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Saga Crepusculo Portugal

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Saga Crepusculo Portugal

12
Set11

Fanfic - Capitulo 19 - 2ª Parte - "Nevoeiro"

Joana

Segredos e Intrigas

 

 

Edward

 

Sorri fracamente quando Esme me abraçou, desejando-me sorte e dizendo que lamentava o sucedido. Eu não lamentava. Não, porque se isto não tivesse acontecido com Bella, teria sido com Renesmee, no seu lugar. E eu tinha a certeza que, apesar de não parecer, a minha mulher era muito corajosa. Ela não me ia desiludir. Não podia.

Ao mesmo tempo que tentava organizar o turbilhão de emoções que se juntavam na minha cabeça, ouvi vagamente o restolhar dos lençóis no último andar, indicando que a minha filha estava acordada, pronta a levantar-se e encarar a dura realidade. Desloquei-me, desanimado, escada acima, pensando em como tinha sido feliz, tempos atrás, correndo pela casa com a minha mulher. Relembrei as suas gargalhadas, os seus ralhetes aborrecidos quando não conseguia parar de olhá-la, os seus sorrisos condescendentes. Abanei a cabeça furiosamente, tentando sacudir aquelas ideias derrotistas da minha mente obstinada. Já tinha desiludido Bella uma vez, e prometera que nunca mais o faria, que nunca mais deixaria que nos separassem. Mas falhara na minha promessa. Agora tinha de me redimir.

Apressei-me, chegando num ápice ao corredor do último andar. Bati à porta do quarto.

 - Humm… - foi a única resposta que obtive. Abri a porta, espreitando. Nessie ainda dormia, mas muito agitada. Mexia-se por toda a cama, chorando silenciosamente, tremendo e soluçando. Parecia destroçada, talvez estivesse a meio de um pesadelo. Encheu-me de pena, ter de a acordar para uma realidade ainda pior.

Puxei uma cadeira para a cabeceira da cama, sentando-me. Acariciei-lhe os cabelos arruivados, parecidos com os meus, brincando com os seus caracóis.

 - Shhhh… Tem calma, querida. Está tudo bem, eu estou aqui. – ela abriu um olho minimamente, de imediato reconhecendo a minha voz.

 - Pai? – chegara o momento.

Engoli em seco. Era por aquilo que esperava. Tinha de lhe dizer.

No entanto, Nessie lembrou-se do que se passara no dia anterior muito rapidamente, poupando-me ao trabalho de lhe explicar.

 - Oh, pai, não fiques assim! Ela está bem, tenho a certeza! – exclamou.

Colocou-me uma mão no rosto, transmitindo-me uma imagem de nós os três, a minha verdadeira família.

Ela estava bem. Tinha de estar.

Enquanto eu me deliciava com a perfeição da imagem transmitida pela minha filha, a porta do seu quarto abriu-se de rompante. Alice entrou, acompanhada de Jacob.

 - A Alice acabou de ter uma visão. – declarou o lobo, com a sua voz de trovão. Parecia afastado de Renesmee, também magoado e sem forças para demonstrar o seu amor por ela.

 - Posso falar? A vidente e melhor amiga da Bella aqui sou eu, cão. – disse Alice, mal-humorada.

Acenei, juntamente com Ness, pois estávamos os dois ansiosos por ouvir o que a minha irmã tinha a dizer.

 - Foi tudo muito vago. As cores e formas estavam muito distorcidas e misturadas, parecia que a imagem se estava a desfazer. Só consegui ver a Bella deitada numa cama, com os ouvidos tapados e uma cara sofredora, enquanto se ouviam gritos assustados, humanos, e rosnidos, de vampiros, é claro.

A sua descrição foi um tanto fraca, esperava ouvir mais, sobre a sua localização no castelo, ou com quem estava. Mas, percebendo as minhas intenções de lhe perguntar, Alice abanou a cabeça. Afinal, apenas sabia que o meu amor estava a sofrer.

Quando os dois saíam já novamente do quarto, Alice parou bruscamente.

 - Espera! Eu vi outra coisa. – referiu. Senti uma corrente eléctrica de adrenalina percorrer-me as veias.

 - Então? – perguntei.

 - Em cima da mesa-de-cabeceira. Estava lá um papel, escrito com a letra da Bella, em letras muito grandes. Acho que é para nós. – murmurou ela, falando rapidamente.

 - E o que dizia, Alice? – perguntou Nessie, apressada.

 - Apenas três palavras. “Estou bem. Relógio.”

Engoli em seco, prevendo um grande percurso a tentar descobrir o enigma que Bella acabava de nos lançar.

