um arrepio percorreu-me a coluna. Olhei-o nos olhos e os nossos lábios tocaram-se, primeiro com suavidade, depois com urgência, e por fim com ternura.

 

 - Nunca te faria isto, Edward. – sussurrei, amedrontada.

 

 - Ele não o fez por mal, e a Rosalie sabe disso. Apenas precisa de tempo para pensar. Nada mais natural. Não devemos julgá-lo. É a última coisa de que necessita de momento. – explicou, carinhoso.

 

Pegou-me, e sentou-me num tronco, ajoelhando-se ao meu lado.

 

 - Mas estou preocupado com as pequenas. Não vão gostar de a ver assim. Principalmente, a Nessie.

 

Olhei-o no fundo dos seus olhos negros, e inspirei profundamente. O ardor na garganta que já me incomodava há uns dias magoou-me como uma faca a cortar a pele. Tinha sede, e alguma criatura de sangue quente se aproximava. Inspirei mais uma vez. Era um leão, que inspirava e expirava agrestemente o ar frio da floresta.

 

Senti o meu corpo retesar-se e posicionei-me em posição de ataque. Sorri, com demasiada ansiedade. Com todas as novidades, nem tinha reparado que estava com tanta sede. Mas Edward reparara e conduzira-me ali. Agora, o desejo de saciar a minha sede era diminuído pelo desejo de me encontrar nos braços de Edward.

 

Para não me desconcentrar, soltei um rugido, e um bando de andorinhas que ali se encontrava por acaso, precipitou-se a voar pela montanha abaixo.

 

Lá estava a minha futura presa, vagueando lentamente por uma clareira desconhecida. Parecia desconfiado, e retrocedia com calma, como se nada se passasse.

 

Dei um salto de mais de vinte metros, e caí mesmo em cima dele, espetando os meus dentes brilhantes na sua perna. Um erro. O leão continuou a espernear, ainda estava vivo, apenas com uma ferida que lhe alastrava rapidamente pelas quatro patas. Mas ele continuava a lutar pela sua sobrevivência. Pelo canto do olho, vi Edward já saciado, com quatro veados aos seus pés, a sorrir para mim, encorajando-me. Era mil vezes melhor que eu, mas já praticava há quase noventa anos.

 

Já estava distraída outra vez, pensei, quando senti as garras afiadas do felino a roçarem-me a pele, sem danos aparentes. Aproveitei a distracção do leão ferido, que observava com assombro que o seu ataque não obtivera resultados, e cravei finalmente os dentes no seu pescoço, quebrando-o facilmente. Sentia o sangue quente a escorrer-me pela cara, mas sentia ainda mais uma corrente sangrenta a cair-me pela garganta abaixo, numa cascata. Sorri de gula, e voltei a cravar os dentes no corpo já inerte do felino selvagem. De repente, acabara. Já não havia mais nada líquido no cadáver, por isso afastei-me, enojada com o que acabara de fazer e sentir. Ficava sempre assim depois de secar. Tinha sempre pena dos animais que matava. Mas Edward tentava insistentemente convencer-me de que aquelas eram as leis da sobrevivência, e que os humanos é que estavam errados, no seu modo de sobreviver perante as outras espécies.

 

O meu marido chamou-me, e corri para ele, encostando a face molhada de sangue à sua camisa.

 

 - Espera. Estás suja. – afirmou ele, com uma feição brincalhona. Olhei para baixo, procurando a mancha vermelha já habitual, mas quando o fiz, não vi nada. Preparei-me para levantar a cara, pronta para resmungar com ele. Mas quando o fiz, nem tive tempo de o olhar nos olhos, pois a sua boca unira-se à minha e, acto contínuo, as minhas mãos estavam no seu cabelo, e as dele percorriam as minhas costas, sabendo-as de cor.

 

Lentamente, pegou-me ao colo, transportando-me para qualquer lado que eu não fazia ideia, pois continuava com a minha boca colada à dele. Já não precisava de respirar, por isso entregava-me por completo ao corpo dele.

 

Quando abri os olhos, para finalmente ver onde nos encontrávamos, sorri. Quase me esquecera de que tínhamos a nossa alegre casinha privada, recentemente adquirida, ali rodeada de árvores frondosas e centenárias.

 

Esbocei um sorriso rasgado, fitando Edward, que me transportava, agora a uma rapidez assombrosa, para o nosso quarto.

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Fórum Saga Crepúsculo Portugal

Blog Saga Crepúsculo Portugal Mail: crepusculoforum@sapo.pt
Um blog que vai ao encontro do que as (os) Fãs desejam mais. Aqui é o Espaço Perfeito onde podes saber novidades sobre esta emocionante saga que está a mudar o Mundo, a SAGA CREPUSCULO ... Esperamos por ti AQUI .

Arquivo

  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2011
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2010
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2009
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D