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Saga Crepusculo Portugal

06
Ago11

Fanfic - Capitulo 17 - 1ª Parte - "Nevoeiro"

Joana
Fim de Percurso

 

 

 

Olhei pela primeira vez desde que chegara para Billy. Estava realmente com mau aspecto. As suas pernas encontravam-se arqueadas, sem vida, mas a isso já eu me tinha habituado. O que mais me punha em pânico era a ausência de cor no seu rosto, e a sua boca, que se curvava lentamente, de vez em quando, num espasmo de dor. Parecia que em menos de meio ano, desde que eu o tinha visto a última vez, se haviam formado novas rugas, à volta do seu rosto viril e atlético. Demonstrava cansaço, de viver, talvez, de aguentar aquela dor.

Depois de Jacob parar de chorar, eu arrastara-o para a sala, depois de fulminada por um olhar significativo de Carlisle. Ele ficara abraçado a mim, durante imenso tempo e, passado umas duas horas, quando os primeiros raios de sol começaram a pincelar a casa de um amarelo risonho e promissor de um novo dia, Jake correu para a casa dos Cullen, para que Renesmee não desse conta do que se passava.

Ela adorava Billy Black. Era como um terceiro avô. Este contara-lhe imensas histórias amigáveis de lobos, que ele próprio presenciara ou que Ephraim Black lhe contara, quando Nessie era mais pequena. Pelo que a minha filha dizia, “O Billy é um verdadeiro índio”.

Até eu o adorava, porque sempre que olhava para ele, o seu olhar sarapintado de sabedoria e uma mágoa antiga e quase imperceptível transmitia-me que nem tudo era um conto de fadas, como o que eu estava a viver. Havia problemas, montes deles, todos à nossa espera para serem enfrentados da melhor maneira.

Depois do meu melhor amigo sair, voltei para o quarto de Billy.

 - Bella, vou a casa buscar mais morfina. Podes ficar por aqui e tomar conta do velho Billy?

 - Claro que sim, Carlisle. Mas pode dizer ao Edward para vir cá ter, por favor? – pedi, sentando-me numa cadeira ao lado da cama do pai de Jake.

 - Sim, volto já, Bella. Alguma alteração no estado de saúde dele, basta ligares-me. – respondeu ele, retirando-se rapidamente.

Depois de fitar fixamente o rosto moreno e calmo de Billy durante alguns minutos, olhei para a sua mesa-de-cabeceira, desinteressada. Que tinha ele ali? Alguns livros desinteressantes, folhetos... um velho cachimbo, nada de mais.

De repente, a mão de Billy bateu com força na minha cara, levando-me a assumir a minha posição de ataque.

“Calma, Bells, é apenas o Billy, nada mais.”, repeti para mim própria, em pensamento, voltando a sentar-me.

Reposicionei a mão dele, outra vez na cama, em cima do ventre. Depois mudei-a outra vez, colocando-a meia dobrada em cima do colchão. A anterior parecia-me demasiado fúnebre. Engoli em seco, e observei o quarto.

 - Hmmm...

 - Billy?! – dei um salto na cadeira, olhando para ele com surpresa. Carlisle fora bem claro quando dissera que Billy não iria acordar por uns tempos, por causa da morfina. – Como pode estar acordado, o Carlisle deu-lhe imensa morfina!

 - Não a tomei. – respondeu ele num tom monocórdico, exibindo uma mão cheia de comprimidos. – Pedi-lhe para me administrar a morfina em comprimidos por causa disso. Aqui estão. Se quiseres, volta a guardá-los na caixa.

 - Não. – rugi, de repente furiosa. – Vai tomá-los, agora.

Ele apenas virou a cabeça para o outro lado, cansado.

 - Para quê, Bella? Qual é a vantagem?

 - Pode melhorar com esta morfina, as dores no seu corpo diminuem, e o tratamento é mais rápido. – expliquei rapidamente.

 - E se eu não quiser melhorar rapidamente, se eu não quiser melhorar de todo? – aquela resposta deixou-me momentaneamente sem palavras, à procura da melhor resposta. Era óbvio que Billy se encontrava num avançado nível de depressão.