Descemos para preparar o pequeno-almoço das três meias-humanas da casa. Esme já preparara fruta fresca cortada, sumos naturais e os doces preferidos das meninas, como era próprio dela, mas ainda assim, eu queria observar Nessie, Jade e Sapphire a todos os minutos, pois não suportava perdê-las também, os membros mais vulneráveis da nossa família.

Rosalie parecia sentir exactamente o mesmo, pois sentara-se no sofá com as duas pequenas e não saíra de lá enquanto elas não acabaram a sua refeição. Parecia estática, pensativa, e preocupada. Exactamente como eu. Até Emmett permanecia calado, o que não era nada habitual dele, pois costumava estar sempre a dizer piadas, a gozar com qualquer ponto fraco de qualquer pessoa da família. Mas naquele dia, parecia também muito vazio. E eu percebia-o. Bella sempre se dera muito bem com ele, ria-se imenso das suas piadas, e gostava de aborrecê-lo. Fora sempre a sua “pequena rapariga humana”, e sempre me parecera, ao ler-lhe os pensamentos, que se sentia na obrigação de a proteger. Devia, por isso, sentir-se como eu, impotente face aos acontecimentos que haviam ocorrido.

Estava tudo muito calado, um ambiente pesado, frio e triste envolvia-nos a todos. Jasper e Alice estavam no jardim em frente à casa, deitados na relva, com um ar pensativo. Emmett observava as raparigas que comiam, em silêncio, do pórtico, no corredor, com os braços cruzados. Parecia estar a exercer uma força terrível nos seus próprios membros superiores, pois a sua pele estava ainda mais branca do que era normal. Rosalie estava sentada no sofá, com um olho na televisão, e outro nas suas filhas.

Esme encontrava-se na cozinha, encostada ao balcão, com o rosto afundado nos braços, enquanto parecia soluçar, sofrer em silêncio. Carlisle desaparecera desde a noite passada, provavelmente estava no seu escritório, a meditar no que tinha acontecido.

Até as duas raparigas meias-vampiras, Jade e Sapphire, na sua inocência, pareciam ter assimilado que se passava algo de muito grave, pois engoliam o pequeno-almoço em silêncio, e sem as habituais brincadeiras. Nessie remexia a comida, com lágrimas nos olhos.

Decidi ir até à cozinha, onde encontrei Esme a limpar os olhos à manga de seda de cor arroxeada do seu vestido.

 - Oh, querido… - suspirou ela, abraçando-me. – Desculpa, desculpa. Eu devia estar a ser forte, eu devia estar a suportar esta família, e não a deixar que se desmoronasse de uma forma tão triste e cruel. Mas é só que não aguento mais. A Bella era a pessoa que dava vida à casa, foi ela que nos trouxe a mudança, e agora, desapareceu. – Esme parecia desesperada, e soluçava agora muito alto.

Puxei-a para mais fundo nos meus braços, apertando-a, como se a quisesse proteger e sentisse que a minha protecção já não valia de nada, que agora todos estavam inseguros. Fiquei surpreendido por Carlisle não aparecer à porta, em busca da razão do choro agoniante da sua amada.

 - Esme, por favor, não fiques assim. Não tens de ser sempre forte. Também tens o direito de demonstrar o que estás a sentir, seja isso muito triste, ou a melhor sensação do mundo.

Ela ficou em silêncio, tentando acalmar os soluços, de modo a não chamar a atenção de Nessie e das duas pequenas, que pareciam preocupar-se muito com o semblante benevolente de Esme.

 - Temos de ir procurá-la. – sussurrou a minha mãe, parecendo estar a travar uma batalha interior tremenda.

 - Sim, temos. Mas não agora. A Alice teve uma visão em que a Bella nos mandava uma mensagem, para a encontrarmos mais facilmente. Penso que tentará fugir, mas não sei como. Tenho esperança que ela nos envie mais pistas, porque assim será bastante difícil. – disse eu, ouvindo a minha própria voz a tremer, ao aperceber-me pela milésima vez naquela manhã de como seria difícil o resgate da minha mulher. Eu estava disposto a tudo. Se não conseguisse aquilo que queria, morreria a tentar.

Esme engoliu em seco, e abraçou-me com força. Depois afastou-se, dirigindo-se para o seu estúdio, seguida por Jade, que parecia ter uma grande atracção e fascínio por ela. Ouviu-se a sua gargalhada enternecedora, e concluí que a minha mãe estava a tentar ultrapassar aquilo. Se ela conseguia, eu também teria de o fazer.

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