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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

12
Ago11

Fanfic - Capitulo 17 - 3ª Parte - "Nevoeiro"

Joana
Fim de Percurso

 

 

 

Como eu, também Renesmee falava durante a noite. Eu passava noites inteiras a ouvi-la, e a primeira vez que a ouvira percebi o que Edward sentia quando passava noites inteiras a ouvir-me tagarelar sozinha.

 - Filha, não pode ser. – disse eu, não conseguindo conter um trejeito de aflição, que logo ela identificou.

 - Porquê? Não achas que tenho o direito de o ver? Acompanhou-me toda a minha vida, ensinou-me várias coisas que nunca esquecerei. Se realmente está muito doente, e sem vontade de continuar a viver, acho que tenho o direito de estar com ele mais uma vez, de fazê-lo ver que está a ter uma atitude muito estúpida e infantil. Por favor, mãe, por favor! – pediu ela, a choramingar.

 - Oh, podes ir. Eu fico com o Jacob. Podes dizer ao teu pai que volte para cá, se quiseres ter uma conversa privada com o Billy. – disse eu, num tom condescendente. Pensando bem, a minha filha tinha razão. Provavelmente era uma das pessoas mais ligadas a Billy Black.

 - Obrigada, mãe! Muito obrigada! – exclamou ela, e largou a correr em direcção à praia de La Push.

Suspirei, e aproximei-me do meu melhor amigo, que se sentara na erva meia seca, a tentar controlar os soluços de nervosismo e inquietação que haviam recomeçado logo que Jasper se afastara o suficiente.

Estendi uma mão branca, de pedra, na sua direcção, mas ele não ligou.

 - Jacob. – chamei, tentando parecer calma.

Não obtive resposta.

 - Jacob, olha para mim. – insisti, fitando-o insistentemente. O silêncio misterioso da clareira persistia, como uma grossa muralha entre nós os dois.

Sentei-me ao seu lado, e coloquei a minha mão sobre a dele, que estava pousada sobre a erva, em forma de punho. Ao meu toque, a sua pele amaciou-se, e a respiração tornou-se mais pausada e natural, como que por magia.

 - Olha para mim, Jake. – ele fitou-me durante um momento, e podia jurar que vislumbrara uma réstia de esperança no castanho-escuro dos seus olhos de lobo. Passado alguns segundos, desviou o olhar.

Decidi iniciar um monólogo, já que não obtinha respostas do meu melhor amigo lobisomem.

 - Olha, Jacob, o teu pai está deprimido, não vou mentir-te. É uma verdade que toda a gente pode constatar, depois de ouvir os seus desabafos angustiados e os seus suspiros nervosos e inquietos. Não posso mentir-te em relação a isso. Mas ele agora precisa de apoio, muito apoio. Precisa que lhe façam ver o quanto sentiríamos a sua falta, se desaparecesse para sempre. – respirei fundo, preparando-me para tocar no cerne da questão, na parte mais complexa e sentimental. – Se ele não compreender isso em breve, está em perigo de vida. Pode morrer. – senti a minha voz vacilar ao proferir a palavra “morte”, e a tensão entre nós crescer ainda mais. – Quanto a mim, farei os possíveis para que ele perceba que viver faz sentido, sempre fez. E quanto a ti, Jake, estás disposto a isso, ou preferes ver o teu pai a morrer, dominado pela angústia e aflição da sensação de perda provocada pela morte da tua mãe?

Senti-o respirar fundo, preparando-se para me responder. Se não estivesse tão desolada, teria esboçado um sorriso vitorioso.

 - Achas que não faço os possíveis, Bella? Achas mesmo isso? – em vez de ter adoptado um tom revoltado, a sua voz adquirira um tom infantil, ferido e agoniado.

 - Sinceramente, Jacob, acho. Porque se fosse comigo, tenho a certeza que por muito frágil que eu fosse, se o meu pai estivesse a morrer assim, aos poucos, eu não perderia tempo. Faria tudo o que estivesse ao meu alcance para que ele melhorasse, matar-me-ia se fosse preciso. – critiquei, com medo da sua reacção. – Não estou a dizer que tu não o farias, também, mas acho que os teus pensamentos estão a progredir muito lentamente, lentamente demais. A este ritmo, só quando o teu pai estiver mesmo num estado deplorável, é que farás alguma coisa. Por favor, age. Agora.

Ele olhou-me com intensidade e levantou-se, sacudindo os calções. Levantei-me também, tentando acompanhar os seus movimentos. Ele abraçou-me e beijou-me na testa.

 - Obrigado, Bella. – proferiu, num murmúrio.

E afastou-se a correr. 

Uma brisa fresca e tranquila atravessou os meus cabelos castanhos, levando consigo os restos de aroma de lobo que ainda restavam na minha clareira.

Tinha saudades de Edward.

Comecei a correr em direcção a casa, e parei quando vi Alice junto ao riacho que corria lá perto.

 - Que se passa, Alice? – perguntei.

 - Hum, nada. Estava à tua espera. Ouvi o que se passa com o Jacob. Ele está muito mal? – parecia realmente preocupada.

 - Sim, está. Mesmo muito. – suspirei, entristecida.

 - Espero que as coisas se componham, Bella. Espero mesmo. – rematou ela, dando-me a mão e conduzindo-me pelo bosque, sem rumo. – Como está o Billy?

 - Bastante mal. Nem diria que o estado de saúde era dos piores, mas o estado psicológico dele está lamentavelmente desfeito, está num estado deplorável. Ele não tomava os comprimidos, Alice. Por vontade própria. Achas normal? – expliquei, revoltada.