 - Mas porquê, Billy? Porque diz isso? – perguntei, asfixiada. Era-me impossível conceber a ideia de que Billy, aquele chefe de tribo que sempre vira como majestoso, com força de vontade, e arrojado, estava a render-se à morte, deprimido e infeliz, deixando três filhos e um bando de lobos aprendizes e jovens entregues aos outros chefes.

 - A minha vida já não é o que era antes. A minha missão na Terra está completa. Dei ao mundo três filhos que estão agora a seguir com as suas vidas, preciso de encontrar a paz de que necessito, e de certeza que vivo não a encontrarei nunca. – cansado, fechou os olhos, com um espasmo de dor a anunciar-se por detrás das rugas de preocupação que se lhe tinham formado na testa.

 - Oh, então é disso que se trata? Quer morrer para ir em busca de paz? – perguntei, escandalizada. – E se eu lhe disser que se o Billy optar por passar para o outro mundo, em busca dessa paz de que tanto necessita, o Jacob e as irmãs, o meu pai, toda a tribo de La Push e até a minha família, a Renesmee!, todos nós ficaríamos desgraçados, e por causa do seu egoísmo, dezenas de pessoas que lhe são queridas, e que abandonaria precocemente passariam a viver em constante agonia! É isso que procura em conjunto com a paz? Pois digo-lhe que, se alcançar a paz de espírito que procura, passando para outro mundo, todos nós, deste mundo, deixaremos de ter a única paz que nos resta agora. Porque soubemos procurá-la, e viver com ela. É só isso que tem de fazer, encontre o seu equilíbrio!

Depois deste discurso enfurecido, saí do quarto, com Billy a olhar-me de olhos arregalados, confuso. Talvez tivesse falado depressa demais. Mas também, não me interessava. Dei por mim a soluçar convulsivamente. Sentei-me no velho sofá, e enterrei a cara nas mãos.

 - Edward... – murmurei, esperando que ele me aparecesse à frente para me abraçar.

 - Bella? Que se passa? – ouvi a sua voz melodiosa, com um travo maligno de preocupação. No segundo seguinte, já ele se encontrava sentado ao meu lado, a torcer o nariz por causa do odor a cão ali impregnado. – Querida, vem cá.

Aninhei-me no seu peito, ainda a soluçar.

 - Oh, Edward, gosto tanto de ti. Quando abandonares este mundo, eu própria me matarei, não aguentaria um segundo apenas sem ti para me abraçar. – beijei-o levemente nos lábios, agastada.

No fundo, sabia que era daquilo que se tratava. Assim que a mãe de Jake morrera, Billy deixara de ser o mesmo, mas apenas fazia um esforço em manter-se vivo e alegre porque Jacob ainda vivia sob o mesmo tecto que ele. Mas após a partida do meu melhor amigo de La Push para Pleasant Harbor, onde vivíamos de momento, tornara-se mais difícil para ele visitar o pai, e passara a vê-lo de muitos em muitos dias.

 - Que aconteceu, Bella? Conta-me! – ele parecia nervoso. Sempre que falávamos de morte parecia irrequieto e enfurecido.

Olhei em direcção ao quarto de Billy, indicando-lhe com o semblante que apenas teria de ler o pensamento ao ancião. Ele assim o fez, e passado um minuto já se encontrava completamente esclarecido.

 - Grande discurso, meu amor. Não tens de ficar preocupada com isso, minha Bella. Somos imortais, e eu vou amar-te, para sempre. – pronunciou a última palavra com uma voz de tal modo feroz e veemente que ninguém duvidaria da sua promessa. Nem mesmo eu o conseguia fazer.

 - Nunca te quero perder, Edward. Amo-te. – depois de pronunciar estas palavras, levantei-me de um salto e corri para a floresta, deixando o vampiro mais essencial da minha vida para trás, surpreendido. Sabia que tinha uma missão a cumprir. Inspirei fundo e o cheiro nauseabundo de Jacob alcançou o meu corpo, fazendo-me entrar num estado de concentração total.

 - Jacob. – chamei, num tom demasiado baixo. – Jake!

Dois vultos elegantes e cruelmente bonitos apareceram à minha frente num piscar de olhos.

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