 - Pois, não é nada bom, isso. Considero-o parte da família, a ele e a todos os lobos de La Push. Se eles não existissem lá por Forks, tu é que te terias suicidado, quando o Edward… - Alice tentava exprimir-se sem me fazer recordar maus momentos, os piores da minha vida.

 - Quando o Edward se foi embora. – completei, num assomo de coragem.

 - Isso. – a minha melhor amiga suspirou, e apertou mais a minha mão.

 - Tenho esperança que com a Nessie perto dele, e com a nova atitude do Jacob, o Billy melhore depressa, e saia daquele abismo profundo em que se foi meter. – sussurrei, com um sorriso esperançado.

 - O Carlisle diz o mesmo. Talvez se tiver à sua volta as pessoas de quem mais gosta, o Billy compreenda que não seria assim tão fácil para nós. – olhei-a interrogativamente. Carlisle já tomara conhecimento do que se passava? – Falei com ele. Queria saber como ajudar, o que podia fazer. Sinto-me tão… impotente em relação a isto. Sou a tua melhor amiga, caramba! Tenho de ter algum papel nesta história!

Sorri, divertida. Os problemas de Alice Cullen eram sempre minúsculos, nada importantes, mas para ela, cada decisão no seu dia-a-dia era de vida ou de morte. Vivia uma coisa de cada vez, muito ponderadamente. Era essa uma das coisas que mais gostava nela.

 - Não te preocupes, Alice, com essa tua imaginação anormal, hás-de encontrar maneira de ajudar, à tua maneira. – acalmei-a, suspirando.

 - Olá, meninas. Venho interromper algo? – cumprimentou Jasper, acercando-se de nós com a sua posse altiva.

 - Não, claro que não, Jazz. Estávamos só a falar do estado do Billy. – apressei-me a esclarecê-lo, afastando-me um pouco.

 - Podes juntar-te a nós, já tinha saudades tuas. – pediu Alice, beijando-o ao de leve nos lábios.

Sempre admirara a relação existente entre eles os dois. Pareciam orbitar um em volta um do outro. Tinham uma cumplicidade impressionante, e agiam sempre em concordância com o parceiro. E nunca se deixavam levar, eram muito contidos. Pelo menos quando estavam com outras pessoas.

Sorri com os meus pensamentos atrevidos, mas eles nem repararam. Se calhar estavam só concentrados, para não se deixarem levar. Fitavam-se mutuamente, com um sorriso encantado.

Afastei-me, porque me pareceu que estava ali a mais. Fui recuando, sempre a olhá-los, focada em perceber como actuavam em conjunto. Nem me apercebi que outro corpo se encaminhava na minha direcção.

Choquei com ele, violentamente, o que prouziu um ruído, como duas rochas a raspar uma na outra, quase em surdina, mas nem com isto eles “acordaram” do transe.

Virei-me, já em posição de defesa.

 - Edward! – exclamei, quando vi com quem tinha chocado. – Desculpa, estava só a tentar perceber como a Alice e o Jasper agem um com o outro. É estranho.

 - Não fales. Estava cheio de saudades tuas, minha Bella. – disse ele, aspirando o perfume do meu pescoço.

 - Também eu. – murmurei com dificuldade. Inspirei fundo. Demasiado fundo. O que me fez quase desmaiar, com a beleza do perfume do seu corpo. As minhas mãos fincaram-se nas suas costas, como garras, e não sairiam de lá tão cedo.

Ele beijou-me ao de leve, e depois a sua cabeça ergueu-se, deixando os meus lábios apaixonados mais para baixo. Puxei a sua cabeça, e beijei-o mais uma vez, e outra, e outra. Queria que não tivessem fim, aqueles beijos. Quando os nossos lábios carnudos se tocavam, sentia-me como se o mundo fosse só paz, sossego, e felicidade. Todos os problemas se dissolviam num mar de esperança.

 - O Billy… - murmurou Edward, relembrando-me dos problemas que tínhamos de enfrentar, puxando-me para a cruel realidade.

Abracei-o, procurando conforto.

 - A Nessie ficou a falar com ele? – perguntei, tentando manter uma conversa que me distraísse dos meus desejos disparatados.

 - Sim, ficou. Praticamente, expulsou-me daquela casa. Pelo caminho, encontrei o Jacob. Ia ter com ela. Disse-lhe que esperasse mais uns minutos, para deixar a nossa filha a sós com o Billy Black. – explicou ele, prontamente.

 - Como estava ele? – perguntei, preocupada.

 - Estava na sua forma de lobo, mas mesmo assim parecia outro. A cauda caída, entre as pernas, e aqueles olhos gigantes que todos eles têm pareciam ter diminuído muito, e estavam raiados de vermelho. – Edward descreveu-o num tom demasiado complacente, quase com medo da minha reacção.

 - Ele esteve a chorar. – disse eu, tentando não imaginar o meu melhor amigo com o coração tão despedaçado.

Já o vira assim antes, quando soubera que eu e Edward íamos casar. Parecia ter sido à uma eternidade.

 - Lamento, Bella. Esta situação vai-se resolver, tenho a certeza que sim. – acalmou-me ele, pousando os lábios frios na minha testa.

Acenei com a cabeça, com a esperança de que estivesse certo.

 - Vamos resolver isto. – murmurou uma voz dura e rouca, que se aproximava lentamente.

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